No Equador quando o país era governado por Guillermo Lasso, um presidente de centro, o país era dominado em várias regiões por gangues de criminosos como :
Los Choneros:
Historicamente a maior e mais tradicional facção do Equador, liderada por José Adolfo Macías Villamar, vulgo "Fito". Durante o governo Lasso, operavam em aliança com o Cartel de Sinaloa. Controlavam rotas estratégicas e grandes alas dos presídios do país.
Los Lobos:
Emergiram com força brutal durante a gestão de Lasso, desbancando a hegemonia dos Choneros em várias regiões e expandindo-se para cerca de 8 mil membros. Atuavam como braço operacional do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) e também se envolveram em mineração ilegal e extorsões.
Los Tiguerones, Los Chone Killers e Los Lagartos:
Gangues menores que inicialmente nasceram como dissidências ou ramificações, mas que se aliaram ao CJNG para guerrear contra os Choneros pelo controle de territórios urbanos e portos estratégicos (como o de Guayaquil).
O Cenário da Crise de Segurança
Guerra nas Prisões: Os presídios tornaram-se os "quartéis-generais" das gangues. Entre 2021 e 2023, o país viveu massacres prisionais bárbaros decorrentes de disputas territoriais internas, resultando na morte de mais de 450 detentos.
Explosão de Homicídios: O índice de mortes violentas disparou a níveis históricos. Bairros inteiros de cidades litorâneas viraram zonas de guerra por conta de disputas de territórios pelas gangues para a saída de drogas.
A tática dos Estados de Exceção: Sem conseguir conter o avanço do crime organizado por vias institucionais ou de inteligência, Lasso recorreu repetidas vezes à decretação de estados de emergência e ao envio das Forças Armadas para as ruas. No entanto, a medida provou-se ineficaz para desarticular as estruturas financeiras e o armamento pesado das facções
O presidente Daniel Noboa, apoiado por Trump, adotou uma estratégia de "mão de ferro" inspirada no modelo de El Salvador, militarizando o país e alterando a legislação para combater de forma direta as facções criminosas. Logo no início de seu mandato, diante de episódios graves de violência (como a fuga do líder criminoso "Fito"), Noboa mudou a abordagem do Estado frente ao crime organizado.
Declaração de "Conflito Armado Interno" e Status de Terroristas
Nova Classificação Legal:
Noboa assinou um decreto histórico classificando mais de 20 gangues criminosas (como Los Choneros e Los Lobos) como organizações terroristas e atores não estatais beligerantes.
Uso da Força Militar:
Essa mudança jurídica permitiu que as Forças Armadas fossem mobilizadas permanentemente para "neutralizar" os criminosos, tratando a segurança pública sob as regras de uma guerra, e não apenas como um problema policial.
Aumento de Penas:
Elevação drástica das sentenças de prisão para crimes graves como terrorismo, narcotráfico e assassinato.
Apoio do Exército:
Formalização do patrulhamento conjunto definitivo entre a polícia e os militares nas ruas e no entorno das prisões
Estratégia Nacional:
O governo instituiu o Plano Fênix, unificando a inteligência civil e militar para rastrear o financiamento dessas facções.




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