O jornalista e colunista Francisco Alejandro Leyva Aguilar foi executado na manhã de quarta-feira no bairro Esmeralda, em San Pablo Etla, Oaxaca. O crime ocorreu apenas sete horas depois de ele publicar uma coluna denunciando a suposta infiltração do crime organizado na administração municipal de Santa Catarina Juquila.
Segundo relatos iniciais, o jornalista estava tomando café da manhã em uma barraca de comida quando foi atacado por homens armados em uma motocicleta.
Na última parte de sua coluna, "El Zumbido del Moscardón" (O Zumbido da Mosca), publicada às 5h da manhã de quarta-feira, Leyva Aguilar revisitou declarações feitas pelo delegado do Comitê Executivo Nacional do PRI, Heliodoro Díaz Escárraga. No texto, ele alertou que as autoridades municipais de Juquila estavam em conluio com uma célula criminosa dedicada a cometer crimes como extorsão, proteção, sequestro, fraude e homicídio.
Leyva Aguilar, que atuou como diretor da Corporação de Rádio e Televisão de Oaxaca (CORTV) durante a administração do ex-governador Alejandro Murat Hinojosa, manteve-se um crítico ferrenho do atual governo estadual, liderado por Salomón Jara Cruz, destacando constantemente os altos níveis de insegurança no estado.
Após a confirmação do incidente, o governador Salomón Jara Cruz emitiu uma declaração condenando veementemente o assassinato e reconhecendo o trabalho jornalístico da vítima, enfatizando que divergências de opinião não justificam nenhum ato de violência. Ele também solicitou que a Procuradoria-Geral da República de Oaxaca (FGEO) coordenasse esforços com a Procuradoria Especial para Crimes contra a Liberdade de Expressão (FEADLE) da Procuradoria-Geral da República (FGR) para esclarecer o caso.
O Procurador-Geral do estado, Bernardo Rodríguez Alamilla, deslocou-se ao local para supervisionar as investigações iniciais e a coleta de provas por peritos forenses.

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