Soldados envolvidos em um confronto em Bint Jbeil, no sul do Líbano, contestam a versão oficial das FDI (Forças de Defesa de Israel) sobre o incidente, afirmando que a sequência de eventos foi diferente da descrição militar.
A contestação ocorre após as FDI anunciarem que um terrorista do Hezbollah foi morto na terça-feira durante uma busca em um prédio onde um reservista havia sido gravemente ferido na quinta-feira anterior. Durante a operação, um cão de combate da unidade Oketz foi morto.
Segundo as FDI, tropas da reserva da Brigada Yiftah (679ª), operando sob o comando da 91ª Divisão, revistaram o prédio onde o confronto anterior havia ocorrido. Durante as buscas, um terrorista do Hezbollah, que estava dentro da estrutura, abriu fogo contra as forças. As FDI informaram que as tropas revidaram imediatamente e que uma combatente da unidade Oketz matou o terrorista. Nenhum soldado israelense ficou ferido no incidente, à exceção da morte do cão de combate.
No entanto, soldados da brigada relataram ao site Ynet que os acontecimentos se desenrolaram de forma diferente. Segundo o relato deles, as forças — incluindo tropas da Oketz — cercaram o complexo e foram alvo de disparos vindos de dentro do prédio. Os tiros mataram o cão da Oketz. Durante a troca de tiros, a combatente da Oketz disparou duas vezes na direção da origem dos disparos.
Os soldados afirmaram que foram então retirados da área sob fogo inimigo; em seguida, tropas da brigada entraram no complexo e realizaram buscas. Segundo o relato, cerca de uma hora depois — quando as forças da Oketz e seus cães já haviam deixado o local —, as tropas identificaram um terrorista do Hezbollah que se rendeu e foi levado vivo para interrogatório. Eles disseram que, mais tarde, um comandante e um combatente da brigada encontraram outro terrorista do Hezbollah, que vestia um colete e portava equipamento de combate, e abriram fogo contra ele.
O relato dos soldados contradiz a declaração das FDI, que afirmava que a combatente da Oketz havia matado o terrorista do Hezbollah durante o confronto. Até o momento da publicação desta matéria, as FDI não haviam respondido às alegações dos soldados.



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