O presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, anunciou que o Exército está se preparando para lançar "uma ofensiva final" com o objetivo de derrotar o grupo terrorista Al-Shabaab, aliado da Al-Qaeda. O líder ressaltou que esses preparativos já estão em andamento pelas autoridades e reiterou sua proposta de anistia para os jihadistas que decidirem abandonar a organização extremista.
Durante um discurso por ocasião do 66º aniversário da independência do país, Mohamud destacou que o Executivo "tem um plano claro para acabar com o Al-Shabaab" e acrescentou que as forças somalis "lançarão uma ofensiva final para eliminar o grupo do país", conforme relatado pela agência de notícias estatal somali, SONNA.
Em seu discurso, ele instou a milícia a "encerrar a destruição do país e retornar ao convívio de seu povo e de seu governo", ao mesmo tempo em que insistiu novamente na oferta de anistia a "qualquer combatente que depuser as armas e se render às forças de segurança", uma iniciativa que ele vem defendendo nos últimos meses.
Na quinta-feira, o Ministério da Defesa da Somália informou a "eliminação" de 27 supostos membros do Al-Shabaab em uma nova série de bombardeios realizados nos dias 1º e 2 de julho, "em coordenação com parceiros internacionais", contra posições do grupo em várias partes da região de Shabelle Inferior, ao sul de Mogadíscio.
"Os bombardeios eliminaram 27 terroristas do Al-Shabaab, enquanto dezenas ficaram feridos", afirmou o Ministério, especificando também que "as operações destruíram veículos, armas, suprimentos militares e posições usadas pelo grupo terrorista para organizar e realizar ataques".
No mesmo comunicado, a pasta expressou gratidão aos aliados estrangeiros pelo "apoio contínuo no combate e na eliminação do terrorismo" e reafirmou seu "compromisso inabalável" em manter a pressão militar contra o Al-Shabaab, para que "a ameaça que ele representa para o povo da Somália seja totalmente eliminada". No início da semana, o mesmo ministério também havia relatado a morte de outros 35 supostos membros do grupo em ataques aéreos realizados "em colaboração com parceiros internacionais" na região de Shabelle Inferior, indicando que "bunkeres, depósitos de armas e abrigos" da organização foram atingidos nessas operações.
Paralelamente, o Al-Shabaab intensificou suas ações nos últimos meses, chegando a ocupar áreas ao norte da capital, Mogadíscio. Esse ressurgimento da violência levou as autoridades somalis a reforçar suas campanhas militares com o apoio de clãs, milícias locais e aliados internacionais, em consonância com a estratégia promovida pelo presidente Mohamud.



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