Forças de Puntland tomam acampamento controlado pelo governo em Galkayo, na Somália

 Puntland afirma ter assumido o controle de um acampamento em Galkayo após forças rivais alinhadas ao governo federal recuarem na sequência de confrontos intensos.


Forças armadas do estado semiautônomo de Puntland, na Somália, atacaram um acampamento mantido por tropas do governo federal, no mais recente episódio de tensão entre líderes regionais e o governo somali. O presidente de Puntland, Said Abdullahi Deni, declarou em uma coletiva de imprensa na quarta-feira, na capital regional Garowe, que o ataque foi "uma operação de segurança planejada" para enviar uma "mensagem clara a qualquer pessoa que atue contra o governo de Puntland".


"A operação teve como alvo um acampamento para onde o governo federal vinha transportando recentemente armas, equipamentos militares e tropas, numa tentativa de minar a segurança e a estabilidade de Puntland", alegou ele.

Deni afirmou que sua administração havia manifestado repetidamente preocupações quanto às decisões do presidente somali, mas não entrou em detalhes. "Essas ações estão perturbando a paz já frágil da Somália e, em particular, ameaçando a estabilidade de longa data de Puntland, que tem permanecido em paz há muitos anos", disse ele.

Acampamento controlado pelo governo é tomado

Forças de Puntland fortemente armadas, apoiadas por veículos militares, iniciaram uma operação na manhã de quarta-feira contra um acampamento militar próximo ao aeroporto, na zona norte da cidade de Galkayo. O acampamento era ocupado por tropas anteriormente alinhadas às autoridades de Puntland, mas cujos comandantes haviam jurado lealdade a Mogadíscio recentemente. Imagens sem data, que circulam nas redes sociais, parecem mostrar homens armados — identificados como integrantes das forças de Puntland — assumindo o controle de uma instalação militar. Não está claro onde as imagens foram gravadas. Em um breve comunicado, a polícia de Puntland informou que as forças locais "concluíram com sucesso uma operação de segurança planejada", resultando na prisão de mais de 100 pessoas.

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