Dois soldados israelenses, Tamir Vaknin, 33 e Harel Birenstock, 35, morreram em uma explosão no sul do Líbano, informaram as Forças Armadas de Israel nesta quinta-feira. Essas foram as primeiras mortes de israelenses desde o início, há quase dois meses, de uma trégua instável entre Israel e o grupo militante libanês Hezbollah.
Outros quatro soldados ficaram gravemente feridos, segundo os militares. Um oficial militar israelense, que falou sob condição de anonimato em conformidade com a política do exército, disse que "uma explosão foi detonada" quando os soldados entraram em um local na vila de Majdal Zoun e que a natureza do explosivo estava sendo analisada.
A imprensa israelense havia noticiado as duas mortes no dia anterior.
O exército israelense realizou ataques na quarta-feira no sul do Líbano em resposta ao que descreveu como uma violação do cessar-fogo pelo Hezbollah e pediu aos moradores da vila de Mansouri que fugissem — o primeiro aviso desse tipo emitido por Israel no Líbano em semanas.
O Ministério da Saúde do Líbano informou que uma pessoa morreu e 12 ficaram feridas em um ataque israelense na cidade de Tebnine na quarta-feira, e outras oito ficaram feridas em ataques noturnos contra a vila de Burj al-Shemali. Disparos de artilharia também atingiram as áreas de Mansouri e Majdal Zoun, segundo a Agência Nacional de Notícias, estatal.
Não houve declaração por parte do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.
A força de manutenção da paz da ONU no sul do Líbano, conhecida como UNIFIL, informou ter registrado 113 projéteis disparados pelos militares israelenses na quarta-feira, o maior número registrado desde 21 de junho.


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