Em Zawiya, onde fica uma das maiores refinarias do país rico em petróleo, gangues rivais entram em confronto pelo tráfico de combustível e mercadorias comerciais para a vizinha Tunísia.
As forças de segurança da cidade de Zawiya, no oeste da Líbia, anunciaram na sexta-feira o início de uma operação de segurança em larga escala, após intensos confrontos armados que eclodiram em várias partes da cidade, com foco especial na área ao redor do complexo e refinaria de petróleo de Zawiya, uma das principais instalações do país.
A Direção de Segurança de Zawiya e a Sala de Segurança Conjunta informaram, em comunicado, que a operação foi lançada com base em mandados emitidos pela promotoria competente. A ação abrange batidas policiais, prisões e buscas, bem como o encaminhamento dos envolvidos em casos que ameaçam a segurança pública e a paz social — incluindo formação de quadrilhas, homicídio, sequestro e detenção ilegal, além de extorsão, tráfico de drogas e substâncias psicotrópicas, contrabando de pessoas e comércio de armas e munições.
Desde as primeiras horas da manhã de sexta-feira, a cidade registrou confrontos com armas pesadas entre grupos armados rivais que disputam influência. Os combates se espalharam para bairros residenciais e áreas adjacentes à refinaria, causando pânico entre os moradores, enquanto rajadas de tiros e explosões eram ouvidas intermitentemente por toda a cidade.
Fontes locais e testemunhas oculares relataram que os confrontos começaram antes do amanhecer e continuaram de forma esporádica, destacando que a área ao redor da refinaria foi um dos principais pontos críticos à medida que os combates se expandiam para incluir bairros residenciais próximos.
Em um desdobramento relacionado, a Corporação Nacional de Petróleo e a Companhia de Refino de Petróleo de Zawiya anunciaram a suspensão das operações na refinaria por precaução e a retirada de navios-tanque do porto, após a queda de projéteis em áreas operacionais do complexo petrolífero — uma medida destinada a proteger vidas e infraestrutura, bem como a limitar potenciais riscos ambientais.
A Corporação Nacional de Petróleo ressaltou que suas equipes lidaram com a situação em conformidade com os planos de emergência, evacuando trabalhadores e estudantes do instituto de petróleo — com exceção das equipes de combate a incêndio — enquanto o monitoramento das operações continuava. A empresa observou que o abastecimento de combustível para a capital, Trípoli, e áreas vizinhas não foi afetado, apesar da paralisação da refinaria.
Por sua vez, a Companhia de Refino de Petróleo de Zawiya informou que os projéteis que caíram dentro do complexo atingiram áreas operacionais sensíveis, levando à decisão de fechar completamente a refinaria e retirar os navios-tanque do porto por precaução. A empresa confirmou que suas equipes técnicas estavam trabalhando para conter a situação e evitar maiores danos.
Embora não houvesse confirmação oficial sobre as partes envolvidas nos confrontos, fontes locais relataram que os combates ocorriam entre grupos armados que disputavam influência na cidade — incluindo facções locais que buscavam o controle de áreas próximas à refinaria e seus arredores —, ao passo que as autoridades ainda não haviam emitido um comunicado definitivo sobre a identidade desses grupos.



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