O governo dos Estados Unidos deve anunciar nos próximos dias a designação dos grupos criminosos brasileiros Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas estrangeiras.
Essa classificação, segundo o portal UOL, do Grupo Folha de S.Paulo, permitiria sanções financeiras e uma cooperação internacional mais rigorosa, de acordo com os defensores da designação. Enquanto isso, alguns membros da oposição brasileira argumentam que a classificação facilita o congelamento de fundos e acelera a cooperação internacional, ao passo que o governo Lula da Silva e especialistas questionam a designação.
O Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) não seriam considerados organizações terroristas por não possuírem motivação ideológica ou política, diferentemente das organizações criminosas com fins lucrativos, segundo o governo brasileiro. Analistas do país vizinho consideram arriscado banalizar o termo e aplicá-lo indevidamente contra grupos políticos e movimentos sociais. Da mesma forma, propostas para emendar a Lei Antiterrorismo, incluindo facções e milícias, foram apresentadas no Congresso brasileiro. Advogados apontam que, se a classificação de terrorismo for adotada, os efeitos se traduziriam em penas mais severas e mudanças processuais. Tudo isso abre caminho para um debate mais amplo sobre o uso de medidas excepcionais e o papel das Forças Armadas.
Os Estados Unidos adotariam a mesma classificação usada para os cartéis latino-americanos considerados organizações terroristas, que, sob a administração Trump, já foi aplicada a grupos como o Cartel Jalisco no México e o Tren de Aragua na Venezuela. Na prática, essa classificação de organização terrorista permite que os Estados Unidos congelem ativos e cortem o acesso ao sistema financeiro do país.
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