Cinco soldados paramilitares tailandeses morreram e seis civis ficaram feridos em um ataque a um posto de controle de segurança no sul do país, região afetada por uma insurgência, segundo o Exército.
O ataque ocorreu na noite de quarta-feira no posto de controle Buketa Sami, na província de Narathiwat.
Cerca de 10 agressores, vestidos de preto e usando chapéus pretos de aba larga, chegaram em uma caminhonete e em motocicletas antes de iniciar o ataque, informou em comunicado o Comando de Operações de Segurança Interna (Região 4) das Forças Armadas.
Os agressores utilizaram armas de fogo e bombas caseiras (do tipo "pipe bomb") contra integrantes do 45º Regimento da Força-Tarefa Ranger enquanto estes faziam a segurança do local, acrescentou o Exército.
As autoridades informaram que os agressores levaram três fuzis AK-47, três coletes à prova de balas e vários celulares do posto de controle antes de fugir.
Mais tarde, as forças de segurança encontraram a caminhonete usada no ataque abandonada e incendiada a cerca de 21 km do local do incidente.
Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque, e as autoridades não anunciaram prisões.
O governo condenou o ataque, classificando-o como um ato de "terrorismo" que representava "uma grave ameaça à segurança nacional" e prejudicava os esforços em curso para retomar o processo de paz, afirmou a porta-voz do governo, Rachada Dhnadirek, em comunicado.
O Exército prestou homenagem aos soldados, declarando que "seus serviços e sacrifícios serão lembrados e honrados com o mais profundo respeito".
O ataque foi um dos mais letais contra as forças de segurança tailandesas nos últimos anos e ocorre em meio a uma preocupação renovada com a violência nas províncias da fronteira sul do país.
A investida contra o posto de controle aconteceu um dia após a explosão de um carro-bomba em frente à antiga delegacia de polícia de Tanyong, em outra localidade de Narathiwat, deixando um policial ferido e danificando o prédio.
A polícia buscava dois suspeitos vistos fugindo em uma motocicleta após o atentado de terça-feira. Foi o primeiro caso de carro-bomba registrado na região da fronteira sul neste ano, segundo o jornal tailandês *The Nation*.
As províncias de Narathiwat, Pattani e Yala são habitadas majoritariamente por muçulmanos de etnia malaia e têm sido o epicentro de um conflito armado separatista desde 2004. Mais de 7.000 pessoas morreram, incluindo civis, agentes de segurança e combatentes. Esperava-se que as negociações formais entre o governo tailandês e a Barisan Revolusi Nasional — o principal grupo separatista — fossem retomadas em junho, após um aumento da violência. As negociações têm enfrentado dificuldades para resolver divergências sobre autonomia, medidas de segurança e representação política.


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