Mercenários russos do chamado "Africa Corps" abandonaram seus aliados malineses no campo de batalha durante um confronto perto de Tabrichat, no Mali, segundo a inteligência militar ucraniana (GUR).
Detalhes divulgados pela agência de inteligência de defesa da Ucrânia informam que o incidente ocorreu no início de julho, nas imediações de Tabrichat.
Grupos rebeldes locais emboscaram um comboio de combatentes russos e tropas leais à junta militar do Mali. De acordo com autoridades de inteligência, à medida que o ataque se intensificava, os mercenários russos recuaram da linha de frente, deixando seus aliados malineses para enfrentar o ataque sozinhos. A agência ucraniana acrescentou que os russos não forneceram apoio aéreo, apesar de disporem de helicópteros de ataque, como o Mi-24 e o Mi-28, bem como de drones de combate pesados Orlan posicionados na região.
O saldo do incidente foi de cerca de 60 combatentes russos mortos, dezenas de feridos e cerca de 30 feitos prisioneiros por milícias locais, segundo a HUR.
"A Rússia está usando as forças da junta malinesa como bucha de canhão para alcançar seus próprios objetivos no Mali. Os líderes do 'Africa Corps' agem como senhores de escravos, tratando os soldados da junta como servos", afirmou a HUR. A agência alegou ainda que o principal objetivo da Rússia no Mali é assumir o controle dos recursos do país — especialmente ouro e urânio — e expandir sua presença na região.
Além disso, a inteligência ucraniana relata que combatentes russos têm vendido ativamente armas ao Mali — armamentos que haviam sido entregues originalmente sob o pretexto de ajuda militar.


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