EUA : Homem que segurava bandeira do Tibet morre após atear fogo ao próprio corpo em frente a ONU

 


Um homem morreu após atear fogo ao próprio corpo enquanto segurava uma bandeira do Tibete em frente à sede das Nações Unidas, em Nova York, informou a polícia. O Departamento de Polícia de Nova York comunicou na quinta-feira que agentes que atenderam a um chamado de emergência, feito por volta das 18h30 (horário local; 22h30 GMT), encontraram um homem de 52 anos com queimaduras graves por todo o corpo.

O homem foi levado a um hospital, onde sua morte foi constatada, disse a polícia, acrescentando que uma investigação está em andamento.

Um porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou à agência de notícias AFP: "Estamos entristecidos por este incidente trágico e horrível e oferecemos nossas condolências à sua família".

A imprensa dos EUA e um ativista da causa tibetana afirmaram que o indivíduo era um militante pela causa do Tibete. A polícia não confirmou essa informação nem apontou qualquer possível motivo para o ato.

Tencho Gyatso, presidente da Campanha Internacional pelo Tibete, identificou o homem falecido como Lobga Rangzen.


"Lobga era um defensor incansável do Tibete, que se dedicou a conscientizar, de forma pacífica, sobre a crise de direitos humanos no Tibete", disse Gyatso em comunicado à AFP.

Gyatso afirmou que Rangzen havia condenado a nova "Lei sobre a Promoção da Unidade e do Progresso Étnico" da China, que, segundo Pequim, visa criar uma identidade nacional "compartilhada" entre os grupos étnicos.

Ativistas no exterior argumentam que a medida prejudicará ainda mais os direitos de minorias étnicas, como uigures e tibetanos, grupos que Pequim é acusada de perseguir.

Os Estados Unidos e a União Europeia também expressaram preocupação com a nova lei, que confere a Pequim base legal para agir, inclusive, contra pessoas fora de suas fronteiras.

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