Confrontos entre rebeldes Houthis apoiados pelo Irã e forças governamentais no Iêmen intensificaram-se durante a noite e avançaram pela quinta-feira, gerando receios de que a guerra civil do país possa recrudescer e abrir uma nova frente de conflito no Oriente Médio.
Pelo menos 27 combatentes houthis morreram e outros 19 ficaram feridos em combates na frente de Al-Barh, na província de Taiz (sudoeste do Iêmen), nos últimos três dias, informaram forças alinhadas ao governo na sexta-feira, enquanto tropas governamentais relatavam ter repelido uma nova ofensiva houthi na mesma frente.
"Mais de 27 membros da milícia houthi foram mortos em ataques da Resistência Nacional na frente de Al-Barh, no oeste da província de Taiz, durante os últimos três dias", noticiou a agência de notícias "2 de Dezembro", ligada a essas forças.
As Forças de Resistência Nacional são lideradas por Tareq Saleh, membro do Conselho de Liderança Presidencial do Iêmen.
Os ataques também deixaram 19 combatentes houthis feridos, informou a agência.
Vários veículos militares houthis foram incendiados ou inutilizados nos ataques, acrescentou a agência, sem especificar o número exato.
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Pelo menos um soldado do governo morreu e outro ficou gravemente ferido em confrontos com os Houthis na província montanhosa de Taiz, informaram autoridades militares iemenitas à Associated Press.
Os combates ocorreram em meio a uma série de ataques recentes dos Houthis contra áreas controladas pelo governo em todo o país. Dezenas de soldados do governo foram mortos desde a semana passada, segundo os militares iemenitas.
Os Houthis também afirmaram ter lançado outro ataque com drones contra uma refinaria de petróleo da Aramco na Arábia Saudita. Autoridades sauditas não comentaram de imediato o suposto ataque na cidade de Jazan. No fim de semana passado, os Houthis dispararam drones contra a refinaria; o Ministério de Energia da Arábia Saudita relatou um incêndio, mas nenhuma vítima.
No mês passado, os Houthis anunciaram um bloqueio à navegação saudita, ameaçando outra rota comercial importante na região.
O porta-aviões USS George Washington, baseado no Pacífico, começou a se deslocar em direção ao Oriente Médio, em meio a relatos de problemas de saúde mental e de abastecimento a bordo do USS Abraham Lincoln, que está em missão prolongada.
O Lincoln tem apoiado a campanha militar dos EUA contra o Irã, e sua missão incluiu um período recorde de permanência ininterrupta no mar, superior a 260 dias.
O Secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse a repórteres na quinta-feira que os relatos de problemas no porta-aviões foram "totalmente distorcidos".
Durante uma viagem ao Panamá, ele afirmou que as forças armadas dos EUA poderiam manter o bloqueio aos portos iranianos indefinidamente, "pois faremos o revezamento de navios, como temos feito e continuaremos a fazer".
O USS George Washington deixou o porto de Da Nang, no Vietnã, na semana passada, segundo um comunicado da Marinha. Desde então, o porta-aviões, acompanhado por um cruzador e um contratorpedeiro, foi visto atravessando o Estreito de Cingapura. Um oficial da Marinha, que falou sob condição de anonimato para fornecer detalhes sigilosos sobre a embarcação, confirmou que o Washington estava no Estreito de Malaca — que liga os oceanos Pacífico e Índico —, colocando o porta-aviões em rota para o Oceano Índico. O Wall Street Journal havia noticiado anteriormente que o Washington substituiria o Lincoln como um dos dois porta-aviões atualmente posicionados no Oriente Médio.
Essa movimentação deixaria as águas do Pacífico sem a presença de um porta-aviões dos EUA por um período indeterminado.

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