Um ano após o início das ações letais da administração Trump contra supostas embarcações de contrabando de drogas, a operação militar dos EUA foi ampliada para visar grandes barcos de pesca na costa do Equador que, segundo autoridades, fornecem combustível a embarcações menores que transportam entorpecentes.
Na noite de terça-feira, as forças armadas dos EUA anunciaram a sexta operação desse tipo em duas semanas.
Especialistas afirmam que essa abordagem é mais eficaz, pois as embarcações são mais difíceis de substituir e a ação gera um impacto maior nas redes de contrabando de drogas. Um aspecto crucial é que as operações envolvem a retirada da tripulação antes da destruição dos barcos por explosão. Ataques a pequenas embarcações em alto-mar continuam ocorrendo e são amplamente considerados por especialistas e grupos de direitos humanos como execuções extrajudiciais ilegais. (New York Times)
A administração Trump apresenta esses ataques como uma iniciativa para combater o tráfico de drogas realizado por grupos criminosos — muitos dos quais foram legalmente classificados pelos EUA como organizações "terroristas". Embora tal classificação não confira às forças armadas dos EUA base legal para realizar operações contra esses grupos, "a administração Trump, ainda assim, tem enfatizado essas designações ao anunciar ações militares contra eles", observa o New York Times.
Ontem, durante uma visita ao Equador, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou o que representa uma mudança na abordagem da administração Trump para o combate ao tráfico de drogas em águas latino-americanas; ele afirmou que os EUA estão focados em trabalhar com países aliados e em conformidade com as leis locais, mas insistiu que os militares "ainda explodirão navios, se necessário".



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