Autoridades locais acusaram o grupo guerrilheiro ELN de realizar um ataque a uma base militar no norte da Colômbia, que deixou 12 soldados feridos. O ataque ao complexo do batalhão de infantaria local em Riohacha, capital de La Guajira, foi inicialmente relatado pelo Exército Nacional. Em um breve comunicado à imprensa, o exército condenou o ataque com morteiro que feriu os soldados e destruiu grande parte da entrada da base.
O exército afirmou ter informado “as autoridades competentes para que realizem as investigações cabíveis” e prometeu estar trabalhando “em coordenação com a Polícia Nacional e outras autoridades para garantir a segurança dos cidadãos e identificar os responsáveis pelo ataque”. Em entrevista à Rádio Caracol, o secretário de governo de La Guajira, Misael Velásquez, disse que os morteiros que danificaram a base e feriram os soldados foram disparados de um veículo estacionado entre 350 e 400 metros da base. Segundo Velásquez, “relatórios que recebemos” sugerem que o ELN realizou o ataque em retaliação à prisão de vários suspeitos de guerrilha em Riohacha e Maicao, cidade na fronteira com a Venezuela. Velásquez disse que nenhum dos soldados feridos sofreu ferimentos graves e recebeu tratamento na base e no hospital local. Há alguns ferimentos causados por estilhaços dos explosivos e também devido ao local onde estavam posicionados em serviço de guarda, mas nenhum é grave. Os feridos estão sendo tratados por médicos no batalhão e aqui no hospital de Riohacha, onde receberam atendimento, mas graças a Deus não há ferimentos graves.
Secretário de Governo de La Guajira, Misael Velásquez
O ELN não assumiu imediatamente a responsabilidade pelo ataque, que ocorreu bem fora de seus redutos nas províncias de César e Norte de Santander. O grupo guerrilheiro prometeu cessar-fogo unilateralmente entre 30 de maio e 2 de junho para evitar interferência nas eleições presidenciais que serão realizadas no domingo.


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