Acertos e bobagens a serem tratados nos EUA quanto ao combate ao crime organizado - Successes and Mistakes to be Addressed in the US Regarding the Fight Against Organized Crime


  Há dois pontos principais a serem tratados. A vinda de armamento pesado, principalmente fuzis de assalto e munições dos EUA para o Brasil através de containers marítimos e aéreos geralmente embutidos em cargas diversas. 

O outro ponto é a lavagem de dinheiro de organizações criminosas brasileiras em 'paraísos fiscais' nos EUA e no Caribe.


A maior asneira que pode ser dita é sobre ' a entrada de drogas sintéticas no Brasil vindas dos EUA'. Mais de 90% das drogas sintéticas, tais como ecstasy, MDMA, LSD e assemelhados vêm da Europa e não dos EUA.


A metanfetamina tem 100% de sua entrada no Brasil vinda do México. O resto é pura 'bobajada'.







Outras coisas importantes que o governo brasileiro pode tratar seria o financiamento a fundo perdido de helicópteros para as polícias estaduais e densímetros para a Polícia Rodoviária Federal , além de scanners corporais para a Polícia Federal nos grandes aeroportos.

Pelo lado dos EUA seria muito importante a abertura de escritórios da DEA -  Drug Enforcement Administration (DEA), especialmente em São Paulo, capital , e Rio de Janeiro, Manaus, além de uma capital nordestina como Fortaleza, que também têm sido porta de saída de drogas. A colaboração da DEA foi e tem sido fundamental para auxiliar os sucessivos governos da Colômbia no combate ao narcotráfico transnacional. A DEA não tem ideologia e cumpre geralmente de forma magistral sua missão de combate ao narcotráfico em colaboração com outros governos. 


O que poderia ser feito também é um convite para que delegações da DEA e do FBI viessem ao Brasil para uma temporada de um mês, pelo menos, para se aprofundarem sobre a organização e o funcionamento do PCC e do Comando Vermelho. 

A questão de nossas fronteiras com os países sul-americanos que produzem cocaína, pois maconha nunca é embarcada para os EUA e a Europa, também merecia ser objeto de atenção, pois o contingente e o equipamento da Polícia Rodoviária Federal são extremamente insuficientes. Nas polícias estaduais, o GEFRON (Grupo Especial de Segurança de Fronteira) no Mato Grosso, e o DOF (Departamento de Operações de Fronteira), no Mato Grosso do Sul, caso recebessem apoio financeiro, logístico e de ações da DEA, sua eficiência que já boa dentro de suas limitações poderia ser bastante potencializada.

Caso haja um entendimento dos dois governos sobre estes pontos e a formalização de acordos concretos o resultado pode ser muito bom. Caso contrário, não passa de 'espuma político eleitoral' para os dois governos.

There are two main points to be addressed. The arrival of heavy weaponry, mainly assault rifles and ammunition, from the US to Brazil via maritime and air containers, usually embedded in various cargoes.

The other point is the money laundering of Brazilian criminal organizations in 'tax havens' in the US and the Caribbean.

The biggest nonsense that can be said is about 'the entry of synthetic drugs into Brazil from the US'. More than 90% of synthetic drugs, such as ecstasy, MDMA, LSD and similar substances, come from Europe and not the US, and methamphetamine has 100% of its entry into Brazil coming from Mexico. The rest is pure 'nonsense'.

Other important things that the Brazilian government could address would be the non-reimbursable funding of helicopters for state police forces and densimeters for the Federal Highway Police, in addition to body scanners for the Federal Police at major airports.

From the US perspective, it would be very important to open DEA (Drug Enforcement Administration) offices, especially in São Paulo, the capital, and Rio de Janeiro, Manaus, as well as a northeastern capital like Fortaleza, which have also been an exit point for drugs. The DEA's collaboration has been and continues to be fundamental in assisting successive Colombian governments in combating transnational drug trafficking. The DEA has no ideology and generally fulfills its mission of combating drug trafficking masterfully in collaboration with other governments.

What could also be done is to invite delegations from the DEA and the FBI to come to Brazil for at least a month to learn more about the organization and functioning of the PCC and Comando Vermelho.

The issue of our borders with South American countries that produce cocaine, since marijuana is never shipped to the US and Europe, also deserves attention, as the contingent and equipment of the Federal Highway Police are extremely insufficient. In the state police forces, GEFRON (Special Border Security Group) in Mato Grosso, and DOF (Border Operations Department) in Mato Grosso do Sul, if they received financial, logistical, and operational support from the DEA, their already good efficiency within their limitations could be greatly enhanced.

If there is an understanding between the two governments on these points and the formalization of concrete agreements, the result could be very good. Otherwise, it is nothing more than 'political and electoral froth' for both governments.

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