Meio Ambiente: Animais que você não gostaria de encontrar no Parque do Flamengo (e o que fazer se os vir)

 O Parque do Flamengo, um dos maiores e mais belos complexos de lazer do Rio de Janeiro, é famoso por suas pistas de corrida, áreas verdes projetadas por Burle Marx e a vista incrível da Baía de Guanabara. No entanto, por ser um extenso ecossistema urbano que conecta a vegetação à orla marítima, ele também abriga uma fauna rica e, às vezes, um tanto quanto assustadora.

Se você costuma caminhar, correr ou fazer piqueniques por lá, existem alguns inquilinos selvagens que merecem sua atenção. Abaixo, explicamos os perigos e mitos sobre três animais que você não gostaria de encontrar no parque, e por que a melhor estratégia é sempre evitá-los.


1. Lacraia-vermelha-grande

As lacraias (ou centopeias) adoram ambientes úmidos e escuros, escondendo-se sob troncos, pedras e folhas secas acumuladas nos canteiros do parque. A espécie lacraia-vermelha-grande chama a atenção pelo tamanho intimidador e pela agilidade.

O perigo real: Elas são animais peçonhentos. O veneno é injetado por meio de duas garras afiadas localizadas perto da cabeça. Embora o veneno não seja letal para os seres humanos, a picada causa uma dor aguda instantânea e muito forte, acompanhada de inchaço e vermelhidão locais. Em pessoas mais sensíveis, podem surgir febre e calafrios.

Por que evitar: São bichos rápidos e agressivos quando acuados. Se vir uma, afaste-se. Nunca tente mexer nelas ou pisar descalço perto de folhagens secas.

2. Ratazanas (mesmo durante o dia)


Encontrar ratos em grandes metrópoles infelizmente é comum, mas cruzar com ratazanas circulando livremente à luz do dia no Parque do Flamengo é um sinal de alerta. Ratos têm hábitos predominantemente noturnos; vê-los de dia geralmente indica superpopulação ou escassez de alimentos.

O perigo real: O maior risco associado às ratazanas não é a mordida, mas a transmissão de doenças graves. A mais preocupante em áreas urbanas é a leptospirose, transmitida pela urina do animal que contamina a água ou o solo úmido (especialmente perigoso após chuvas). Além disso, elas podem transmitir infecções por meio de suas fezes e pulgas.

Por que evitar: O lixo deixado por frequentadores e restos de piqueniques atrai esses roedores. Se encontrar uma ratazana, mude de caminho. Evite andar descalço nos gramados e nunca consuma alimentos que tenham caído no chão do parque.

3. Cobra-de-Capim (Erythrolamprus poecilogyrus)


Se você avistar uma serpente com o dorso verde e o ventre amarelo deslizando pela vegetação do parque, muito provavelmente estará diante da Erythrolamprus poecilogyrus, popularmente conhecida como cobra-de-capim. Embora o encontro com qualquer serpente possa causar um grande susto, esta espécie é cercada de mitos.

O perigo real: A cobra-de-capim é totalmente não peçonhenta e inofensiva para os seres humanos. Ela não possui dentes capazes de injetar veneno. Quando adulta, ela tende a medir cerca de 70 centímetros de comprimento (com a cauda correspondendo a uma pequena fração desse tamanho) e tem hábitos terrestres, alimentando-se principalmente de pequenos anfíbios.

Distribuição e habitat: É uma espécie nativa muito comum, encontrada desde o leste dos Andes até quase toda a América do Sul. No Rio de Janeiro, ela se adapta muito bem a áreas abertas e gramados úmidos, justamente o ambiente que encontra no Aterro.

Por que evitar: Embora seja dócil, ela pode tentar se defender ou dar pequenos botes se for pisada ou manipulada por engano. Como muitas vezes é confundida por leigos com cobras perigosas, o melhor é não mexer com ela.

4. Aranha-Caranguejeira Urbana (Vitalius spp.)


As caranguejeiras (ou tarântulas) são as maiores aranhas encontradas no Brasil. Apesar do tamanho avantajado e do corpo coberto de pelos, que costumam causar pânico imediato, a caranguejeira urbana é uma vizinha pacífica.

O perigo real: O veneno da caranguejeira brasileira não tem importância médica, ou seja, é fraco e inofensivo para humanos. O verdadeiro incômodo está em sua defesa secundária: quando ameaçada, ela raspa as pernas traseiras no abdômen para lançar pelos urticantes no ar. Esses pelos causam forte coceira, irritação na pele e podem ser perigosos se entrarem em contato com os olhos ou forem respirados.

Por que evitar: Elas costumam ficar entocadas e só saem para caçar insetos ou procurar parceiros. Não há motivo para matá-las; basta manter a distância para evitar a dispersão dos pelos irritantes.

5. Aranha-Lobo Marrom (Lycosa erythrognatha)


Também conhecida como aranha-de-jardim ou aranha-de-grama, a aranha-lobo marrom adora viver exatamente no tipo de ambiente que o Aterro oferece: gramados abertos e áreas ensolaradas. Ela tem tamanho médio (cerca de 5 cm), cor acinzentada ou marrom e uma marca escura em formato de seta ou "festa" no abdômen.

O perigo real: Ela caça ativamente correndo pela grama em vez de construir teias aéreas. Seu veneno também não é considerado de importância médica. Caso ocorra uma picada — que geralmente parece uma fisgada dolorosa —, os sintomas costumam ser leves, resumindo-se a vermelhidão, coceira e um pequeno inchaço local.

Por que evitar: Como elas ficam camufladas no capim, os acidentes acontecem quando as pessoas sentam na grama ou andam descalças e acabam pressionando a aranha. Usar uma canga ou esteira ao sentar no parque resolve a maioria dos problemas.

O que fazer se encontrar um desses animais?

Mantenha a distância: Nenhum desses animais costuma atacar humanos sem motivo; os acidentes acontecem quando eles se sentem encurralados ou são pisados acidentalmente.

Não tente matar ou capturar: Matar animais silvestres é crime ambiental. Além disso, tentar golpear uma lacraia ou uma aranha aumenta drasticamente as chances de provocar uma reação defensiva.

Sinalize às autoridades: Se encontrar um animal ferido, fora de seu habitat ou oferecendo risco imediato em áreas de grande circulação, acione a Patrulha Ambiental ou os órgãos de proteção do município.

O Parque do Flamengo é a casa deles tanto quanto é a nossa área de lazer. Respeitar o espaço da vida selvagem garante a segurança de todos e a preservação do meio ambiente urbano!

História : Cachorros pretos foram exterminados no Haiti por causa de um boato

 


François Duvalier foi um dos ditadores mais infames do século 20. Estima-se que mais de 30 mil haitianos tenham sido mortos pelos regimes dele e de seu filho, Jean Claude, que o sucedeu.

Mas, em dado momento, não eram só os humanos que viviam sob um reino de terror. O verão de 1963 foi o pior momento para ser um cachorro preto no Haiti


Durante o período de afastamento, o comando do país ficou a cargo de Clément Barbot, homem de confiança de Duvalier e o grande líder do Tonton Macoute. Não deu muito certo.

Em sua busca insana, os tontons macoutes encontraram a casa onde Barbot escondia armas e munição. Destruíram tudo, afugentando um cachorro preto que saiu lá de dentro.

Rumores ganharam força. Eles tinham vasculhado toda Porto Príncipe, torturado e executado pessoas que pudessem indicar seu paradeiro, feito de tudo, do nominável e do inominável.

Só que nada de acharem o homem. E se aquele cachorro fosse Barbot metamorfoseado?

Enquanto Barbot não aparecia, os soldados de Duvalier começaram a exterminar cachorros pretos. Não se sabe quantos animais morreram no episódio, mas foram muitos.

Inúmeros cachorros pretos pagaram o preço, remetendo a outros tempos e paisagens, quando cães podiam ser vistos como encarnações do demônio. Na época, jornais internacionais disseram que o boato se espalhou por causa das crendices do vodu haitiano.

Forças armadas de Israel utilizam tecnologias acústicas não letais e voos em baixa altitude para infligir "violência sonora" a comunidades palestinas e libanesas

 


Essa prática visa provocar tanto desconforto físico quanto grave sofrimento psicológico, servindo como meio de controle de multidões e intimidação tática. O emprego dessas táticas sonoras envolve diversos métodos e gera impactos documentados sobre as pessoas:

Métodos de Emprego de Recursos Sonoros – Estrondos Sônicos em Baixa Altitude:


Jatos militares rompem intencionalmente a barreira do som em baixas altitudes sobre áreas densamente povoadas, simulando o som e o impacto vibratório de grandes explosões.

Dispositivos Acústicos de Controle de Multidões:




Dispositivos como o "Shout" ou o "The Scream" são sistemas acústicos montados em veículos que emitem ondas sonoras direcionais de alta frequência para dispersar multidões, causando desorientação e dor imediatas.

Permanência Contínua de Drones:

Organizações de direitos humanos frequentemente destacam o impacto psicológico do zumbido constante e de baixa frequência de veículos aéreos não tripulados (drones) que pairam sobre áreas residenciais por longos períodos.

Impactos Físicos e Psicológicos

Danos Fisiológicos:

A exposição a ondas sonoras de alta intensidade pode causar dor intensa nos ouvidos, perda auditiva temporária ou permanente, vertigem e zumbido crônico.

Estresse Cardiovascular: Ruídos ambientais e táticos intensos atuam como fatores de estresse imediato, elevando perigosamente a frequência cardíaca e a pressão arterial.

Trauma Psicológico: A imprevisibilidade dos estrondos sônicos e o ruído constante dos drones provocam ansiedade crônica, privação de sono, ataques de pânico e sintomas de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), especialmente entre crianças.

Pastor batista e outros cristãos mortos em ataques de milícias Fulani no estado de Plateau, Nigéria




 Ataques de milícias Fulani em um distrito do estado de Plateau, na Nigéria, durante o fim de semana, mataram pelo menos oito cristãos — incluindo um pastor batista e um funcionário da igreja que se dirigiam aos cultos no domingo (20 de setembro) —, segundo fontes.

No distrito de Barkin Ladi, ao sul de Jos, os agressores mataram o pastor (cuja identidade não foi revelada) e seu secretário, além de ferirem o filho do pastor na vila de Dorowa Babuje, segundo o *Truth Nigeria*. Um morador da região disse ao *Christian Daily International-Morning Star News* que os agressores eram homens armados da etnia Fulani.

"Um pastor da Igreja Batista na área de Maraban Kantoma, perto da cidade de Dorowa Babuje, foi morto na manhã de domingo, 20 de setembro, por terroristas Fulani muçulmanos", disse Kara Dakup ao *Christian Daily International-Morning Star News*. "Ele estava a caminho de sua igreja quando foi morto a tiros pelos milicianos Fulani armados."

O filho do pastor ficou gravemente ferido, segundo o *Truth Nigeria*, veículo mantido pela organização humanitária *Equipping the Persecuted*, sediada nos EUA.

Uma moradora da região vizinha de Fan, Rose Istifanus, disse ao *Christian Daily International-Morning Star News* que um cristão foi morto na vila de Rantyidi, no distrito de Fan, simultaneamente ao ataque à área de Maraban Kantoma, em Dorowa Babuje.

Os agressores atacaram três vilas próximas ao mesmo tempo, segundo o *Truth Nigeria*. Enquanto guardas civis locais tentavam defender a área e evacuar os moradores, a polícia, o Exército e o Departamento de Serviços de Segurança (DSS) estavam presentes; o Exército mobilizou veículos equipados com metralhadoras e disparou canhões antiaéreos para o alto, relatou o veículo de notícias.

"Policiais e agentes do DSS que tentaram confrontar os militantes foram superados em força, segundo testemunhas oculares", afirmou o *Truth Nigeria*. "Pelo menos um agente do DSS ficou ferido e um veículo blindado da polícia foi danificado."

Moradores que fugiam de Mararabar Kantoma na tarde de domingo (20 de setembro) disseram ao *Truth Nigeria* que os agressores haviam tomado o controle de todas as principais estradas, bloqueando as rotas de fuga.

Na noite de sábado (19 de setembro), uma milícia Fulani emboscou e matou cinco cristãos na vila de Gana-Ropp, disseram moradores ao *Christian Daily International-Morning Star News*. O morador Jackdel Stephen identificou as vítimas fatais como Sadam Iliya, de 43 anos; Umar, de 18; Talik, de 35; Benard, de 38; e Silim, de 37.

No dia anterior, uma milícia Fulani atacou a vila de Rakok, matando um cristão, disse o morador Gomex Agwom.

“Em 18 de setembro, uma tragédia dolorosa ocorreu na vila de Rakok, na Área de Governo Local de Barkin Ladi”, disse Agwom ao Christian Daily International-Morning Star News. “Um homem cristão foi morto por terroristas Fulani enquanto os moradores cristãos da comunidade dormiam.”

Em 15 de setembro, “terroristas Fulani” atacaram a vila de NTV, matando três cristãos perto da cidade de Barkin Ladi, disse a moradora da região Amy Katman.

“Os agressores invadiram a vila enquanto os moradores cristãos dormiam”, disse Katman ao Christian Daily International-Morning Star News.

Homens armados Fulani também haviam atacado Dorowa Babuje em 6 de setembro, matando um cristão e ferindo outro, disse o morador Danjuma Andu ao Christian Daily International-Morning Star News.

Mais cristãos foram mortos na Nigéria do que em qualquer outro país entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025, de acordo com a Lista Mundial da Perseguição (WWL) de 2026 da organização Portas Abertas (Open Doors). Dos 4.849 cristãos mortos em todo o mundo por causa de sua fé durante esse período, 3.490 — 72% — eram nigerianos, um aumento em relação aos 3.100 do ano anterior. A Nigéria ocupou a 7ª posição na lista WWL dos 50 países onde é mais difícil ser cristão.

Somando milhões de pessoas em toda a Nigéria e na região do Sahel, os Fulani — predominantemente muçulmanos — compreendem centenas de clãs de linhagens diversas que não defendem visões extremistas; no entanto, alguns Fulani aderem a uma ideologia islâmica radical, observou o Grupo Parlamentar Multipartidário do Reino Unido para a Liberdade Internacional de Religião ou Crença (APPG) em um relatório de 2020.

“Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma intenção clara de atacar cristãos e símbolos importantes da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.

Líderes cristãos na Nigéria afirmam acreditar que os ataques de pastores nômades a comunidades cristãs na região do Cinturão Médio (Middle Belt) do país são motivados pelo desejo de tomar à força as terras dos cristãos e impor o Islã, uma vez que a desertificação tornou difícil para eles manterem seus rebanhos. Na região centro-norte do país, onde os cristãos são mais numerosos do que no nordeste e no noroeste, milícias extremistas islâmicas da etnia Fulani atacam comunidades agrícolas, matando centenas de pessoas — sobretudo cristãos —, segundo o relatório. Grupos jihadistas como o Boko Haram e a facção dissidente Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP), entre outros, também atuam nos estados do norte do país; nessas áreas, o controle do governo federal é precário, e cristãos e suas comunidades continuam sendo alvos de incursões, violência sexual e assassinatos em bloqueios de estradas, conforme aponta o relatório. O número de sequestros para obtenção de resgate aumentou consideravelmente nos últimos anos.

A violência se espalhou para os estados do sul, e um novo grupo terrorista jihadista, o Lakurawa, surgiu no noroeste, armado com armamento avançado e uma agenda islâmica radical, observou a WWL. O Lakurawa é afiliado ao Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin (JNIM), um grupo insurgente expansionista ligado à Al-Qaeda e originário do Mali.

11 civis e 9 militantes do Boko Haram mortos em ataque no Chade

 


Pelo menos 11 civis foram mortos quando militantes do Boko Haram atacaram uma ilha no Lago Chade, perto de Ngouboua, na província de Lac (Lago), no Chade, informaram a imprensa local e o exército nesta segunda-feira.

O oficial do exército Moussa Djibrine disse que, no domingo, os militantes chegaram de canoa e abriram fogo contra civis que pescavam, matando sete homens e quatro mulheres.


Soldados alertados sobre o incidente iniciaram uma operação de perseguição e mataram nove dos agressores, afirmou ele.

A província de Lac, que faz fronteira com a Nigéria, o Níger e os Camarões, sofre frequentemente ataques do Boko Haram e de outros grupos jihadistas que operam na bacia do Lago Chade.

Navio chinês abalroa embarcação do governo das Filipinas no Mar do Sul da China.

 Uma embarcação chinesa abalroou um navio do governo filipino no Mar do Sul da China, segundo Manila.


Na sexta-feira, a Guarda Costeira das Filipinas acusou um navio da Guarda Costeira da China de realizar manobras militares perigosas antes de colidir com o BRP Datu Magat Salamat, ao largo da costa da província de Palawan. A colisão é o episódio mais recente de uma série de incidentes de tensão entre navios das duas nações na área marítima em disputa.

Não houve relatos de feridos no incidente, embora destroços tenham se espalhado pelo convés da embarcação atingida — que pertencia ao Bureau de Pesca e Recursos Aquáticos (BFAR) do governo filipino e estava em missão para fornecer combustível a pescadores locais.

O porta-voz da Guarda Costeira, Jay Tarriela, afirmou que o navio chinês inicialmente cruzou a trajetória da embarcação filipina a uma distância de cerca de 10 metros.







Cerca de 10 minutos depois, a embarcação chinesa repetiu a manobra e abalroou o navio, causando danos graves em uma das laterais, acrescentou Tarriela, que divulgou imagens de vídeo que supostamente mostram o incidente.

A China rejeitou essa versão, atribuindo a responsabilidade pela colisão ao lado filipino.

Citando informações da Guarda Costeira chinesa, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou que a embarcação filipina ignorou avisos, alterou intencionalmente sua rota e acelerou repentinamente à frente da proa do navio chinês.

Rússia relata ataques cibernéticos "poderosos" no segundo dia de votação parlamentar


 Autoridades russas relataram ataques aos sistemas de votação e às linhas de comunicação do país no segundo dia de uma eleição parlamentar de três dias, realizada sob rígido controle. O sistema de votação eletrônica de Moscou foi alvo de um poderoso ataque cibernético durante a noite de sexta para sábado, e o ataque continuou, informou a agência de notícias Interfax.

"O sistema de Moscou sofreu um ataque muito poderoso, literalmente ininterrupto, durante toda a noite", disse Ella Pamfilova, chefe da Comissão Eleitoral Central da Rússia, a repórteres na manhã de sábado. "Esse ataque ocorre quase constantemente, em grande escala e com alta intensidade, concentrando-se atualmente em Moscou."

Pamfilova afirmou que o sistema de votação eletrônica continua operando normalmente e não forneceu detalhes sobre a natureza do ataque ou os responsáveis.

A eleição, que definirá a composição de todas as 450 cadeiras da câmara baixa da Rússia, a Duma Estatal, deve prosseguir até as 18h (horário de Greenwich) de domingo.


O pleito para a Duma Estatal é o primeiro desde que a Rússia iniciou sua guerra em larga escala contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022. Espera-se amplamente que o partido governista Rússia Unida, favorável a Putin, mantenha sua hegemonia no sistema político russo, fortemente controlado.

A maioria dos candidatos contrários à guerra foi excluída da disputa antes do início da votação nos 11 fusos horários da Rússia, depois que a Suprema Corte decidiu, no mês passado, que o partido liberal Yabloko — que defende um cessar-fogo na Ucrânia — havia violado regras eleitorais, acusação que o partido nega.

Na sexta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, acusou a Ucrânia de tentar "prejudicar" a votação — uma acusação à qual Kiev não respondeu. A Ucrânia classificou a eleição como uma farsa.

Mais de 350 drones ucranianos tiveram como alvo a capital russa na manhã de sexta-feira, segundo o prefeito de Moscou.

Como a votação pode oferecer ao Kremlin um termômetro do sentimento público em relação à invasão, Kiev manteve sua estratégia de utilizar ataques aéreos para fazer com que os russos sintam o impacto do conflito nas esferas política, social e econômica. A participação nacional às 14h (horário local) de sábado (11h GMT) era de 32,58%, segundo dados da Comissão Eleitoral Central citados pela mídia estatal.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse à agência de notícias estatal russa TASS que os russos estão participando ativamente das eleições para a Duma Estatal, apesar de ameaças físicas e desafios cibernéticos. Ela afirmou que a alta participação eleitoral demonstra uma resposta unida da população à guerra declarada contra a Rússia e seu povo.

A Ucrânia lançou uma série de ataques com drones contra Moscou e outras regiões no momento em que a Rússia abria as urnas para suas primeiras eleições parlamentares desde o início da guerra. Mais de 350 drones ucranianos tiveram como alvo a capital russa na manhã de sexta-feira, informou o prefeito de Moscou. Como a votação pode oferecer ao Kremlin uma medida do sentimento público em relação à invasão, Kiev manteve sua estratégia de usar ataques aéreos para fazer com que os russos sintam o impacto do conflito nas esferas política, social e econômica.

Meio Ambiente : As Joias Escondidas do Aterro: 5 Aves Raras que Surpreendem no Parque do Flamengo

 Quem frequenta o Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro, costuma buscar suas pistas de corrida, as quadras ou a brisa da Baía de Guanabara. Mas se você erguer os olhos para as copas das árvores ou prestar atenção aos grandes gramados projetados por Roberto Burle Marx, descobrirá que o Aterro é também um santuário ecológico urbano vibrante.

Mais do que abrigar espécies comuns do nosso cotidiano, o parque atua como um refúgio e um corredor ecológico vital entre os fragmentos florestais da cidade. De tempos em tempos, os observadores de aves são agraciados com aparições de espécies consideradas verdadeiras raridades na megalópole carioca.

Conheça cinco espécies surpreendentes que provam a maturidade e a importância ambiental do Parque do Flamengo:


1. Maria-faceira (Syrigma sibilatrix) – A garça dos gramados

Esqueça a imagem clássica da garça imóvel na beira da água. A maria-faceira prefere caminhar elegantemente pelas esplanadas de grama seca do parque. Ela visita o Aterro para caçar gafanhotos, lagartixas e pequenos insetos.Como identificar: Possui uma exuberante face azul-clara brilhante, bico rosado com a ponta azul-violeta e plumagem amarelada no pescoço.O detalhe: Seu nome científico faz alusão ao seu canto assobiado, agudo e melódico, que lembra o apito de um trem de brinquedo.







2. Tucano-de-papo-amarelo (Ramphastos vitellinus) – O embaixador da floresta

Também conhecido como tucano-de-bico-preto, ele é a ave-símbolo do estado do Rio de Janeiro. Embora habite as matas densas do Parque Nacional da Tijuca, ele faz visitas esporádicas e marcantes ao Flamengo.Como identificar: O forte contraste entre o corpo inteiramente preto, a pele nua e azul ao redor dos olhos e o vibrante papo amarelo-gema chama a atenção de qualquer um.Importância: Os tucanos usam o parque como ponto de parada temporário para se alimentar de frutos de figueiras e palmeiras centenárias, atuando como grandes reflorestadores urbanos.





3. Papagaio-de-cabeça-roxa (Amazona rhodocorytha) – Um visitante ilustre e ameaçado

Enquanto os periquitos-ricos dominam os céus do parque, a aparição do papagaio-de-cabeça-roxa (ou chauá) é um evento raríssimo e de enorme valor ecológico. A espécie está seriamente ameaçada de extinção devido à perda de habitat e ao tráfico ilegal.Como identificar: Uma imponente ave verde que ostenta uma fronte vermelha viva com nuances roxas e azuladas nas laterais da cabeça.Onde procurar: Costuma usar as copas das árvores mais altas do parque como refúgio de passagem enquanto se desloca pelos céus da cidade


4. Marreco-irerê (Dendrocygna viduata) – A elegância dos espelhos d'água

Nos lagos artificiais do parque e nas proximidades da Marina da Glória, o irerê traz um toque de beleza aquática selvagem. É um dos patos silvestres mais elegantes do país.Como identificar: É facilmente reconhecido por sua "máscara" facial branca que contrasta nitidamente com o pescoço negro.Quando ouvir: Possui hábitos crepusculares e noturnos. Quem caminha pelo parque no fim da tarde consegue ouvir seu canto inconfundível, um assobio repetido que soa exatamente como o seu nome popular: "irerê, irerê".






5. Arapaçu-marrom (Dendrocincla turdina) – O termômetro da saúde do parque

Escondido nos bosques mais sombreados e adensados do parque, o arapaçu-marrom é o bicho que comprova a maturidade ambiental do Aterro.Como identificar: Uma ave de plumagem inteiramente parda e discreta. Ele passa o dia escalando verticalmente os troncos das árvores à procura de larvas escondidas sob a casca, usando as penas rígidas da cauda como apoio.Significado: Sua permanência no parque mostra que as árvores plantadas há décadas criaram um sub-bosque complexo o suficiente para sustentar espécies que antes só existiam no interior de florestas nativas fechadas.

Como você pode ajudar a preservar esse santuário?

A sobrevivência dessas e de dezenas de outras espécies — desde os pequenos beija-flores até os gaviões-carijós e caracaras que sobrevoam a região próxima ao Aeroporto Santos Dumont — depende diretamente da nossa postura no parque.

Para que o Aterro continue sendo esse elo vital de conexão ecológica no coração do Rio de Janeiro, adote práticas simples:

Descarte seu lixo corretamente para evitar atrair predadores exóticos ou intoxicar os animais.

Mantenha animais de estimação na guia nas áreas de maior densidade de vegetação para não assustar as espécies que forrageiam no chão, como a maria-faceira.

Evite o barulho excessivo nas áreas de bosque para preservar as zonas de nidificação e descanso das aves.

O Parque do Flamengo é a prova viva de que a arquitetura urbana e a vida selvagem podem coexistir e prosperar — basta sabermos observar e proteger.

Lockheed Martin: Peças sigilosas do F-35 desaparecem em Hong Kong

 Uma remessa de componentes sensíveis para o caça F-35, da Lockheed Martin, foi inesperadamente desviada para Hong Kong neste verão enquanto seguia da Austrália para os EUA — e alguns dos componentes desapareceram no local. A informação foi divulgada pelo site *Politico* na sexta-feira, citando três pessoas a par do assunto.


Parece que a Lei de Murphy atacou novamente: "Tudo o que pode dar errado, dará errado". Afinal, as peças eram provenientes da Força Aérea Real Australiana, deveriam passar por reparos nos Estados Unidos e foram enviadas em nome da fabricante; a remessa foi transportada pela Lockheed Martin por meio de um intermediário. Durante a travessia do Pacífico, a carga mudou de rota e acabou chegando à Região Administrativa Especial chinesa. O Pentágono confirmou o desaparecimento de alguns componentes. Não está claro por que a remessa foi desviada nem quem está atualmente com as peças.

O que é particularmente alarmante é que os componentes incluíam a cúpula da cabine (*canopy*). A cúpula de acrílico é revestida com uma fina camada transparente de material absorvente de radar, o que torna a aeronave mais difícil de ser detectada por radares inimigos. Essa tecnologia está disponível exclusivamente para os Estados Unidos e seus aliados. Como o revestimento se desgasta com o tempo, as cúpulas dos mais de 1.300 caças F-35 fabricados precisam ser reparadas ou substituídas regularmente. Embora a Austrália possua instalações de manutenção para o jato, segundo o *Politico*, o país ainda não conseguiu realizar os reparos nas cúpulas. Por isso, o componente teve de fazer a longa jornada através do oceano.

O Escritório do Programa Conjunto do F-35, do Pentágono, declarou estar ciente de um "problema de entrega envolvendo componentes não operacionais do F-35 Lightning II" e informou que está trabalhando com autoridades dos EUA e parceiros da indústria para "recuperar esses componentes, investigar o incidente e implementar medidas de segurança para evitar que isso ocorra novamente". A Lockheed Martin não quis comentar o status de remessas individuais por motivos de segurança. Segundo o *Politico*, a empresa ressaltou que suas equipes lidam com cada remessa "com o máximo cuidado e medidas de segurança" para garantir a integridade do programa.


O caso já está gerando repercussão em Washington. Representantes do Departamento de Estado e do Pentágono vêm prestando esclarecimentos a assessores de importantes comitês de segurança do Congresso desde junho, e novas reuniões informativas estão previstas para as próximas semanas. A principal preocupação diz respeito à proximidade com Pequim, que ampliou seu controle sobre Hong Kong nos últimos anos por meio de leis de segurança rigorosas. J.J. Gertler, ex-assessor do Comitê de Serviços Armados do Congresso e analista do setor de aviação, ressaltou que a China já havia obtido informações sobre o F-35 por meio de espionagem no passado. A posse de um componente real poderia permitir que um adversário verificasse ou refinasse informações obtidas por outros meios, disse Gertler ao site Politico.

O incidente evidencia as fragilidades da cadeia de suprimentos global. As peças de reposição pertencem ao Departamento de Defesa dos EUA, mas são gerenciadas pela Lockheed Martin e transportadas por empresas de logística comercial. Um relatório de 2023 do Government Accountability Office (GAO) constatou que mais de um milhão de peças de reposição do F-35 haviam sido perdidas ao longo de um período de cinco anos. O Pentágono não conseguiu verificar perdas na casa das dezenas de milhões porque a fabricante detém o controle dos dados pertinentes.

Não está claro se uma operação de inteligência chinesa está por trás do incidente. A Embaixada da China em Washington declarou não ter conhecimento do ocorrido. Além disso, não há, até o momento, evidências públicas de que autoridades chinesas ou o Exército de Libertação Popular tenham obtido acesso aos componentes. Membros das equipes de comissões relevantes do Congresso dos EUA já foram informados sobre a situação em junho, e a realização de novas atualizações é considerada provável.

O F-35 é o caça mais vendido do Ocidente e é utilizado pelas forças armadas de mais de uma dúzia de países. A fabricante Lockheed Martin coordena um programa que envolve milhares de fornecedores nos Estados Unidos, na Europa, no Canadá, na Austrália e em Israel. Cada aeronave é composta por aproximadamente 300.000 peças individuais, as quais são fabricadas, montadas e, posteriormente, submetidas a manutenção em diversos continentes.

O programa F-35 baseia-se em um estoque de peças de reposição compartilhado globalmente. Os componentes pertencem ao Departamento de Defesa dos EUA até serem instalados em uma aeronave e são transportados por meio de transportadoras comerciais gerenciadas pela Lockheed Martin. Países parceiros, como Reino Unido, Austrália, Dinamarca, Noruega e Polônia, têm acesso a esse inventário compartilhado. O modelo foi concebido para aumentar a disponibilidade da frota e evitar a duplicação dispendiosa de infraestrutura, uma vez que nem todos os países precisam estabelecer suas próprias capacidades de reparo e estoques de peças de reposição.

Essa divisão de trabalho foi uma escolha deliberada. Os países parceiros fabricam componentes e, em contrapartida, recebem contratos e geram empregos. Ao mesmo tempo, isso cria uma cadeia logística que está apenas parcialmente sob controle militar. Os reparos são realizados em centros de manutenção centralizados, mas o transporte até esses locais é frequentemente feito por empresas de logística, intermediários de frete e portos comerciais. Nesse processo, uma remessa pode mudar de mãos e de jurisdição diversas vezes.

O Government Accountability Office (GAO) dos EUA constatou, em 2023, que mais de um milhão de peças de reposição haviam sido perdidas ao longo de um período de cinco anos e que o Departamento não conseguia contabilizar perdas na casa das dezenas de milhões. "O Escritório do Programa Conjunto do F-35 não rastreia essas peças de reposição em um sistema de inventário que permita a devida prestação de contas", afirma o relatório do GAO. O caso de Hong Kong ilustra como essa lacuna administrativa pode se transformar em um risco de segurança.

Coalizão de gangues deflagra novo e violento ataque contra comunidade agrícola no Haiti

 


Uma poderosa coalizão de gangues atacou uma comunidade agrícola, antes pacífica, situada nas colinas acima da capital do Haiti, matando várias pessoas, informou uma autoridade à Associated Press na segunda-feira.

O prefeito de Kenscoff, Jean Massillon, disse que homens armados invadiram a comunidade na noite de domingo, incendiando casas e matando moradores.

"Ainda é impossível estabelecer um número definitivo de mortos devido às dificuldades de acesso e problemas de comunicação", disse ele.

Gritos de lamento ecoaram em Kenscoff enquanto sobreviventes encontravam os corpos de amigos e familiares espalhados pelas ruas na manhã de segunda-feira.

"Mataram meu filho!", gritava repetidamente uma mulher, enquanto pessoas ao redor tentavam consolá-la.

Um homem se jogou à beira da estrada, apoiando a cabeça no braço direito enquanto chorava no chão. Perto dali, pessoas recolhiam os corpos das vítimas, alguns envoltos em lençóis manchados de sangue.

Robert Jean relembrou como ouviu tiros antes do amanhecer e tentou acordar as pessoas para que escapassem da morte. Ele contou que procurava desesperadamente pelo irmão, que acabou sendo morto: "Eu estava chamando para ver se todos estavam seguros. Não consegui encontrar meu irmão."

Outro morador de Kenscoff culpou o governo pelas mortes.


"Se tivéssemos uma boa força policial que tivesse posicionado um veículo blindado aqui, o que aconteceu teria sido evitado", disse Verti Enold-Saint ao levantar um lençol sobre o corpo de seu cunhado.

O agricultor Mathurin Pierre, de 41 anos, disse à AP que perdeu 14 entes queridos e que um número desconhecido de pessoas continua desaparecido.

Massillon atribuiu o ataque a membros da Viv Ansanm, grupo que o governo dos EUA classificou como organização terrorista estrangeira no ano passado.

"Eles semearam o caos", disse Massillon.

Ele afirmou que os membros da gangue atacaram uma igreja e residências, incluindo as do Dr. Jean "Bill" Pape. Ele é um médico renomado que dirige uma organização não governamental no Haiti dedicada a ajudar pacientes, inclusive aqueles com HIV e tuberculose.

O Escritório de Proteção ao Cidadão do Haiti emitiu um comunicado condenando o massacre, informando que dezenas de pessoas, incluindo "numerosos" jovens haitianos, foram mortas. Vladimir Paraison, diretor da Polícia Nacional do Haiti, visitou a área e defendeu os policiais enquanto jornalistas cobravam respostas.

"A polícia nunca baixou a guarda", disse ele. "Vejam quantos policiais estão aqui; a resposta está diante de vocês."


Jean Fritz Patterson Dorval, chefe da promotoria de Porto Príncipe, também foi pressionado. Ele afirmou que há oito veículos blindados em Kenscoff, acrescentando que "existem respostas técnicas que apenas o prefeito e a polícia podem dar".

Não foram divulgados mais detalhes sobre o ataque. Um porta-voz da força de combate a gangues apoiada pela ONU não respondeu a uma mensagem solicitando comentários.

O governo do Haiti emitiu um comunicado condenando o que classificou como um ataque criminoso hediondo. "Reforços estão sendo enviados", dizia a nota. "Kenscoff não será abandonada."

O governo informou que as forças de segurança receberam ordens para perseguir os responsáveis. "A população deve manter a confiança", afirmou o governo, acrescentando que não recuaria.

Gangues controlam cerca de 70% de Porto Príncipe, a capital, com a coalizão Viv Ansanm atacando repetidamente a vizinha Kenscoff.

A violência das gangues provocou o deslocamento de um número recorde de 1,5 milhão de pessoas em todo o Haiti, onde mais de 3.100 pessoas foram mortas e outras 1.189 ficaram feridas entre janeiro e junho, segundo estatísticas da ONU.

O ataque ocorre menos de uma semana depois de o governo dos EUA ter deportado mais de 160 pessoas para o conturbado país caribenho — a primeira vez que isso acontece desde que a administração Trump venceu uma batalha judicial para encerrar o Status de Proteção Temporária (TPS) de cerca de 350 mil haitianos.

O governo do Haiti afirmou que, entre os deportados, havia beneficiários do TPS. O Departamento de Segurança Interna dos EUA declarou na segunda-feira, em comunicado à AP, que as pessoas deportadas na sexta-feira incluíam vários membros de gangues com antecedentes criminais que variavam de agressão a tráfico de drogas

Filipinas : Três membros do grupo guerrilheiro 'Novo Exército Popular' se entregam após morte de líder em confronto em Agusan


 Três membros do Novo Exército Popular (NPA) — que haviam se escondido após um confronto em Agusan del Sur que resultou na morte de uma importante líder do Comitê Regional de North Central Mindanao (NCMRC) — entregaram-se às tropas do governo, informaram as forças armadas.





A 4ª Divisão de Infantaria do Exército informou que os três membros do NPA se entregaram entre 15 e 17 de setembro, após a morte de Julia Cagadas, conhecida pelo codinome "Rheda" — identificada pelos militares como uma líder de alto escalão do NCMRC —, durante uma série de confrontos em Barangay Bakingking, no município de Esperanza, Agusan del Sur, em 12 de setembro.

Os militares identificaram os integrantes que se entregaram como Claire M. Dalagon, codinome "Cloud", oficial de finanças da Força de Quartel-General Neo do NCMRC; William Boskada Manligayan, codinome "Kevin", líder de esquadrão; e Allan Bakero Tahal, codinome "Ading", membro regular do mesmo grupo.

Colômbia: Ataque armado em Simaña deixa quatro mortos e dois feridos

 A comunidade de Simaña — um povoado no município de La Gloria, em Cesar — ​​viveu momentos de pânico e incerteza.


Segundo relatos preliminares de moradores, integrantes de um grupo guerrilheiro invadiram a localidade, tendo como alvo membros de grupos paramilitares que consumiam bebidas alcoólicas. O confronto violento resultou em um saldo trágico de quatro mortos: dois paramilitares e dois civis que, infelizmente, foram atingidos pelo fogo cruzado.

Além disso, outras duas pessoas ficaram feridas durante o tiroteio e foram levadas a unidades de saúde da região. As autoridades investigam o incidente para garantir a segurança da área e esclarecer os detalhes desse ataque deplorável.

China aprimora suas operações militares em um país africano onde os EUA mantêm sua maior base militar, enquanto os Houthis estrangulam rotas marítimas vitais


 Djibuti, situado no Estreito de Bab el-Mandeb, é geralmente considerado um ponto de acesso estratégico ao Canal de Suez, uma das rotas de navegação mais movimentadas do mundo.

O local abriga um ponto de estrangulamento vital, com cerca de 32 quilômetros (20 milhas) de largura, por onde passa cerca de 16% do comércio marítimo global.


Como resultado, Djibuti atraiu algumas das maiores potências econômicas do mundo — incluindo Estados Unidos, China e Japão —, todas as quais estabeleceram bases militares no pequeno país do Leste Africano.

Um perfil do país elaborado pela BBC mostra que Djibuti abriga "a maior base militar dos EUA na África, a primeira base militar da China no exterior e a primeira base militar do Japão desde a Segunda Guerra Mundial".

Conforme publicado recentemente por um *think tank* dos EUA, espera-se que importantes melhorias na base militar chinesa aumentem substancialmente sua capacidade de monitorar atividades militares em todo o Oriente Médio e na África.


O relatório do *think tank* Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), sediado em Washington, revelou que as forças armadas da China instalaram novos equipamentos e dispositivos, com base em mudanças observadas em imagens de satélite.

"As forças armadas da China aprimoraram sua base em Djibuti, reforçando suas capacidades operacionais e de coleta de inteligência no Oriente Médio e na África.

Imagens de satélite comerciais mostram que o Exército de Libertação Popular (ELP) instalou novos equipamentos que fortalecerão suas capacidades de comunicação interna e, ao mesmo tempo, permitirão a coleta de inteligência de sinais (SIGINT)", diz o relatório.

Desde meados de 2024, a adição de duas instalações de comunicação na base do Exército de Libertação Popular (ELP) em Djibuti expandiu o alcance operacional da China muito além de suas fronteiras, aumentando sua capacidade de coletar inteligência de sinais (SIGINT) em toda a África e no Oriente Médio.

Motivação por trás das melhorias em Djibuti


O relatório indicou que os ataques Houthi a navios no Mar Vermelho, ocorridos desde o final de 2023, somados ao aumento das operações militares dos EUA e de Israel contra o Irã, elevaram a presença de forças americanas na região. Em julho de 2026, mais de 20 navios de guerra da Marinha dos EUA — incluindo dois grupos de ataque de porta-aviões — e centenas de aeronaves apoiavam operações nas imediações do Irã e do Estreito de Ormuz. Conforme noticiado recentemente, os avanços do movimento Houthi levaram grandes potências globais, como Arábia Saudita, China e Estados Unidos, a buscar medidas estratégicas para conter urgentemente as ações do grupo.

Em setembro, a Arábia Saudita interrompeu temporariamente o funcionamento de um oleoduto de 1.200 quilômetros, capaz de transportar até cinco milhões de barris de petróleo por dia, devido a um avanço territorial dos Houthis.

Na ocasião, o grupo teria tomado o Porto de Mocha — um porto iemenita estratégico próximo à África —, o que lhe conferiu maior influência sobre uma das rotas de navegação mais importantes do mundo.

Mocha fica a aproximadamente 80 quilômetros do Estreito de Bab el-Mandeb, que separa o Iêmen do Djibuti e da Eritreia, na costa oriental da África; essa via navegável estratégica, que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Aden, enfrenta atualmente uma grave crise.

As instalações aprimoradas da China no Djibuti poderiam desempenhar um papel fundamental na contenção desse problema.

Para Pequim, a base poderia se tornar uma ferramenta importante para a coleta de informações de inteligência, o monitoramento de forças estrangeiras e o apoio à sua crescente presença militar longe do território nacional.