Trump ordena que a Marinha dos EUA "atire para matar" em qualquer embarcação iraniana que lance minas no Estreito de Ormuz

 


O presidente Donald Trump ordenou à Marinha dos EUA que "atire para matar" em qualquer embarcação iraniana que lance minas no Estreito de Ormuz, uma passagem crucial entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, por onde passa cerca de um quinto da produção global de petróleo.





 "Não deve haver hesitação", disse ele na quinta-feira, acrescentando que os navios caça-minas dos EUA continuam a limpar a hidrovia — um processo que pode levar até seis meses. Desconsiderando o controle de longa data do Irã sobre a importante passagem comercial, Trump insistiu que os EUA têm "controle total" sobre a hidrovia.


A diretiva segue a prorrogação, por Trump, do frágil cessar-fogo entre EUA e Irã no início desta semana, que foi testado na quarta-feira, quando soldados iranianos alvejaram três embarcações no Estreito antes de apreenderem duas delas. A mídia estatal iraniana identificou os dois navios apreendidos pela Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã como o MSC Francesca, com bandeira do Panamá, e o Epaminondas, com bandeira da Libéria. Um terceiro navio, o Euphoria, teria escapado da captura. A Technomar Shipping Inc., operadora grega do Epaminondas, confirmou à TIME que o navio havia sido apreendido pelas autoridades iranianas e que estavam trabalhando com parceiros regionais para resolver a situação. A TV estatal iraniana exibiu posteriormente imagens que, segundo ela, mostravam membros armados e mascarados da Guarda Revolucionária Islâmica embarcando nos navios apreendidos. O governo iraniano afirma controlar o Estreito de Ormuz e está impondo pedágios aos navios que buscam passagem segura — uma medida que Trump prometeu interromper com o bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos no Estreito.

O Comando Central dos EUA informou ter ordenado que 31 embarcações retornassem ao porto ou dessem meia-volta desde o início do bloqueio, em 13 de abril. Durante a noite, forças americanas abordaram um navio sancionado no Oceano Índico que transportava petróleo do Irã, informou o Exército na manhã de quinta-feira. “Continuaremos a intensificar a fiscalização marítima global para desmantelar redes ilícitas e interceptar embarcações que fornecem apoio material ao Irã, onde quer que operem”, dizia o comunicado. “As águas internacionais não podem ser usadas como escudo por atores sancionados. O Departamento de Guerra continuará negando a atores ilícitos e suas embarcações a liberdade de manobra no domínio marítimo.” A disputa em águas internacionais ocorre em meio ao impasse nas negociações de paz entre os EUA e o Irã. O vice-presidente J.D. Vance, que deve liderar novamente a delegação americana, deveria viajar a Islamabad, no Paquistão, esta semana para uma segunda rodada de negociações. Mas ele permanece impedido de viajar, já que Teerã ainda não confirmou se retornará à mesa de negociações, apesar do Paquistão, mediador do conflito, ter instado ambas as partes a participarem.

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