Somália : Forças somalis repelem combatentes rebeldes em Baidoa após intensos combates envolvendo explosivos e dezenas de baixas

 O exército da Somália afirmou ter expulsado combatentes da oposição de Baidoa, a maior cidade do Estado do Sudoeste da Somália, após horas de combates pesados.


Os confrontos eclodiram antes do amanhecer de segunda-feira, quando combatentes leais ao ex-presidente do estado, Abdiaziz Hassan Mohamed Laftagareen, atacaram posições mantidas por forças federais, informou o Ministério da Defesa.






O ministério acrescentou que os agressores utilizaram veículos carregados de explosivos, mas foram repelidos depois que as forças federais mataram 30 deles. O órgão acusou as forças de Laftagareen de lutarem ao lado do grupo armado al-Shabab, ligado à al-Qaeda.

Mais cedo, em uma publicação no Facebook, o grupo de Laftagareen alegou que suas forças haviam tomado o centro da cidade.


Moradores relataram à agência de notícias AFP que os confrontos foram os mais violentos desde que o exército somali assumiu o controle da cidade, em março. A organização Médicos Sem Fronteiras, que mantém instalações em Baidoa, informou à agência que várias vítimas deram entrada em seu hospital e que houve combates em duas frentes.


Baidoa fica a cerca de 245 km a noroeste da capital somali, Mogadíscio, e abriga centenas de milhares de pessoas deslocadas pela guerra e por eventos climáticos.


Laftagareen havia liderado o Estado do Sudoeste por mais de sete anos quando, em março, rompeu laços com Mogadíscio devido a controversas emendas constitucionais promovidas pelo presidente Hassan Sheikh Mohamud.

As mudanças estenderam o mandato de Mohamud em um ano e alteraram drasticamente o frágil acordo de partilha de poder da Somália, estabelecido em sua constituição provisória de 2012.


A medida desencadeou confrontos em todo o país, inclusive na capital; nesse contexto, o exército somali tomou Baidoa, levando Laftagareen a renunciar. Desde então, combatentes leais a ele têm atacado a cidade repetidamente, incluindo uma tentativa fracassada de retomar o controle do estado em maio.

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