O Jama’atu Ahlis Sunna Lidda’awati Wal Jihad (JAS), popularmente conhecido como Boko Haram, desmentiu relatos de que teria firmado um acordo de cessar-fogo com o governo nigeriano, segundo informações do HumAngle.
No entanto, o jornal observou que fontes a par do assunto acreditam que "uma pequena equipe do Boko Haram pode ter concordado com a solicitação do governo sem antes obter a aprovação da liderança do grupo".
Isso ocorreu poucos dias depois de o *The New Humanitarian* noticiar que o governo nigeriano havia firmado secretamente um acordo de cessar-fogo com o grupo liderado por Bakura Doro, também conhecido como Abu Humaimah.
Três pessoas com contatos entre membros de alto escalão do Boko Haram disseram à publicação que a trégua está em vigor desde junho e deve ser prorrogada. A medida estava ligada a esforços para garantir a libertação de mais de 300 civis sequestrados em março em Ngoshe, uma comunidade na Área de Governo Local de Gwoza, no estado de Borno.
Segundo a reportagem, citada pelo *PREMIUM TIMES*, os reféns foram libertados em junho após negociações envolvendo representantes do governo, intermediários e os insurgentes. Fontes citadas pela publicação afirmaram que o acordo também incluía o pagamento de um resgate de 5 bilhões de nairas — informação que o governo negou.
O porta-voz da presidência, Bayo Onanuga, disse ao *PREMIUM TIMES* que apenas o gabinete do Conselheiro de Segurança Nacional (NSA) ou o Ministério da Defesa poderiam fornecer esclarecimentos sobre o assunto.
Um porta-voz do NSA não respondeu a um pedido de comentário.
O novo vídeo
No novo vídeo, o Sr. Abdulrahman refutou a notícia, classificando-a como "uma mentira".
O Sr. Abdulrahman, que afirmou que o grupo tomou conhecimento da alegação por meio de notícias, acusou o governo nigeriano de "enganar o público" — ciente de que a temporada eleitoral havia chegado —, embora o governo não tenha admitido qualquer acordo com o grupo terrorista.
Ele disse que o grupo está aberto a tal reconciliação, mas enfatizou que o suposto cessar-fogo não era verdadeiro.

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