Pelo menos 30 pessoas foram sequestradas no fim de semana na República Centro-Africana; autoridades atribuem a ação a rebeldes do Exército de Resistência do Senhor (LRA, na sigla em inglês).
A situação de segurança na nação centro-africana — que não possui saída para o mar — melhorou desde a guerra civil ocorrida na década de 2010.
No entanto, vários movimentos rebeldes permanecem ativos nas regiões de fronteira com o Sudão, ao norte, e a República Democrática do Congo, ao sul.
"Ainda não temos o número exato, mas estima-se que sejam cerca de 30", disse Frederic Kinza, uma autoridade local na região de Bangassou, no sudeste do país.
Moradores fugiram
Kinza afirmou que os agressores "chegaram a três vilarejos para sequestrar pessoas", mas os moradores conseguiram fugir em direção a Bangassou e alertar as autoridades.
O deputado local Serge Singha Bengba e outras pessoas atribuíram ao LRA a responsabilidade pelos sequestros, ocorridos no sábado.
O LRA foi fundado em Uganda no final da década de 1980 e liderado por várias décadas por Joseph Kony, acusado de inúmeros abusos, incluindo sequestros, assassinatos e o recrutamento forçado de crianças.
O grupo rebelde foi gradualmente expulso de Uganda e expandiu suas atividades para áreas remotas de outros países da África Central, incluindo a República Centro-Africana.
Rebeldes ainda ativos
Embora enfraquecidos, os rebeldes ainda operam em algumas áreas remotas, atacando e sequestrando populações rurais de difícil proteção.
"A área de atuação do LRA está aumentando, e é a população que sofre", disse Singha Bengba.
"Se, por causa do LRA, os habitantes não conseguem mais cultivar a terra, pescar ou caçar por medo de serem sequestrados, isso é realmente preocupante", acrescentou ele, pedindo reforços de segurança nas áreas afetadas.
Outros sequestros em circunstâncias semelhantes — também atribuídos pelas autoridades locais ao LRA — foram relatados na mídia do país nos últimos meses.



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