A guarda costeira cubana matou a tiros quatro pessoas e feriu outras seis que viajavam em uma lancha registrada nos EUA durante uma troca de tiros na costa cubana na quarta-feira, informou o Ministério do Interior em Havana.
A embarcação, registrada ilegalmente na Flórida, foi detectada a uma milha náutica do Cayo Falcones, na província de Villa Clara, disse o ministério em um breve comunicado. Quando uma embarcação da guarda costeira se aproximou para identificar a lancha, "disparos foram efetuados da embarcação", ferindo o comandante da embarcação cubana, acrescentou o ministério.
"Como resultado do confronto, até o momento deste relatório, do lado estrangeiro, quatro agressores foram mortos e outros seis ficaram feridos", disse o ministério, acrescentando que os feridos foram evacuados e receberam assistência médica. O ministério afirmou que permanece comprometido em "proteger suas águas territoriais".
O tiroteio ocorre em meio a tensões crescentes entre os Estados Unidos e a ilha comunista, que fica a apenas 160 quilômetros (100 milhas) de distância, do outro lado do Estreito da Flórida. A medida surgiu quando Washington suavizou o virtual cerco petrolífero à ilha, imposto pelo presidente Donald Trump em janeiro, após a destituição, pelos EUA, de Nicolás Maduro, principal aliado de Cuba na Venezuela.
Antes da captura de Maduro pelas forças americanas em 3 de janeiro, Cuba dependia da Venezuela para cerca de metade de suas necessidades de combustível.
Diante da indignação de líderes caribenhos, preocupados com o fato de que privar Cuba de petróleo causaria um rápido colapso da economia, Washington afirmou que permitiria o envio de petróleo venezuelano para “uso comercial e humanitário”.




























.jpg)









