Japão quer IA da Palantir e da Anduril em seu ciclo de decisão militar

 O Japão busca integrar mais profundamente IAs de fabricação americana em seus processos de decisão militar, considerando sistemas da Palantir e da Anduril para ajudar suas Forças de Autodefesa a processar informações e agir com mais rapidez.


Segundo o Nikkei Asia, Tóquio poderia combinar os sistemas de IA de ambas as empresas para operações de comando e controle (C2), ao mesmo tempo em que implementaria uma plataforma de IA de desenvolvimento nacional acima delas para supervisionar seu uso.

A Palantir é conhecida por desenvolver plataformas de IA e dados que auxiliam organizações de defesa a integrar informações e apoiar a tomada de decisões militares.

Já a Anduril cria tecnologias de defesa habilitadas por IA, incluindo sua plataforma Lattice, que conecta sensores, sistemas autônomos e outras capacidades em uma rede única.

Riscos da integração de IA estrangeira


A possível integração de IA desenvolvida no exterior poderia dar ao Japão acesso a capacidades avançadas de apoio à decisão, mas também levanta questões sobre como dados militares sensíveis seriam tratados, armazenados e acessados.

O IT Business Today aponta a soberania de dados e o controle de informações sensíveis de defesa como desafios fundamentais para Tóquio caso opte por sistemas de IA estrangeiros.

Essas preocupações surgem no momento em que o Japão trabalha para estabelecer diretrizes de segurança e controle para a IA militar. O Ministério da Defesa já emitiu orientações para o uso responsável da IA ​​e apoia princípios internacionais que enfatizam a responsabilidade e a prestação de contas humanas nas aplicações militares dessa tecnologia.

Aposta na IA em meio a tensões regionais


O esforço do Japão para integrar a IA às suas forças militares faz parte de uma iniciativa mais ampla de modernização da defesa, à medida que Tóquio enfrenta preocupações crescentes de segurança em relação à China, à Coreia do Norte e à Rússia.

O ministério também identifica a expansão das capacidades de "anti-acesso/negação de área" (A2/AD) de Pequim e o uso crescente de sistemas não tripulados como fatores que estão remodelando o cenário de segurança regional, aumentando a pressão sobre o Japão para adotar novas tecnologias e capacidades.

A Lockheed Martin está utilizando IA para aumentar a precisão na identificação de alvos e acelerar a detecção de ameaças.

A empresa testou recentemente um sistema de Radar de Abertura Sintética (SAR) equipado com IA, capaz de identificar automaticamente alvos marítimos com alta precisão.

Em testes realizados na costa oeste dos EUA, equipes do Centro de IA da Lockheed Martin, da Skunk Works e da divisão Rotary and Mission Systems demonstraram a capacidade do sistema de detectar e classificar alvos em tempo quase real.

Ferramentas de aprendizado de máquina permitiram que o SAR fosse re-treinado e se adaptasse dinamicamente, ajustando seu desempenho conforme as condições mudavam. Com o controle autônomo de sensores, o radar poderia redefinir sua própria missão em pleno curso, alterando o foco sem intervenção humana.


O sistema operava inteiramente com hardware compacto e de baixo consumo de energia, dispensando grandes estações terrestres ou computação em nuvem, o que demonstra seu potencial para uma implementação rápida e pronta para uso em campo.

"Este é um grande avanço no uso da IA ​​para aprimorar a consciência situacional e a capacidade de tomada de decisões, oferecendo identificação de ameaças inigualável em longas distâncias e sob quaisquer condições climáticas", afirmou John Clark, vice-presidente sênior de tecnologia e inovação estratégica da Lockheed Martin.

Desenvolvimento do SAR

A tecnologia SAR é comumente utilizada para detectar embarcações no mar, mas geralmente exige analistas humanos para interpretar as imagens.

Com a IA, o sistema agora consegue distinguir embarcações civis de militares sem a necessidade de análise manual.

Os testes continuam este ano para aperfeiçoar a integração dos sensores e aumentar a prontidão operacional marítima.

Os dados obtidos nos testes também alimentarão outras plataformas autônomas da Lockheed Martin, incluindo aeronaves de combate colaborativo e sistemas integrados.

Guerra Rússia x Ucrânia : Campo de batalha registra 212 confrontos no último dia; 26 deles na frente de Kostiantynivka


 Na frente norte de Slobozhanshchyna e na zona de operações no Oblast de Kursk, na Rússia, ocorreram quatro confrontos de combate. Os russos lançaram um ataque aéreo, utilizando uma bomba guiada, e realizaram 62 ataques contra posições e localidades ucranianas.

Na frente sul de Slobozhanshchyna, os russos realizaram 12 ataques contra posições ucranianas perto das localidades de Starytsia e Lyman e em direção a Volokhivka.

Na frente de Kupiansk, os russos realizaram um ataque em direção ao vilarejo de Novoplatonivka.

Na frente de Lyman, os russos realizaram 10 ataques, tentando romper as defesas ucranianas perto das localidades de Lyman e Dibrova e em direção a Novoselivka e Karpivka.

Na frente de Sloviansk, os russos realizaram 15 investidas perto das localidades de Zakitne e Kryva Luka e em direção a Dronivka e Rai-Oleksandrivka.

Na frente de Kramatorsk, os russos realizaram dois ataques perto de Chasiv Yar e em direção a Yurkivka.

Na frente de Kostiantynivka, os russos realizaram 26 ataques perto das localidades de Kostiantynivka, Illinivka e Ivanopillia e em direção a Novoselivka, Torske e Mykolaipillia.


Na frente de Pokrovsk, as forças de defesa da Ucrânia repeliram 25 investidas russas perto das localidades de Bilytske, Novooleksandrivka, Kotlyne e Serhiivka e em direção a Kucheriv Yar, Toretske, Vilne, Novyi Donbas, Svitle, Vasylivka, Udachne, Novomykolaivka, Molodetske e Novoplatonivka.

Na frente de Oleksandrivka, os russos realizaram quatro ataques em direção às localidades de Kalynivske, Danylivka, Yehorivka e Rybne.

Na frente de Huliaipole, os russos realizaram oito ataques perto de Hirke e em direção às localidades de Vozdvyzhivka, Rivne e Charivne. Na frente de Orikhiv, as forças de defesa ucranianas repeliram sete tentativas russas de avançar em direção a Novoselivka, Zarichne, Novoiakovlivka, Novodanylivka e Pavlivka.

Zelensky afirma que mísseis norte-coreanos foram usados ​​em ataque russo a Ucrânia

 


Ataques russos em toda a Ucrânia mataram pelo menos 12 pessoas e deixaram dezenas de feridos durante a noite, informou Kiev, acusando Moscou de lançar mísseis norte-coreanos na ofensiva. A alegação surge depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter alertado na terça-feira que Moscou estava recebendo mais projéteis balísticos e tropas de sua aliada, Pyongyang.

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, já enviou milhares de soldados e grandes quantidades de armamento para apoiar a invasão de Putin, que dura quatro anos. Zelensky afirmou que a Rússia busca explorar a escassez crítica de interceptadores de defesa aérea Patriot em Kiev — situação que se agravou após o fracasso dos esforços diplomáticos dos EUA para encerrar a guerra e o desvio da atenção de Washington para o conflito envolvendo o Irã. "Cada passo que a Rússia dá — aumentar a produção de mísseis balísticos, trazer equipamentos norte-coreanos, preparar-se para a mobilização — tudo isso mostra que Moscou não está se preparando para a paz, mas sim para uma escalada", disse o líder ucraniano nas redes sociais.


Ivan Fedorov, chefe da administração militar de Zaporizhzhia, publicou fotos nas redes sociais mostrando prédios e veículos em chamas. "A cidade foi atingida por mísseis balísticos norte-coreanos, mísseis Zircon e bombas aéreas guiadas. Foi um ataque brutal, calculado para causar o máximo de danos especificamente à infraestrutura civil", disse Zelensky.

Forças Armadas da NIgéria realizam várias operações contra o Estado Islâmico da Província da África Ocidental e resistem a ataque do grupo jihadista à base militar

 Tropas da Força-Tarefa Conjunta do Nordeste, Operação Hadin Kai, repeliram um ataque de terroristas do Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP) a uma Base Operacional Avançada em Gajiram, Área de Governo Local de Nganzai, no estado de Borno, matando vários atacantes e recuperando armas, munições e equipamentos de comunicação.

A informação foi divulgada em um comunicado emitido na segunda-feira pelo Oficial de Informação Militar Interino do Quartel-General da Força-Tarefa Conjunta do Nordeste, Operação Hadin Kai, Capitão Mohammed Goni.

Goni afirmou que os terroristas lançaram o ataque por volta das 00h20 de segunda-feira, numa tentativa de tomar a posição das tropas, mas foram forçados a recuar após os soldados responderem com o que ele descreveu como "fogo determinado e eficaz".

O comunicado dizia: “Por volta das 00h20 do dia 10 de agosto de 2026, um grande número de terroristas lançou um ataque na tentativa de tomar a posição das tropas.


A Força Aérea Nigeriana (NAF) revelou ontem que o Componente Aéreo da Força-Tarefa Conjunta Nordeste, Operação Hadin Kai, eliminou um comandante-chave do ISWAP e outros oito combatentes extremistas durante uma operação coordenada de interdição aérea no estado de Borno.

O Serviço disse que os mortos eram supostamente responsáveis ​​por facilitar a movimentação e a proteção de membros importantes do grupo.

Os terroristas do Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP) continuaram a atacar alvos civis em Borno e outros estados do Nordeste, numa aparente tentativa de disfarçar sua iminente derrota. As tropas da Operação Hadin Kai continuaram a repelir ataques contra comunidades e formações militares, enquanto intensificavam seu ataque contra os extremistas em suas áreas de responsabilidade, levando à rendição de vários combatentes terroristas e suas famílias. De acordo com um comunicado do Diretor de Relações Públicas e Informação da Força Aérea Nigeriana, Air O Comodoro Ehimen Ejodame afirmou que a operação bem-sucedida foi conduzida após informações confiáveis ​​sobre as atividades e movimentações de suspeitos de terrorismo na área da Floresta de Sambisa. 


“Com base nessas informações, a Força Aérea Nigeriana (NAF) mobilizou uma aeronave remotamente pilotada (RPA) para realizar operações contínuas de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR), permitindo a identificação e o rastreamento de um grupo de terroristas enquanto se deslocavam em direção a um suposto esconderijo. Após a identificação e confirmação do alvo, a aeronave da NAF realizou um ataque de precisão ao local.

“A avaliação subsequente dos danos de batalha indicou efeitos significativos no complexo alvo, com vários terroristas neutralizados. Informações adicionais recebidas após o ataque confirmaram que nove combatentes do ISWAP foram mortos, enquanto vários outros ficaram feridos. Entre os supostamente neutralizados estava Abu Khalid Al Muhajir, descrito como um comandante proeminente do ISWAP responsável por fornecer escoltas de segurança especiais para a movimentação de membros importantes do grupo terrorista”, disse o comunicado.

O Comodoro do Ar Ejodame disse que sua eliminação representou um revés operacional significativo para o ISWAP, particularmente devido ao seu conhecimento relatado das rotas, terreno e movimentos táticos que conectam os principais enclaves terroristas dentro da Floresta de Sambisa e áreas circundantes.


Ele disse: “Informações de inteligência indicaram ainda que alguns dos terroristas afetados pelo ataque foram considerados ligados a elementos suspeitos de envolvimento na recente emboscada às tropas nigerianas ao longo do eixo Bita-Yamtage, na Área de Governo Local de Gwoza, no Estado de Borno. O sucesso mais recente ressalta a crescente eficácia das operações aéreas da Força Aérea Nigeriana, orientadas por inteligência, particularmente a integração de capacidades persistentes de ISR (Inteligência, Vigilância e Reconhecimento) e ataques de precisão para detectar, rastrear e neutralizar elementos terroristas antes que possam se reagrupar ou ameaçar forças amigas e comunidades vulneráveis. Além das baixas imediatas, espera-se que a operação interrompa os mecanismos de proteção da liderança do ISWAP, a movimentação de pessoal de alto valor e a coordenação de atividades em seus enclaves.”

A Força Aérea Nigeriana, disse Ejodame, continuará a manter operações aéreas de precisão e baseadas em inteligência, em estreita coordenação com as forças terrestres, com o objetivo de degradar as capacidades terroristas, interromper sua liberdade de movimento e criar um ambiente mais seguro para as comunidades afetadas em todo o Nordeste.

Forças armadas do Iêmen dizem que ataque Houthi a Mocha deixa 7 mortos e 30 feridos

 


As forças armadas do Iêmen informaram que sete pessoas — incluindo militares e civis — morreram e outras 30 ficaram feridas em um ataque Houthi contra a cidade portuária de Mocha, no Mar Vermelho, atingindo infraestrutura civil e as forças armadas.

"Quatro membros das forças armadas e três civis foram mortos, e outros 30 ficaram feridos", disseram as forças armadas iemenitas em um comunicado divulgado na manhã de segunda-feira.

Sistemas de defesa aérea interceptaram e derrubaram 11 drones Houthis que participaram do ataque, informaram os militares.

Imagens exibidas pela emissora Al Masirah TV, ligada aos Houthis, mostraram o lançamento de vários mísseis balísticos e drones; o porta-voz militar Houthi, Yahya Saree, afirmou em uma publicação no Telegram que os alvos eram concentrações de tropas sauditas e depósitos de armas.

As forças armadas do Iêmen afirmaram que os ataques Houthis também atingiram bairros residenciais em Mocha.

Mais de 80 ataques aéreos da junta militar de Mianmar contra civis são relatados em uma semana


 Pelo menos 82 incidentes de ataques aéreos contra civis foram registrados em todo o território de Mianmar.

Os ataques ocorreram em 14 regiões, incluindo Mandalay, Sagaing e o leste de Bago — áreas também afetadas por um forte terremoto em 28 de março. A onda de bombardeios ao longo da semana deixou pelo menos 28 civis mortos e outros 77 feridos.

Do total, 18 ataques aéreos ocorreram durante confrontos entre a junta e as forças de resistência, resultando na morte de três civis e em seis feridos.


Entre as regiões atingidas pelo terremoto, Mandalay foi a mais visada pelos ataques aéreos, seguida por Magway, Sagaing e o norte do Estado de Shan. Muitos dos ataques atingiram vilarejos residenciais e causaram danos significativos, incluindo a destruição de cinco escolas, duas clínicas e quatro edifícios religiosos, segundo o grupo de pesquisa.

Combate em base no Mali deixa dezenas de militantes de grupo ligado a al_Qaeda mortos

 Autoridades do Mali afirmam que seus soldados mataram dezenas de militantes islâmicos ao repelirem um ataque a uma base militar no domingo. O Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), grupo jihadista afiliado à Al-Qaeda, reivindicou a autoria do ataque, no qual seus combatentes chegaram a tomar o controle da base na cidade de San.


O exército, que também sofreu baixas, contestou a informação de que teria cedido o controle, mas afirmou que seus soldados tiveram de "recuar temporariamente". O episódio ocorre em um momento em que a situação de segurança no Mali parece se deteriorar, mais de uma década após o início da insurgência jihadista no norte do país.

"O inimigo foi eliminado e o ataque foi repelido com sucesso. Cerca de 40 terroristas foram eliminados", disse em vídeo o Tenente-Coronel El Oumrani, comandante do 23º regimento da guarnição de San.

Ele pediu aos moradores que permanecessem vigilantes, insistindo que seus soldados "não haviam ido a lugar algum" e que a base continuava sob controle do exército.

"O acampamento do 23º não está vazio; está sob a guarda do exército."


O ataque começou por volta das 05h00 (horário local/GMT) de domingo e durou cerca de duas horas, segundo testemunhas citadas pela emissora francesa RFI. Os agressores chegaram em motocicletas e a pé; alguns estavam disfarçados com uniformes do exército para se infiltrar na base, relataram as testemunhas à RFI. Uma delas disse que os militantes entraram no acampamento e o mantiveram sob seu controle "por um longo tempo antes de partirem". "


Notei que os combates ocorreram a uma distância entre 200 e 300 metros do acampamento. Vários terroristas foram mortos por soldados, mas outros fugiram; alguns chegaram a se esconder em casas e outros entraram na mata", disse a testemunha. Pelo menos 10 soldados morreram nos combates e os agressores tomaram brevemente o acampamento, segundo fontes de segurança e locais citadas pela agência de notícias AFP.

O exército informou à emissora nacional ORTM que os militantes utilizaram drones, metralhadoras pesadas e veículos blindados para romper o perímetro do local.

Taiwan está fabricando drones para repelir uma eventual invasão chinesa

 Para repelir qualquer futura invasão chinesa, Taiwan está construindo frotas de drones aéreos e barcos de ataque não tripulados.


O objetivo é utilizá-los para ajudar a localizar e atacar forças chinesas que se aproximem da ilha, contando com soldados taiwaneses treinados para se deslocar rapidamente antes que a China possa atingi-los.

Comandantes dos EUA que desenvolveram essa estratégia a chamam de "paisagem infernal" (*hellscape*): sobrecarregar uma força invasora com ondas de drones, mísseis e artilharia, tornando um ataque anfíbio tão arriscado que os líderes chineses desistam de tentar.

Inspirado por lições da Ucrânia e de outras zonas de conflito recentes, Taiwan está agora acelerando os esforços para colocar essa estratégia em prática.

"Nossos esforços com drones e sistemas antidrones começaram relativamente tarde e, inicialmente, fomos testando abordagens à medida que avançávamos", disse na quarta-feira o Tenente-General Huang Wen-chi, diretor-geral de planejamento estratégico do Ministério da Defesa de Taiwan, a uma comissão de legisladores. Isso começou a mudar nos últimos dois anos, acrescentou ele.

Na quinta-feira, as forças armadas de Taiwan permitiram que repórteres observassem tropas no centro da ilha treinando o uso de drones para reconhecimento, como parte dos exercícios militares anuais Han Kuang, que começaram na quarta-feira e durarão 10 dias.

O Major-General Lu Wen-yuan, que ajudou a planejar os exercícios, disse anteriormente que as tropas também seriam treinadas para neutralizar drones inimigos.

Muitas forças armadas ao redor do mundo estão adotando a revolução dos drones, mas Taiwan enfrenta uma ameaça particularmente urgente: a China, situada a cerca de 177 quilômetros (110 milhas) de distância, reivindica a ilha autogovernada como seu território.

Os líderes chineses afirmam querer incorporar Taiwan pacificamente, mas não descartam o uso da força. Eles sustentam essa ameaça com frotas crescentes de navios de guerra, aviões, mísseis e drones, além de patrulhas mais frequentes da guarda costeira e exercícios de desembarque.


Autoridades taiwanesas observaram os avanços obtidos pela Ucrânia no campo de batalha graças aos drones e tentam emular a abordagem ucraniana de "Davi contra Golias": usar drones relativamente baratos e ágeis para equilibrar as condições de disputa contra um adversário muito maior.

"Os drones estão entrando em um novo capítulo", disse Max Lo, presidente da Associação Nacional da Indústria de Drones de Taiwan. “Taiwan, para sua própria sobrevivência e defesa nacional, precisa urgentemente desses drones. Mas a situação é a mesma em todo o mundo agora — e isso representa uma oportunidade para Taiwan.”

Com o objetivo de transformar a ilha em uma superpotência da indústria de drones, o governo afirma querer que Taiwan produza 100.000 drones por mês até 2030, com cerca de metade destinada à exportação. Também pretende que as forças armadas adquiram mais de 210.000 drones aéreos e marítimos.

Taiwan “percebeu que os drones serão importantes em todos os domínios e em todas as fases” de um possível conflito com a China, afirmou Mick Ryan, major-general australiano da reserva que estudou os casos da Ucrânia e de Taiwan.

O sucesso recente da Ucrânia em ataques com drones de longo alcance sugere que Taiwan também poderia atacar navios que deixam portos chineses caso Pequim lançasse um ataque anfíbio, disse Ryan, atualmente pesquisador sênior do Lowy Institute, em Sydney.

Muitos especialistas acreditam que o exército chinês ainda não tem força suficiente para invadir Taiwan com facilidade, e expurgos recentes no alto comando do Exército de Libertação Popular comprometeram sua prontidão.


No entanto, assim como as forças armadas de Taiwan, a China vem construindo frotas de aeronaves e embarcações não tripuladas e investindo pesadamente em tecnologia para detectar e interferir nos sinais de drones.

“Lembre-se de que os chineses também estão observando tudo o que os ucranianos fazem”, acrescentou Ryan.

Um longo caminho para dominar a tecnologia de drones

Para Taiwan, adquirir os drones pode ser a parte mais simples. Para dominar a guerra com drones, o país também precisa reformular sua organização militar, treinamento e doutrina.

Segundo especialistas, é necessário aprender a operar enxames de drones, avaliar e compartilhar rapidamente as informações de inteligência que eles fornecem e impedir que o inimigo os neutralize. Isso exigirá que as tropas sejam mais móveis e autossuficientes.

“As operações militares de linha de frente do exército precisam passar por uma mudança radical em relação ao passado”, afirmou Shu Hsiao-Huang, pesquisador associado do Instituto de Pesquisa de Defesa e Segurança Nacional em Taipé, órgão apoiado pelo Ministério da Defesa de Taiwan.

“Na guerra entre Rússia e Ucrânia, se você disparar um tiro, não terá chance de disparar um segundo caso permaneça parado na mesma posição sem se deslocar”, disse ele. Ao contrário da Ucrânia, no entanto, Taiwan não enfrenta a pressão de uma invasão real para mobilizar recursos e forçar mudanças. "É muito difícil, porque eles não vivenciaram a prova de fogo da guerra", disse Shu.


Mas unidades militares têm trabalhado para aprender táticas com drones, que são um dos focos dos exercícios contínuos Han Kuang.

O exército taiwanês também divulgou imagens de um exercício realizado no mês passado, no qual uma unidade foi mobilizada às pressas para defender ilhas na costa leste de Taiwan, utilizando drones para localizar forças inimigas.

No sábado, o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, acompanhou um exercício no sul da ilha, onde tropas testaram dois tipos de protótipos de drones projetado para atacar forças invasoras.

Taiwan também criou recentemente um Comando de Combate Litoral, integrando drones, mísseis móveis e artilharia em um escudo costeiro contra uma possível invasão chinesa.

Ainda assim, Taiwan está longe de atender às demandas complexas da guerra do século XXI, segundo muitos especialistas.

O país corre o risco de ficar "focado mais na tecnologia do que nas mudanças organizacionais e doutrinárias — igualmente essenciais — necessárias para implementar um conceito de 'cenário infernal' [de combate]", disse Stacie Pettyjohn, pesquisadora sênior do Center for a New American Security e autora de um estudo recente sobre a estratégia de guerra com drones de Taiwan.

Construindo uma Indústria de Drones Indispensável

Em caso de invasão, é provável que a China tente isolar Taiwan de apoio externo. Para sobreviver a um bloqueio, Taiwan precisa formar estoques e expandir a produção nacional de drones, especialmente "drones de ataque unidirecional mais baratos e de curto alcance", afirmou Pettyjohn.

Ambos os lados do cenário político polarizado de Taiwan concordam com a produção de mais drones, mesmo que divirjam quanto aos detalhes.

O governo de Taiwan propôs gastar US$ 6,5 bilhões ao longo de cinco anos na compra de drones. No entanto, dois partidos de oposição que detêm a maioria no Legislativo rejeitaram o plano, argumentando que ele poderia atrair corrupção e gerar desperdício. O principal partido de oposição, o Partido Nacionalista, propôs um gasto de US$ 7,4 bilhões em seis anos, com exigências de níveis crescentes de produção nacional.

Enquanto os legisladores debatem os gastos, fabricantes de drones de Taiwan e dos EUA disputam possíveis encomendas.

A Thunder Tiger, fabricante taiwanesa, e a Shield AI, empresa americana de tecnologia de defesa, realizaram no mês passado testes com dois modelos de drones marítimos capazes de localizar embarcações inimigas e destruí-las. Contudo, Chen Kwan-ju, presidente da Thunder Tiger, afirmou que a empresa busca maior segurança política antes de expandir parcerias de produção.

Paralelamente, Taiwan está aumentando rapidamente suas exportações de drones, buscando se tornar um fornecedor indispensável de componentes para outras nações democráticas que desejam reduzir a dependência de peças chinesas — as quais levantam preocupações sobre interrupções no fornecimento ou espionagem.

Nos primeiros três meses de 2026, Taiwan exportou drones no valor de US$ 115 milhões, superando o total de exportações do setor em todo o ano de 2025, segundo o Ministério de Assuntos Econômicos da ilha. A República Tcheca é o principal destino, embora muitos dos drones acabem chegando à vizinha Ucrânia, segundo apontam pesquisas.

As exportações de componentes de drones por parte de Taiwan são, provavelmente, ainda maiores. A demanda por essas peças — como motores e equipamentos ópticos — tende a crescer, segundo representantes de empresas americanas do setor de drones.

"Taiwan está no centro de uma das mais importantes disputas industriais e estratégicas do nosso tempo", escreveu Michael Robbins, presidente da Association for Uncrewed Vehicle Systems International, em um e-mail. "É um dos poucos lugares em condições de produzir componentes de drones confiáveis ​​em larga escala."

Presidente da Colômbia diz que 6 rebeldes armados foram mortos em confrontos

 Forças colombianas mataram seis membros de grupos armados no domingo, anunciou o presidente Abelardo de la Espriella — uma ação inicial de uma ofensiva contra o crime, poucos dias após sua posse.


O líder de extrema-direita assumiu o cargo na sexta-feira prometendo esmagar grupos criminosos que lucram com o tráfico de drogas, em meio à pior onda de violência do país sul-americano na última década.

As operações militares de domingo estão entre as primeiras do novo governo contra grupos ilegais e marcam "uma mensagem clara e poderosa a todos os bandidos", disse De la Espriella em um comunicado. "Não há onde eles possam se esconder."

O ex-advogado, conhecido por sua retórica dura, fez campanha prometendo enfrentar o "narcoterrorismo sem trégua" e encerrar as negociações de paz com grupos armados após assumir o cargo na cidade de Cali, no sudoeste do país.

Ele se comprometeu a intensificar ataques aéreos contra guerrilheiros e traficantes de drogas que operam na Colômbia e a construir mega-presídios semelhantes ao de El Salvador.


Tropas colombianas mataram no domingo quatro rebeldes de uma facção dissidente do antigo grupo guerrilheiro FARC, incluindo um comandante de escalão intermediário, em uma localidade amazônica no departamento central de Meta, disse o presidente.

Essa facção dissidente é liderada por Ivan Mordisco, o comandante guerrilheiro mais procurado da Colômbia.

O exército também matou dois membros do Clã do Golfo, o principal cartel de drogas da Colômbia, no departamento de Antioquia, no noroeste.

No sábado, dois atentados a bomba em diferentes partes do país marcaram negativamente o primeiro dia de mandato de De la Espriella, matando pelo menos um policial e ferindo várias pessoas.


O exército colombiano informou que, em um dos ataques, dissidentes da guerrilha das FARC usaram explosivos para destruir uma praça de pedágio perto de Cali, deixando dois seguranças com ferimentos leves.

Uma década após acordos de paz históricos, algumas regiões do país ainda são controladas por grupos armados dissidentes que dominam a produção global de cocaína.

O estilo combativo de De la Espriella — um líder político estreante que admira abertamente o presidente dos EUA, Donald Trump, e Nayib Bukele, de El Salvador — enfrenta agora forte oposição dos grupos guerrilheiros e traficantes de drogas que operam na Colômbia.

Afeganistão : Frentes anti-Talibã reivindicam 19 ataques em 10 dias; 33 combatentes do Talibã foram mortos

 


Várias frentes anti-Talibã realizaram 19 ataques em nove províncias do Afeganistão nos últimos 10 dias, alegando ter matado 33 combatentes do regime Talibã e ferido dezenas de outros, à medida que grupos armados continuam a desafiar o regime Talibã no país.

O regime Talibã reconheceu confrontos apenas em partes da província de Badakhshan, ao mesmo tempo em que rejeitou as alegações de que grupos de resistência teriam tomado algum de seus postos avançados. O regime Talibã não comentou as baixas relatadas nem os outros ataques.

A Frente de Liberdade do Afeganistão afirmou ter realizado sete ataques entre 30 de julho e 9 de agosto, alegando ter matado 16 combatentes do regime Talibã e ferido outros 19 nas províncias de Badakhshan, Kunduz, Nangarhar e Faryab.

A frente também alegou ter capturado temporariamente vários postos de controle do regime Talibã em Badakhshan.

O analista militar Samad Samadi, citado pela Amu TV, disse que os ataques sugerem que grupos armados de oposição continuam a desafiar as forças do regime Talibã em algumas partes do país.

"Os grupos armados que se opõem ao Talibã continuaram suas operações e buscaram desafiar as forças do Talibã", disse Samadi.


A Frente Unida do Afeganistão reivindicou, separadamente, a responsabilidade por 10 ataques durante o mesmo período, afirmando que 15 combatentes do regime Talibã foram mortos e outros 15 feridos em operações nas províncias de Baghlan, Faryab, Kandahar, Helmand, Badghis, Badakhshan e Ghor.

A Frente de Resistência Nacional também alegou que seus combatentes mataram dois membros do regime Talibã em um ataque em Herat, em 30 de julho, enquanto a ala militar do movimento "Green Trend" (Tendência Verde), liderada pelo ex-vice-presidente Amrullah Saleh, afirmou ter atacado um comboio de combustível do Talibã na Passagem de Salang, no sábado.

O regime Talibã confirmou apenas a ocorrência de confrontos nos distritos de Zebak e Yaftal, em Badakhshan.

Enquanto isso, o Partido Democrático Popular do Afeganistão (PDPA) anunciou sua presença e atividades em Cabul por meio de um comunicado e declarou que recorreria à luta armada contra o regime Talibã.

O grupo de resistência descreveu o Talibã como "servos do imperialismo" e afirmou ter iniciado atividades na capital afegã. O anúncio ocorre em um momento em que diversos grupos anti-Talibã intensificaram ataques contra posições e combatentes do regime talibã em diferentes partes do Afeganistão.

Esses acontecimentos indicam a persistência de uma oposição armada ao Talibã, apesar das repetidas alegações do regime de que estabeleceu a segurança em todo o país.

Em declarações recentes, Mohammad Ismail Ghaznawi, governador de Badakhshan nomeado pelo regime talibã, descartou a oposição armada, afirmando que ela é incapaz de minar o domínio do grupo.

"Digo aos inimigos, tanto estrangeiros quanto internos, que, se sonham em desestabilizar o sistema islâmico ou a estabilidade do Afeganistão, levarão esses sonhos para o túmulo", disse ele.

O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, já havia declarado anteriormente que não existem grupos de oposição armada ativos dentro do Afeganistão, argumentando que tais grupos existem principalmente nas redes sociais.

Somália prende 9 membros do Al-Shabaab em Mogadíscio

 


As forças de segurança somalis prenderam nove membros de um grupo militante, afirmando que eles estavam envolvidos no planejamento de ações contra a segurança na capital, Mogadíscio, e nas áreas circundantes, segundo uma fonte local.

A Agência Nacional de Inteligência e Segurança da Somália informou, em comunicado, que esses indivíduos estavam presentes clandestinamente nas áreas de Garasbaley e Kahda, bem como em bairros da região de Aylsha Biya. O comunicado esclareceu que quatro deles formavam uma rede interligada que planejava realizar atos terroristas contra cidadãos somalis, ameaçando a segurança e a estabilidade da capital.


A agência acrescentou que suas unidades de inteligência vinham monitorando de perto os movimentos e planos desses indivíduos há algum tempo, observando que, após vigilância e coleta de informações, as forças conseguiram prender cada um deles em seus respectivos locais.

O comunicado indicou que os detidos estão sendo investigados e serão posteriormente encaminhados às autoridades judiciais para as medidas legais cabíveis.

A Agência Nacional de Inteligência e Segurança da Somália expressou gratidão aos cidadãos somalis que continuam a compartilhar informações sobre ameaças à segurança, reafirmando seu compromisso com a proteção da segurança dos cidadãos.

Rebeliões em prisões do Sri Lanka deixam 3 mortos e 23 feridos em meio ao caos

 Autoridades suspeitam que traficantes de drogas e rivalidades entre gangues estejam por trás da violência em várias unidades prisionais do Sri Lanka.


Policiais e tropas de choque foram mobilizados após a morte de três detentos e ferimentos em quase duas dezenas de outros em rebeliões distintas em prisões do Sri Lanka.

O ministro da Segurança Pública, Ananda Wijepala, informou ao Parlamento na sexta-feira que um detento morreu quando 40 presos saíram de suas celas na Prisão New Magazine, na capital Colombo, na noite de quinta-feira.

Outros dois detentos morreram na manhã de sexta-feira durante uma segunda rebelião na prisão de Kuruwita, a cerca de 80 km da capital, disse ele.


Ao todo, 23 detentos ficaram feridos e foram hospitalizados nos dois incidentes, afirmou Wijepala, acrescentando que a polícia e forças especiais controlaram ambas as rebeliões.

Além disso, a polícia informou à agência de notícias Reuters que agentes dispararam gás lacrimogêneo contra detentos que protestavam em uma prisão de regime semiaberto na cidade litorânea de Negombo, a cerca de 40 km de Colombo, para controlar a situação no local na sexta-feira.

Policiais de choque nas três prisões trabalharam para reconduzir às suas alas os detentos que haviam subido nos telhados ou se deslocado para áreas abertas, disse o ministro.

Wijepala declarou ao Parlamento que a violência estava relacionada a traficantes de drogas e gangues criminosas rivais.

Autoridades sírias desmantelam célula terrorista do Daesh/Estado Islâmico com nove membros na província de Quneitra


 As forças de segurança da Síria desmantelaram, no domingo, uma célula de nove membros do grupo terrorista ISIS (Daesh) na província de Quneitra, no sul do país, informou o Ministério do Interior.

Em comunicado, as Forças de Segurança Interna do Ministério do Interior informaram que a operação foi realizada em cooperação com o Serviço de Inteligência Geral na cidade de Khan Arnabah.

O ministério afirmou que o líder da célula, Musab Khalil al-Sheikh — também conhecido como Al-Sini —, estava entre os detidos.

Segundo o ministério, Al-Sheikh havia atuado anteriormente nas fileiras do grupo terrorista em Damasco e arredores, no deserto sírio e em vilarejos da região sul de Hauran.


O ministério informou ainda que ele trabalhou com um grupo liderado por Abu Abdulrahman al-Iraqi, um líder do ISIS morto na província de Daraa, no sul do país, em 2022.

Investigações preliminares indicaram que a célula realizava tarefas de campo e logísticas para o grupo terrorista, incluindo a "coleta de armas e o transporte de dispositivos explosivos e seus componentes", disse o ministério.

O ministério acrescentou que a célula também conduzia atividades voltadas a apoiar as movimentações do grupo na região.

Informou ainda que todos os nove suspeitos foram encaminhados às autoridades judiciais competentes para investigação adicional e procedimentos legais.