Somália e aliados fazem operações contra o al_Shabaab com excelentes resultados no combate ao jihadismo terrorista na região

 


O Exército Nacional da Somália, com o apoio de parceiros internacionais, matou 26 militantes do Al-Shabaab em uma série de ataques aéreos contra três locais na região de Shabelle Médio, no sul da Somália. 
Em um comunicado divulgado no domingo, o Ministério da Defesa informou que a operação também destruiu um veículo blindado e um caminhão-tanque de combustível utilizados pelos militantes para lançar ataques nas localidades de Cadow Jilib, Geyfo e Qordheere. "Essas operações fazem parte dos esforços contínuos das Forças Armadas Nacionais da Somália para perseguir líderes e militantes do Al-Shabaab e reduzir a capacidade do grupo de organizar e realizar ataques terroristas", acrescentou o ministério.


Forças de segurança do Quênia mataram 11 supostos militantes do Al-Shabaab e feriram outros sete em uma incursão contra um acampamento improvisado perto da fronteira entre o Quênia e a Somália, frustrando o que as autoridades descreveram como um ataque planejado a uma vila no Condado de Mandera.



Forças do governo somali afirmaram ter matado um comandante de alto escalão do Al-Shabaab durante uma operação de inteligência cuidadosamente planejada na região de Shabelle Inferior, destacando tanto a crescente sofisticação dos serviços de segurança da Somália quanto o desafio contínuo representado pelas redes arraigadas do grupo militante em todo o país. 
Em um comunicado, o Ministério da Defesa anunciou que forças do Exército Nacional da Somália realizaram a operação em 10 de julho de 2026, na vila de Hantiwadaag, onde visaram uma casa que, segundo se acredita, era utilizada por membros de alto escalão do Al-Shabaab. Segundo o ministério, a incursão resultou na morte de Abdisalaan Macallin Abuukar, descrito como um líder sênior do Al-Shabaab responsável pelo recrutamento de combatentes e pela supervisão da cobrança de extorsões impostas a civis e empresas em áreas sob influência do grupo. Autoridades informaram que a operação ocorreu após meses de coleta de informações, período em que agências de segurança monitoraram de perto os movimentos de Abuukar antes de lançar o que descreveram como um ataque preciso e cuidadosamente executado. O governo também relatou que outro militante de alto escalão, Macallin Da’uud, sofreu ferimentos graves durante a operação. As autoridades o identificaram como uma figura-chave no aparato de segurança interna e contrainteligência do Al-Shabaab, alegando que ele desempenhava um papel importante no planejamento e na coordenação de ataques contra civis e instituições governamentais. Segundo relatos de moradores locais, o Al-Shabaab sepultou o corpo de Abuukar em Hantiwadaag ainda naquele mesmo dia — um fato que o governo apontou como evidência adicional de que o comandante visado havia sido morto durante a operação. O Ministério da Defesa declarou que ambos os comandantes planejavam ataques futuros quando foram alvejados, acrescentando que a incursão faz parte de uma campanha mais ampla destinada a desmantelar a estrutura de liderança, as redes de recrutamento e as operações financeiras do Al-Shabaab.

A operação também ressalta a natureza cada vez mais orientada por inteligência da estratégia de contraterrorismo da Somália. Autoridades de segurança afirmam que a ação baseou-se em informações coletadas ao longo de um período prolongado, sugerindo que agências governamentais conseguiram infiltrar-se em elementos da rede operacional do Al-Shabaab por meio de vigilância e coleta de inteligência.

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