Mulher afegã é deportada no primeiro caso do Tribunal de Remoção de Terroristas Estrangeiros dos EUA

 O Tribunal de Remoção de Terroristas Estrangeiros (*Alien Terrorist Removal Court*) foi criado em 1996, mas nunca havia sido utilizado antes do caso de Nazira Haji Zada.


Uma mulher afegã acusada de apoiar o grupo armado ISIL (ISIS) foi deportada dos Estados Unidos no primeiro caso levado a um tribunal pouco conhecido e inativo há muito tempo, criado há 30 anos para remover pessoas classificadas pelo governo como "terroristas estrangeiros".

O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) anunciou na sexta-feira que Nazira Haji Zada ​​foi deportada para o Afeganistão após comparecer ao Tribunal de Remoção de Terroristas Estrangeiros. A residente permanente legal de 47 anos, que vivia em Fort Worth, no Texas, foi presa em 2024. O Procurador-Geral dos EUA, Todd Blanche, protocolou os documentos para sua remoção em 15 de julho deste ano. Ela abriu mão de seu direito de contestar a detenção e foi posteriormente deportada para o Afeganistão.



O DOJ acusou Haji Zada ​​de ajudar a ocultar um plano inspirado pelo ISIL para um tiroteio em massa no estado americano de Oklahoma, no dia das eleições de 2024. Ela nunca foi formalmente acusada de um crime, mas seu filho, Abdullah Haji Zada, e seu genro, Nasir Ahmad Tawhedi, declararam-se culpados de acusações relacionadas.

O Tribunal de Remoção de Terroristas Estrangeiros foi criado pelo Congresso em 1996 como parte de um esforço mais amplo para combater o terrorismo internacional. Trata-se de um tribunal federal especializado dos EUA, composto por cinco juízes com mandatos escalonados de cinco anos. O tribunal permite que o governo dos EUA apresente informações sigilosas em casos nos quais a divulgação poderia ameaçar a segurança nacional, exigindo, ao mesmo tempo, um resumo não sigiloso que o tribunal considere suficiente para que o acusado prepare sua defesa. O governo deve provar, com evidências robustas, que a pessoa é um "terrorista estrangeiro".

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