#Etiópia 🇪🇹: O Exército de Libertação Oromo (#OLA) realizou incursões contra posições do Exército Etíope e capturou vários soldados. (vídeo)


 O grupo também teria apreendido fuzis de precisão Hoshdar-M, metralhadoras PKM/UP-7.62, fuzis AZ-7.62/KL-103, fuzis Type 56-1, entre outros.

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#Sudão 🇸🇩: Um combatente vinculado ao Exército do Sudão (#SAF) posicionado como atirador de elite em um edifício. (vídeo)

 


O combatente está armado com um fuzil de precisão antimaterial calibre .50 "Zijiang M99", de fabricação chinesa 🇨🇳 — um modelo pouco comum.

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A nova estratégia do Irã para o Hezbollah visa a sobrevivência, não a vitória


Em 1º de outubro, o Irã enviou uma delegação de alto escalão ao sul do Líbano que incluía o brigadeiro-general Hossein Yekta — oficial do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica envolvido em recrutamento e doutrinação ideológica — e o clérigo linha-dura Alireza Panahian. Ambos haviam servido no mesmo batalhão que o Líder Supremo Mojtaba Khamenei durante a Guerra Irã-Iraque. A visita ocorreu em um momento revelador: o Hezbollah está militarmente enfraquecido, sob pressão política e cada vez mais dependente da orientação iraniana.

A composição da delegação é significativa. Se o Hezbollah precisasse apenas de mais armas, Teerã poderia ter enviado técnicos militares, especialistas em logística ou comandantes. Em vez disso, enviou figuras ligadas ao recrutamento, à mobilização ideológica e à segurança interna.

Isso não prova que a delegação tinha a missão de reconstruir o Hezbollah, mas o momento e a composição sugerem fortemente que a preocupação de Teerã vai além da reposição de arsenais. O Irã pode estar tentando reconstruir algo mais difícil de destruir: a resiliência organizacional do Hezbollah.

Isso marca uma mudança importante na estratégia. Durante décadas, Teerã ajudou a transformar o Hezbollah em um dos grupos armados não estatais mais poderosos do Oriente Médio. No entanto, as guerras dos últimos anos expuseram as vulnerabilidades desse modelo. Comandantes de alto escalão foram mortos, a infraestrutura foi infiltrada e destruída, os estoques de armas foram reduzidos e a posição política do grupo sofreu maior pressão. Portanto, o Hezbollah não precisa voltar a ser a organização que era antes da guerra; ele precisa permanecer vivo, adaptável e capaz de se regenerar.

De potência militar a força capaz de sobreviver


A evidência mais clara dessa transformação vem do comportamento do Hezbollah no campo de batalha. Segundo a ACLED, o grupo tem adotado cada vez mais uma estratégia de atrito e guerrilha, baseando-se em pequenas células, locais de lançamento dispersos, drones, mísseis guiados e ataques seletivos com foguetes, em vez de grandes formações e confrontos diretos prolongados. Entre março e julho de 2026, confrontos armados diretos representaram apenas 11% das interações registradas do Hezbollah no Líbano, em comparação com 34% durante a invasão terrestre de outubro e novembro de 2024. Enquanto isso, a participação de drones suicidas nos ataques subiu de 6% para 24%, ao passo que os drones FPV guiados por fibra óptica — aparentemente ausentes das operações em 2024 — representaram 21%.

Essa mudança vai além do aspecto tático; ela reflete uma lição organizacional. Uma organização armada grande e centralizada pode gerar um poder de fogo substancial, mas também cria estruturas de comando, centros logísticos e alvos que são facilmente identificáveis. Uma rede menor e mais dispersa é mais difícil de desmantelar completamente. Suas unidades podem operar com maior autonomia, absorver perdas e se recompor após uma grande campanha israelense. O Irã parece ter aprendido essa lição juntamente com o Hezbollah.

A Reuters noticiou em março que o IRGC havia enviado cerca de 100 oficiais ao Líbano, após a guerra de 2024, para ajudar a reconstruir o comando militar do Hezbollah. Segundo relatos, esses oficiais iranianos treinaram novamente os combatentes, supervisionaram o rearmamento e auxiliaram na reestruturação da organização em unidades menores e descentralizadas, concebidas para minimizar os danos decorrentes de infiltrações de inteligência e da perda de comandantes de alto escalão.

Essa experiência é fundamental para compreender a atual estratégia de Teerã. O Irã não está simplesmente restaurando a antiga arquitetura militar do Hezbollah; está adaptando a organização para sobreviver em um ambiente no qual Israel demonstrou capacidade de infiltrar-se em redes de comando, eliminar líderes de alto escalão e atacar infraestruturas fixas. O objetivo, portanto, não é necessariamente a vitória no sentido convencional, mas sim a capacidade de sobrevivência.


Para o Irã, isso pode ser estrategicamente valioso. O Hezbollah não precisa derrotar Israel para servir aos interesses de Teerã; ele precisa manter capacidade suficiente para impor custos, ameaçar uma escalada do conflito e preservar a incerteza quanto às consequências de um futuro ataque israelense ou americano ao Irã. Um Hezbollah menor, capaz de sobreviver e retaliar, pode, em última análise, oferecer uma capacidade de dissuasão mais duradoura do que uma força maior que poderia ser destruída em uma única campanha.

Isso também explica por que o recrutamento assumiu uma importância crescente. Armas podem ser repostas e comandantes podem ser nomeados, mas um movimento armado não consegue se recompor sem combatentes, redes locais e comprometimento ideológico.

A presença de Yekta — cuja trajetória profissional inclui o recrutamento e a mobilização ideológica pelo IRGC — é, portanto, digna de nota, justamente porque o problema enfrentado pelo Hezbollah já não se resume apenas ao poder de fogo. É uma questão de capital humano e organizacional.

O Irã está reconstruindo um ecossistema, não apenas um arsenal.

Portanto, o próximo campo de batalha não é apenas o sul do Líbano. É o ambiente político e social no qual o Hezbollah precisa sobreviver. Há muito tempo, o Hezbollah é mais do que um braço armado, organização. Sua resiliência tem dependido de um ecossistema mais amplo de representação política, serviços sociais, redes financeiras, instituições religiosas e clientelismo local. Se esse ecossistema sobreviver, as perdas militares não se traduzem necessariamente em derrota organizacional. É por isso que a reconstrução é importante.

Em 27 de setembro, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, anunciou que o grupo contribuiria para um projeto habitacional destinado aos libaneses deslocados pela guerra, incluindo moradores de vilarejos que haviam sido completamente destruídos. Mais de um milhão de pessoas foram deslocadas durante o conflito, e a Reuters informou que mais de 340.000 permaneciam deslocadas porque suas casas haviam sido destruídas ou porque forças israelenses ainda ocupavam as áreas onde viviam.

O significado é tanto político quanto humanitário. Reconstruir casas pode reconstruir a legitimidade. O Hezbollah sabe que as comunidades do sul do Líbano se lembrarão de quem as ajudou a retornar, de quem pagou pelos reparos e de quem ofereceu abrigo quando o Estado não pôde fazê-lo.

O governo libanês pode deter formalmente a soberania, mas essa soberania torna-se frágil quando os cidadãos dependem de uma organização não estatal para segurança, bem-estar e reconstrução. Isso cria uma segunda disputa, paralela à luta pelo controle de armamentos: quem comandará a recuperação do pós-guerra?

O Washington Institute alertou que o processo de reconstrução poderia fortalecer inadvertidamente o Hezbollah caso o grupo e seus aliados políticos conquistassem influência sobre o destino dos recursos de doadores e sobre quem receberia o crédito político pela reconstrução do sul do Líbano. É por isso que o desarmamento, por si só, pode não resolver a questão do Hezbollah. Um grupo pode perder grande parte de sua capacidade militar e ainda assim manter influência política se sua infraestrutura social permanecer intacta. Por outro lado, o Estado libanês pode exigir o monopólio das armas, mas ter dificuldades em alcançá-lo se não conseguir oferecer segurança, serviços e oportunidades econômicas comparáveis.

O Irã compreende essa equação. Seu interesse estratégico não é necessariamente tornar o Hezbollah dominante novamente, mas sim impedir que o grupo se torne irrelevante. Essa distinção é importante. Teerã pode tolerar um Hezbollah menor. Pode tolerar um Hezbollah mais discreto. Pode até tolerar um Hezbollah que evite temporariamente confrontos em larga escala com Israel. O que não pode facilmente permitir é um Hezbollah que perca sua coerência organizacional, sua base social e sua capacidade de regeneração.

Há, no entanto, um paradoxo sério nessa estratégia. Quanto mais o Irã intervém diretamente, mais difícil fica para o Hezbollah preservar sua identidade como um movimento libanês. As autoridades libanesas já tentaram reduzir a influência iraniana e avançar em direção a um maior controle estatal sobre a segurança e a política externa. Ao mesmo tempo, o Hezbollah enfrenta pressões relacionadas ao seu armamento e à sua capacidade de operar de forma independente do Estado libanês.

O Irã, portanto, enfrenta um cálculo delicado: precisa fornecer assistência suficiente para manter o Hezbollah vivo, sem fazer com que a organização pareça ainda mais um instrumento iraniano.

Esse dilema se torna mais complexo à medida que a Síria também se transforma em um ponto de disputa na reconstrução do Hezbollah. A Reuters noticiou que o Hezbollah e autoridades sírias realizaram conversas secretas na Turquia, em setembro, sobre o contrabando transfronteiriço e as atividades do grupo na Síria. Segundo relatos, as autoridades sírias tentaram conter o contrabando de armas para o Líbano, enquanto o Hezbollah resistiu a essas exigências.

Isso é relevante porque a Síria tem sido, historicamente, um corredor crucial que conecta o Irã ao Hezbollah. Se essa rota se tornar menos confiável, a reconstrução do Hezbollah ficará mais cara e complicada. O Irã, assim, enfrenta não apenas um problema de reconstrução militar no Líbano, mas também um desafio logístico que se estende por todo o Levante. O resultado é uma estratégia mais cautelosa: armas menores, redes dispersas, recrutamento local, inserção política e reconstrução social. Esse não é o Hezbollah do seu auge anterior. Trata-se, potencialmente, de um tipo diferente de organização — menos visível, mais descentralizada e concebida para sobreviver, em vez de dominar.

A verdadeira vitória de Teerã pode ser a sobrevivência do Hezbollah

A tendência é avaliar o futuro do Hezbollah perguntando com que rapidez ele consegue reconstruir seu arsenal de mísseis ou quantos combatentes consegue recrutar. Essas métricas são importantes, mas deixam escapar a mudança estratégica mais ampla. O verdadeiro objetivo do Irã pode ser muito mais simples: manter o Hezbollah vivo; manter suas redes em funcionamento; manter sua base social intacta; manter capacidade militar suficiente para impor custos a Israel; e, acima de tudo, preservar o Hezbollah como um ativo estratégico que não pode ser ignorado em qualquer acordo futuro envolvendo o Líbano, Israel ou o Irã.

É por isso que a delegação de 1º de outubro merece atenção. Sua composição aponta para um esforço de reconstrução mais amplo, no qual o recrutamento, a coesão ideológica e a disciplina organizacional podem ser tão importantes quanto as armas.


China amplia presença militar com base aérea no Laos

 Ao inaugurar nesta semana sua primeira base aérea no exterior — uma instalação conjunta no isolado Laos —, a China enviou um sinal: sua presença militar no estrangeiro deve crescer, segundo analistas.


Pequim busca há muito tempo ampliar sua influência na região da Ásia-Pacífico, competindo com Washington e seus aliados pelo controle de rotas marítimas cruciais e pela exploração de recursos submarinos, inclusive no disputado Mar do Sul da China.

Sob a liderança de Xi Jinping, a segunda maior economia do mundo tem buscado modernizar suas forças armadas, aumentando os gastos com defesa e a pressão sobre Taiwan, território que reivindica como seu.

Até agora, as instalações no exterior eram predominantemente bases navais.

O Centro Conjunto de Treinamento de Voo e Apoio no Laos é a "primeira base aérea que a China possui no exterior", afirmou Joshua Kurlantzick, especialista em Sudeste Asiático do Conselho de Relações Exteriores (Council on Foreign Relations).

Ele disse à AFP que provavelmente outras bases serão estabelecidas, tanto na região quanto em outras nações aliadas da China, à medida que o país testa como operar uma base aérea além de suas fronteiras.

A China "não vai construir apenas uma base no Laos e parar por aí", observou ele.

As duas nações comunistas informaram que o centro, localizado no aeródromo de Ban Keun — ao norte da capital laosiana, Vientiane —, destina-se ao treinamento de pilotos da força aérea do Laos.

O Ministério da Defesa da China acrescentou que o local seria "mantido para operações normais por ambos os lados" e que não visava a nenhum terceiro país.

O pesquisador de segurança Collin Koh afirmou que a China — maior credora do Laos — está "tentando demonstrar sua capacidade de expandir sua atuação na diplomacia de defesa", pelo menos junto a "países receptivos".


O treinamento de pilotos laosianos exigirá que a China posicione ativos militares no local — sejam eles modestas aeronaves de transporte ou modernos caças.

"A partir do treinamento, passa-se a ter uma presença militar (chinesa)", disse Koh.

Bases chinesas

A China gasta apenas cerca de um terço do valor que os Estados Unidos investem em suas forças armadas, segundo o Banco de Dados de Gastos Militares do SIPRI, e sua presença militar no exterior é muito menor do que a dos EUA, que mantêm centenas de bases ao redor do mundo. A China inaugurou sua primeira base no exterior em 2017, no Djibuti, uma nação do leste da África estrategicamente localizada perto do Mar Vermelho e do Golfo de Aden.

As instalações foram ampliadas para incluir um sofisticado centro de inteligência de sinais, o que levou a França e os EUA a cogitarem transferir suas próprias bases no Djibuti para evitar interceptações chinesas, segundo Kurlantzick.

A China também financiou melhorias na base naval de Ream, no Camboja — um aliado próximo —, situada no Golfo da Tailândia.

O primeiro-ministro cambojano, Hun Manet, e uma delegação militar chinesa inauguraram um centro conjunto de logística e treinamento no local no ano passado.

Washington afirma que a base, construída originalmente em parte com financiamento dos EUA, poderia conferir a Pequim uma posição estratégica próxima ao Mar do Sul da China.

Duas corvetas antissubmarino chinesas atracaram no porto por longos períodos, embora navios dos EUA e do Japão também tenham feito escalas desde a modernização da base.

Em contrapartida, o centro no Laos provavelmente será utilizado exclusivamente pelas forças armadas do Laos e da China, disse Koh.

Ban Keun poderia servir como uma "escala conveniente" para a força aérea chinesa, e pessoal chinês poderá ser estacionado no local, acrescentou ele.

"Não podemos descartar o envio de meios de combate para a área sob o pretexto de treinar a força aérea do Laos."

Nenhum dos governos divulgou detalhes sobre o efetivo ou os equipamentos militares que serão baseados no local.

EUA suspendem atendimento na embaixada e em consulados do Brasil e alegam 'questão de segurança'

 Os Estados Unidos suspenderam o atendimento presencial na Embaixada dos EUA em Brasília e nos consulados do país em todo o Brasil nesta sexta-feira (2) por questões de segurança. A decisão foi anunciada na quinta-feira (1º) em um comunicado.

Na nota, o governo norte-americano não especificou as supostas ameaças que motivaram a medida.


O governo dos EUA não deixou claro que tipo de serviços consulares fornecidos pela embaixada foram suspensos. Também não especificou se seguirá emitindo vistos e passaportes no período.

A Embaixada orientou cidadãos norte-americanos que precisem de assistência emergencial a não comparecerem às instalações diplomáticas. Nesses casos, a recomendação é entrar em contato com o oficial de plantão responsável pelo atendimento.

Após a Embaixada dos EUA emitir o comunicado, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que a medida foi tomada seguindo uma orientação do governo de Donald Trump para priorizar a "segurança e a proteção dos cidadãos americanos".

Um porta-voz do departamento afirmou que embaixadas e consulados dos EUA usam um sistema de mensagens para enviar alertas a cidadãos norte-americanos sobre "ameaças, eventos e mudanças relevantes no Brasil". Mas afirmou se o serviço foi acionado.

“Estamos trabalhando em estreita cooperação com contrapartes brasileiras para tratar de questões de segurança”, afirmou o porta-voz.

Ao jornalista Ricardo Abreu, da TV Globo, uma fonte do governo norte-americano mencionou uma ameaça de bomba, mas não deixou claro se a ameaça foi direcionada para a própria embaixada ou outro local em Brasília.

O Eco do Silêncio: A Fratura Existencial e a Reconstrução do Ser após o Abuso Sexual Infantil e Pré Juvenil


 Há dores que não se abrigam na linguagem comum. Habitam uma zona cinzenta onde as palavras falham e a biologia se reconfigura para suportar o insuportável. O abuso sexual sofrido na infância ou na pré-adolescência não é um acidente de percurso; é um terremoto ontológico. Quando a violência atinge uma vida que mal começou a se desenhar, ela não destrói apenas o presente; ela sequestra o futuro e rasga a cartografia da inocência.

Alguns psiquiatras e poetas da alma costumam dizer que a vítima experimenta uma espécie de morte em vida. Não se trata de uma metáfora hiperbólica. É a constatação de que a pessoa que aquela criança estava destinada a ser deixou de existir no instante da violação. O que resta, muitas vezes, é um náufrago de si mesmo, tateando no escuro de um corpo que se tornou território estrangeiro.


A Anatomia do Medo: Quando o Corpo Vira Trincheira

O cérebro de uma criança é uma promessa de plasticidade, um solo fértil pronto para ser moldado pelo afeto e pela descoberta. Contudo, quando o ambiente se torna hostil e o perigo emana justamente daqueles que deveriam oferecer refúgio, a arquitetura cerebral é forçada a se redesenhar para a pura sobrevivência.

A neuroquímica do sobrevivente transforma-se em uma paisagem de guerra. O sistema de alerta — o eixo que gerencia o medo e o estresse — passa a operar em uma rotação máxima e perpétua. A amígdala cerebral, sentinela do perigo, inflama-se em um estado de vigília eterno. O hipocampo, guardião das memórias e das âncoras emocionais, recolhe-se, diminuído pela inundação tóxica do cortisol crônico.

Mesmo décadas após o cessar das hostilidades físicas, o cérebro do adulto continua a disparar os mesmos alarmes químicos. Para o sobrevivente, o tempo não é uma linha reta que se afasta do passado; é um círculo vicioso onde o ontem insiste em invadir o agora. A química da paz torna-se um idioma que o corpo desaprendeu a falar.

O Teatro das Sombras: Autosabotagem e os Anestésicos da Dor


Viver sob o peso de um cérebro permanentemente traumatizado exige estratégias desesperadas de contenção. É nesse cenário de terra arrasada que emergem os dramas mais profundos da vida adulta:

• A Autosabotagem como Destino: Quando a infância é marcada pela invasão e pela culpa — que a mente infantil, em sua ingenuidade, assume para si para tentar dar sentido ao absurdo —, o adulto cresce acreditando ser fundamentalmente defeituoso. A felicidade, o sucesso e o amor genuíno passam a ser vistos como ameaças ou imposturas. Sabotar um relacionamento estável ou uma carreira promissora torna-se um mecanismo de defesa inconsciente: é mais seguro desabar por conta própria do que esperar a próxima rasteira inevitável da vida.

• A Automedicação da Alma: O abuso de álcool e substâncias psicoativas raramente nasce da busca pelo prazer; nasce do desejo imperioso de silenciar o barulho interno. As drogas e o álcool funcionam como anestésicos para um sistema nervoso exausto de si mesmo, uma tentativa trágica de desligar, ainda que por poucas horas, os refletores do hiperalerta e o eco dos fantasmas do passado.

• A Sombra do Fim: A ideação suicida crônica, nesses contextos, muitas vezes não é um desejo de cessar a vida biológica, mas sim uma busca pelo fim daquela dor específica que parece não ter trégua. É o cansaço extremo de carregar um corpo que se comporta como uma armadilha e uma mente que não dá paz.

A Vida Após a "Morte Psíquica": O Mito da Cura Total


É possível uma recuperação total? Se por "cura" entendemos o retorno a uma pureza mítica, a um estado de "folha em branco" onde o abuso nunca existiu, a resposta honesta da clínica e da biologia é a negação. O tecido rasgado pode ser costurado, mas a cicatriz altera a textura da pele para sempre. A neuroquímica traz marcas indeléveis; a memória do corpo é obstinada.

No entanto, a ausência de uma "cura mágica" não significa a condenação ao abismo. A psicologia e a psiquiatria contemporâneas propõem algo mais profundo e realista: não o esquecimento, mas a integração.

Tratamentos profundos e especializados não apagam a história, mas retiram dela o poder de ditar o presente. O processo terapêutico é o luto pela criança que "morreu" e, simultaneamente, o parto de um novo ser. O sobrevivente aprende a acolher seus fragmentos, a entender os alarmes do próprio corpo e a construir uma identidade que contenha o trauma, mas que não seja resumida por ele.

Não se trata de voltar a ser quem era, mas de descobrir quem se pode ser apesar de tudo. O sobrevivente descobre que, embora a escuridão do passado seja permanente, a sua capacidade de caminhar sob a luz do presente também pode ser. A vida reconquistada pode não ser perfeita ou intocada, mas carrega a beleza trágica e resiliente das coisas que foram quebradas e, com paciência e coragem, aprenderam a se refazer.

'Cartel de Sinaloa' irrompeu na Guatemala realizando vários ataques contra o 'Cartel Chiapas e Guatemala' e o o Exército guatemalteco interveio prontamente, protegendo os integrantes do grupo de Jalisco

 


Uma escalada de violência sem precedentes abalou a faixa de fronteira entre o México e a Guatemala na madrugada desta segunda-feira, após uma incursão armada do Cartel de Sinaloa (CDS).

A ofensiva, dirigida contra a estrutura rival conhecida como Cartel Chiapas e Guatemala (CCYG) ou Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), deixou um saldo preliminar de quatro mortos — entre eles o guatemalteco Luis Amed Guillén Alborez, vulgo "Monchis" — e um soldado guatemalteco ferido.


Há informações de que o CCYG é protegido por autoridades guatemaltecas, conforme divulgado em um vídeo há alguns meses, no qual soldados defenderam pistoleiros que fugiam para se esconder do grupo "Los Pakales", de Chiapas, durante uma perseguição; na ocasião, os guatemaltecos permitiram a fuga dos pistoleiros e de um líder criminoso.

A principal vítima dos ataques foi identificada como Luis Amed Guillén Alborez, vulgo "Monchis" (46 anos), apontado como líder do grupo Cartel Chiapas e Guatemala (CCYG).

A incursão do CDS ocorreu simultaneamente nas fronteiras dos departamentos guatemaltecos de Huehuetenango e San Marcos. Embora inicialmente os fatos tenham sido atribuídos ao Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), faixas encontradas em residências e estabelecimentos comerciais confirmaram que a ofensiva foi lançada pelo Cartel de Sinaloa.

A ofensiva coordenada do CDS consistiu em pelo menos seis ataques simultâneos, visando decapitar a liderança do grupo rival que controla rotas estratégicas do narcotráfico; o ataque mais violento ocorreu na localidade de El Carmen Chaquial, em Nentón (Huehuetenango), onde o corpo de "Monchis" foi encontrado ao lado de seu guarda-costas ferido. Nessa mesma comunidade, foram registrados 4 carros e 5 casas incendiados, com mais de 400 cápsulas deflagradas.


Outros cenários de violência incluíram:

Cuilco: Uma pessoa morta e mais de 200 cápsulas.

Aldeia Agua Zarca (Santa Ana Huista): Relato de um veículo incendiado e apreensão de granadas, fuzis, coletes à prova de balas e drones pelo Exército da Guatemala.

Aldeia Espino (Nentón): Três casas destruídas com maquinário e mais de 300 cápsulas, além de faixas deixadas pelo narcotráfico.

Cantão Esperanza (San Marcos): Uma pessoa morta e faixas do narcotráfico em vários estabelecimentos comerciais.

Um oficial do Exército da Guatemala ficou ferido ao enfrentar os pistoleiros; o incidente aprofunda a crise de segurança na fronteira, onde a disputa territorial — desencadeada pela morte de Baldemar “Tío Balde” Calderón Carrillo no México — provocou uma reestruturação violenta que o Cartel de Sinaloa parece decidido a aproveitar.

EUA : DEA registra a presença de Ismael Zambada Sicairos, "El Mayito Flaco", líder da narcofacção "La Mayiza", na Cidade do México

 A Agência Antidrogas dos EUA (DEA) divulgou a ficha de busca de Ismael Zambada Sicairos, "Mayito Flaco", atual líder da facção "La Mayiza" do Cartel de Sinaloa, identificando sua última localização registrada na Cidade do México.


A publicação do documento pela agência americana ocorre um dia depois de o Departamento do Tesouro dos EUA ter aplicado sanções financeiras contra empresas e indivíduos vinculados à estrutura do Cartel de Sinaloa.

Zambada Sicairos é alvo de acusações formais apresentadas desde julho de 2014 a um grande júri federal do Distrito Sul da Califórnia pelos crimes de conspiração para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

De acordo com informações oficiais da DEA, Zambada Sicairos nasceu em 1982 em Anaheim, Califórnia, possui dupla nacionalidade (mexicana e americana) e, em 2001, alterou legalmente seu nome em território americano para Fernando Sicairos Aispuro, numa tentativa de ocultar seus vínculos familiares.


As autoridades norte-americanas apontam-no como o responsável direto pelo comando operacional e financeiro da "La Mayiza", dirigindo atividades de tráfico de entorpecentes, homicídios, extorsão e sequestro.

A ficha de localização especifica que o indivíduo tem 1,80 metro de altura, pesa aproximadamente 80 quilos, tem olhos castanhos e cabelos castanhos.

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) ratificou a designação e o congelamento de bens de Zambada Sicairos por atuar diretamente em nome do Cartel de Sinaloa, facção que mantém um conflito contra o grupo denominado "Los Chapitos".

#Mianmar 🇲🇲: A Frente de Revolução Federal (#FRF) realizou disparos de morteiro contra uma base do Exército birmanês na cidade de Papun, no estado de Kayin. (vídeo)

 


Os combatentes aparentemente utilizaram vários morteiros improvisados ​​de calibre aproximado de 60 mm (fabricados localmente pelo grupo), equipados com granadas explosivas (HE) de fabricação artesanal.

vídeo https://x.com/war_noir/status/2105571147861442595/video/1

#Irã 🇮🇷: O "Jaysh al-Adl" (Frente de Combatentes do Povo) realizou vários ataques contra as forças policiais iranianas (FARAJA) em #Sistão e #Baluchistão. (vídeo)

 


Os militantes utilizaram fuzis M16A4 de fabricação dos #EUA 🇺🇸 com mira térmica, lançadores do tipo RPG-7 com foguetes antitanque PG-7V e fuzis do tipo AKM.

vídeo https://x.com/war_noir/status/2105707813922066888/video/1

#Iêmen 🇾🇪: O Ansar Allah (#Houthis) divulgou um vídeo mostrando diversos ataques de franco-atiradores contra grupos apoiados pela Arábia Saudita no eixo de Jizan. (vídeo)

 


Os combatentes utilizaram o fuzil "Sareem" (um M48 Mauser modificado), o fuzil de precisão antimaterial iraniano AM-50 "Sayyad" e fuzis de precisão SVD — alguns dos fuzis apresentam a inscrição "21 SEP", em referência à data em que o Ansar Allah assumiu o controle de Sanaa.

vídeo https://x.com/war_noir/status/2105734856634151318/video/1