Forças de Defesa de Israel rejeitam alegação de filme de que Israel matou habitantes de Gaza usando alvejamento assistido por IA

 


O correspondente militar Emanuel Fabian aborda a polêmica em torno do documentário "NAZA", a morte de comandantes do Hamas em Gaza, a instabilidade na Cisjordânia e a destruição, pelas IDF, de um complexo do Hezbollah.

Enquanto políticos israelenses criticam duramente os cineastas responsáveis ​​pelo documentário "NAZA" — que trata da suposta morte de civis em Gaza por Israel com o auxílio de IA —, Fabian discute a resposta imediata das IDF, que acusam os cineastas de fazerem alegações falsas e não verificadas.

Fabian relata ataques recentes das IDF em Gaza que mataram vários comandantes de alto escalão do Hamas, observando que tais ações recebem menos atenção atualmente do que no passado.

Fabian comenta dois incidentes ocorridos na Cisjordânia durante o fim de semana: um envolvendo um soldado fora de serviço que disparou contra palestinos que, segundo ele, atiravam pedras; e outro em que um soldado feriu um palestino a tiros durante um confronto com colonos.


Após as IDF destruírem uma instalação subterrânea do Hezbollah sob a crista de Ali Taher, no Líbano, Fabian detalha aspectos do complexo e explica por que a operação levou tanto tempo para ser realizada.

O ministro da Cultura, Miki Zohar, acusou os cineastas Yuval Abraham e Rachel Szor de traição na noite de domingo e pediu a revogação de sua cidadania, depois que o documentário deles, "NAZA" — sobre a suposta morte de civis em Gaza por Israel com auxílio de IA —, ganhou um prêmio especial do júri no Festival de Cinema de Veneza.

"O profundo ódio de si mesmos demonstrado pelos produtores, dispostos a prejudicar a própria pátria em troca de aplausos dos antissemitas do mundo, é inconcebível e constitui uma traição ao país", afirmou Zohar em um comunicado.

Ele acrescentou: "Como ministro da Cultura, agirei imediatamente para revogar a cidadania israelense desses diretores desprezíveis por traição contra o Estado".


Outros ministros israelenses também criticaram os diretores, que ganharam um Oscar em 2025 pelo filme "No Other Land", sobre a violência de colonos na Cisjordânia.

"Vocês são uma desonra e uma vergonha para todo o povo de Israel. Vão embora!", disse o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir (de extrema-direita), na rede social X.

"Tenho certeza de que seus amigos — ou seja, nossos inimigos do Hamas em Gaza — os receberão de braços abertos", continuou ele. A revogação da nacionalidade é legalmente possível em Israel, embora raramente seja aplicada.

Em 2022, a Suprema Corte decidiu que o Estado pode revogar a cidadania de pessoas que realizam ataques terroristas ou ações que constituem traição.

A lei exige que o ministro do Interior apresente o pedido de revogação, que o ministro da Justiça o aprove e que juízes o validem.

Abraham e Szor afirmam ter utilizado conversas com 24 diferentes denunciantes das forças armadas ou de inteligência de Israel, que falaram sob a condição de terem suas identidades protegidas.

Forças de Defesa de Israel (FDI) rebatem alegação "completamente falsa" incluída no filme.

Enquanto isso, no domingo, as forças armadas de Israel negaram ter planejado ou realizado, durante a guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza, qualquer ataque no qual se previsse a morte de 500 civis.

Um vídeo promocional de "NAZA" — um acrônimo em hebraico que significa "dano colateral" — mostra um suposto militar da inteligência israelense sendo questionado sobre qual foi o maior número de mortes de civis previsto e aprovado para um ataque em Gaza.

"Não sei quantos foram mortos, porque eles nunca verificam isso, mas houve uma vez uma aprovação para 500", diz o denunciante.

Em resposta a uma publicação na rede social X (abaixo) que continha o vídeo, as Forças de Defesa de Israel afirmaram que a alegação é "completamente falsa".

"As FDI nunca planejaram, aprovaram ou realizaram um ataque em Gaza no qual se previsse a morte de 500 civis ou de qualquer número próximo a esse. Tampouco surgiu, ao longo da guerra, qualquer alegação credível sugerindo que um ataque das FDI tivesse causado um número de mortes próximo a esse", declararam as forças armadas.

As FDI afirmaram que Abraham e Szor "não tinham como verificar essa alegação; não há evidências reais que a sustentem e, ainda assim, eles a publicaram".

"Além disso, nada a respeito do entrevistado — nem seu serviço, nem sua função — pode ser verificado ou confirmado de forma independente", acrescentam as forças armadas.

Já na sexta-feira, as FDI haviam declarado que "rejeitam categoricamente" as alegações feitas no filme, afirmando que as decisões sobre a seleção e a aprovação de ataques eram tomadas "apenas por pessoal humano... e não por inteligência artificial".

Nenhum comentário:

Postar um comentário