A Arábia Saudita informou, no sábado, que as forças de sua coalizão atacaram a milícia Houthi no Iêmen, depois que o grupo apoiado pelo Irã reivindicou a autoria de ataques a dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho no início da semana.
Sistemas de defesa aérea na Arábia Saudita teriam interceptado dois mísseis balísticos provenientes do Iêmen.
As recentes ofensivas pareciam indicar uma escalada dos combates em uma segunda frente da guerra envolvendo o Irã.
Os ataques sauditas "concentraram-se exclusivamente em alvos militares legítimos utilizados pela milícia terrorista Houthi para ameaçar embarcações comerciais no Mar Vermelho", afirmou em comunicado o Major-General Turki Al-Malki, porta-voz da Coalizão para Restaurar a Legitimidade no Iêmen, liderada pela Arábia Saudita.
Na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que responsabilizaria o Irã por novos ataques dos Houthis, após o grupo militante afirmar ter atingido os petroleiros sauditas.
"Se fizerem isso novamente, os EUA responsabilizarão o Irã, visto que os Houthis são um representante e/ou aliado do Irã, e uma punição militar severa será infligida ao Irã e, naturalmente, aos próprios Houthis", disse ele em uma publicação na rede social Truth Social.
Os Houthis declararam um embargo marítimo contra a Arábia Saudita na segunda-feira, ameaçando interromper as exportações de petróleo do reino através do Mar Vermelho e do Estreito de Bab el-Mandeb.
Al-Malki afirmou que os Houthis cometeram um "ato imprudente e covarde ao atacar embarcações comerciais no Mar Vermelho".
A agência Reuters citou fontes de segurança gregas informando que sistemas de defesa aérea na Arábia Saudita interceptaram, no sábado, dois mísseis balísticos provenientes do Iêmen que tinham como alvo refinarias de petróleo em Yanbu — um dia após forças dos EUA lançarem novos ataques aéreos contra o Irã.
A Defesa Civil saudita informou ter emitido vários alertas para Yanbu, cidade situada no Mar Vermelho, e posteriormente comunicou que o perigo havia passado. Não houve relatos oficiais imediatos de danos. Segundo as fontes citadas, o sistema de defesa era operado por militares gregos.
Forças dos EUA haviam realizado ataques aéreos contra o Irã no final da quinta-feira e no início da sexta-feira, marcando a 13ª noite consecutiva de ataques. Relatos indicam que os militares atacaram um navio mercante que tentava romper o bloqueio aos portos do Irã. A Associated Press citou o porta-voz do Comando Central dos EUA, Capitão Tim Hawkins, dizendo que forças americanas imobilizaram o navio-tanque M/T Lavine no Golfo de Omã, após a embarcação tentar furar o bloqueio pelo menos quatro vezes. Trump afirmou que tomará em breve uma decisão sobre lançar ou não um "ataque massivo" contra o Irã. Paralelamente, o Paquistão busca formas de retomar as negociações de paz travadas entre os EUA e o Irã, informou a Reuters na manhã de sexta-feira, citando três fontes paquistanesas. Em declaração ao site Axios na quinta-feira, o presidente disse que os ataques propostos seriam maiores do que qualquer ação vista na guerra até o momento e que o Irã ainda não "sentiu dor suficiente".


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