O Equador e os Estados Unidos lançaram operações militares conjuntas visando grupos do crime organizado no país sul-americano, embora detalhes específicos sobre a localização e o alcance dessas ações permaneçam em sigilo por ambos os governos. O Comando Sul dos EUA confirmou o início das operações na noite de terça-feira, descrevendo-as como um “poderoso exemplo do compromisso dos parceiros na América Latina e no Caribe em combater o flagelo do narcoterrorismo”. Um vídeo de 30 segundos compartilhado no X mostrava um helicóptero sobrevoando pessoas no solo, mas não oferecia mais contexto geográfico.
A publicação que acompanhava o vídeo afirmava: “Estamos tomando medidas decisivas para confrontar os narcoterroristas que há muito infligem terror, violência e corrupção aos cidadãos em todo o hemisfério”, sem detalhar as especificidades da operação. Os ministérios das Relações Exteriores e da Defesa do Equador não responderam imediatamente aos pedidos de comentários, e as operações não foram mencionadas durante uma reunião informativa do secretário de Defesa dos EUA focada no Irã.
No início desta semana, o presidente equatoriano Daniel Noboa anunciou que seu governo estava iniciando ações conjuntas com parceiros internacionais como parte de uma nova fase em sua luta contra o crime organizado. O Equador está atualmente lidando com uma onda persistente de violência ligada ao tráfico de drogas e à mineração ilegal.
"O Equador exige segurança, nosso povo precisa viver em paz", afirmou Noboa, confirmando o envolvimento das forças militares e policiais no que ele chamou de operações "muito importantes".
O Equador mantém fortes colaborações de segurança com nações como os Estados Unidos, Israel e Itália. Em fevereiro, o presidente Noboa orientou o Ministério das Relações Exteriores a buscar acordos de cooperação com "nações aliadas" para facilitar o destacamento temporário de "forças especiais" para reforçar a polícia e as forças armadas equatorianas. As autoridades identificam o Equador como um centro logístico crucial no comércio global de drogas, onde a cocaína, particularmente de sua fronteira norte com a Colômbia, é estocada, armazenada e distribuída para a América Central, os Estados Unidos e a Europa.



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