Um ataque aéreo realizado pelos militares de Mianmar perto de um mercado, em território controlado por um poderoso grupo rebelde, matou pelo menos 33 pessoas e feriu outras 36 na segunda-feira, segundo informações do próprio grupo e de uma autoridade de resgate.
O ataque no estado de Rakhine, no oeste do país, foi o mais recente de uma série de ataques aéreos letais contra forças de resistência pró-democracia e grupos armados de minorias étnicas em todo o território nacional.
Mianmar vive uma situação de turbulência desde que os militares tomaram o poder do governo eleito de Aung San Suu Kyi, em 1º de fevereiro de 2021, desencadeando uma onda de oposição generalizada. Após as forças de segurança reprimirem protestos pacíficos com força letal, muitos opositores do regime militar pegaram em armas, mergulhando grandes partes do país em conflito.
O ataque de segunda-feira ocorreu no município de Kyauktaw, a cerca de 340 quilômetros a oeste de Mandalay — a segunda maior cidade do país —, segundo o Exército de Arakan, um poderoso grupo armado étnico sediado em Rakhine que controla a região de Kyauktaw. O grupo informou que um avião de caça lançou duas bombas perto de um mercado local por volta do meio-dia, matando 33 pessoas, incluindo vendedores, compradores e pedestres.
Wai Hun Aung, uma autoridade sênior de resgate em Rakhine, confirmou as baixas à agência Associated Press, citando as equipes de resgate presentes no local. Ele afirmou que o mercado era o principal centro atacadista da região, atraindo comerciantes e compradores de todo o estado.
"Este é um dos ataques aéreos mais graves em Rakhine", disse ele.
Fotos e vídeos publicados nas redes sociais mostravam prédios em chamas, veículos danificados e partes de uma ponte próxima destruídas.
Os militares não comentaram o ataque de imediato. Anteriormente, eles haviam declarado que atingem apenas alvos militares legítimos e acusaram grupos de resistência de terrorismo.


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