Na terça-feira, o Irã alertou a Bulgária para que não permita que os EUA utilizem seu território para operações militares contra Teerã, afirmando que tal medida tornaria Sófia cúmplice do que descreveu como "agressão e crimes de guerra".
Em declarações à agência de notícias oficial IRNA, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, reagiu a relatos de que o governo búlgaro estaria analisando um pedido dos EUA para posicionar aeronaves militares na Base Aérea de Bezmer, em apoio a operações contra o Irã.
Baghaei afirmou que a Bulgária está plenamente ciente de que ataques militares dos EUA contra o Irã — descritos por ele como "uma continuação da agressão militar conjunta EUA-Israel iniciada em 28 de fevereiro" — constituem um "ato flagrante de agressão" e uma grave violação da Carta da ONU e do direito internacional.
Ele alertou que "qualquer participação ou cooperação no planejamento ou na execução desses ataques ilegais equivaleria à cumplicidade no crime de agressão e em crimes de guerra".
Expressando surpresa com declarações atribuídas ao primeiro-ministro búlgaro, Roman Radev, sobre a análise do pedido dos EUA, Baghaei disse que o simples fato de discutir tal apoio é incompatível com as obrigações jurídicas internacionais da Bulgária e com o princípio de respeito à soberania nacional.
Citando a disposição pertinente da Resolução 3314 da Assembleia Geral da ONU sobre a Definição de Agressão, ele afirmou que disponibilizar o território de um Estado para que outro Estado realize um ato de agressão contra um terceiro Estado constitui, por si só, um ato de agressão.
Baghaei instou o parlamento búlgaro a não autorizar o uso do território ou das instalações militares do país por forças dos EUA, alertando que tal medida transformaria a Bulgária em "cúmplice de agressores e criminosos".
Ele acrescentou que o Irã não hesitaria em defender seus interesses nacionais e sua segurança, e que qualquer parte que participe de uma agressão militar contra o país "deverá assumir a responsabilidade pelas consequências".


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