Kim Yo-jong, a influente irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, alertou que Pyongyang adotaria "opções militares adicionais" depois que o Japão realizou o teste de disparo de um míssil de cruzeiro Tomahawk, de fabricação americana.
Em declaração divulgada na quarta-feira pela agência estatal KCNA, Kim acusou as forças armadas japonesas de abandonarem uma postura defensiva e se transformarem em uma potência militar capaz de realizar ataques preventivos.
Citando o recente teste japonês com o míssil Tomahawk — disparado a partir do contratorpedeiro Aegis Chokai, no Oceano Pacífico —, bem como outros testes de mísseis e a participação do Japão em um exercício militar conjunto liderado pelos EUA nas Filipinas em maio, Kim afirmou que a Coreia do Norte responderia de maneira a fazer o Japão sentir que sua segurança está exposta a um perigo maior.
"Devemos fazê-lo se arrepender", disse ela, em uma de suas declarações mais contundentes contra Tóquio nos últimos meses.
Kim também acusou os Estados Unidos de viabilizarem o fortalecimento militar do Japão ao fornecerem mísseis Tomahawk, modificarem embarcações para operá-los e apoiarem os testes de mísseis.
"Os EUA estão por trás dessas perigosas manobras militares do Japão", acrescentou ela.


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