Forças colombianas mataram seis membros de grupos armados no domingo, anunciou o presidente Abelardo de la Espriella — uma ação inicial de uma ofensiva contra o crime, poucos dias após sua posse.
O líder de extrema-direita assumiu o cargo na sexta-feira prometendo esmagar grupos criminosos que lucram com o tráfico de drogas, em meio à pior onda de violência do país sul-americano na última década.
As operações militares de domingo estão entre as primeiras do novo governo contra grupos ilegais e marcam "uma mensagem clara e poderosa a todos os bandidos", disse De la Espriella em um comunicado. "Não há onde eles possam se esconder."
O ex-advogado, conhecido por sua retórica dura, fez campanha prometendo enfrentar o "narcoterrorismo sem trégua" e encerrar as negociações de paz com grupos armados após assumir o cargo na cidade de Cali, no sudoeste do país.
Ele se comprometeu a intensificar ataques aéreos contra guerrilheiros e traficantes de drogas que operam na Colômbia e a construir mega-presídios semelhantes ao de El Salvador.
Tropas colombianas mataram no domingo quatro rebeldes de uma facção dissidente do antigo grupo guerrilheiro FARC, incluindo um comandante de escalão intermediário, em uma localidade amazônica no departamento central de Meta, disse o presidente.
Essa facção dissidente é liderada por Ivan Mordisco, o comandante guerrilheiro mais procurado da Colômbia.
O exército também matou dois membros do Clã do Golfo, o principal cartel de drogas da Colômbia, no departamento de Antioquia, no noroeste.
No sábado, dois atentados a bomba em diferentes partes do país marcaram negativamente o primeiro dia de mandato de De la Espriella, matando pelo menos um policial e ferindo várias pessoas.
O exército colombiano informou que, em um dos ataques, dissidentes da guerrilha das FARC usaram explosivos para destruir uma praça de pedágio perto de Cali, deixando dois seguranças com ferimentos leves.
Uma década após acordos de paz históricos, algumas regiões do país ainda são controladas por grupos armados dissidentes que dominam a produção global de cocaína.
O estilo combativo de De la Espriella — um líder político estreante que admira abertamente o presidente dos EUA, Donald Trump, e Nayib Bukele, de El Salvador — enfrenta agora forte oposição dos grupos guerrilheiros e traficantes de drogas que operam na Colômbia.



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