O exército nacional da Somália assumiu o controle de parte da maior cidade do estado do Sudoeste, duas semanas depois de autoridades regionais anunciarem o rompimento de relações com o governo federal na capital, Mogadíscio, disseram moradores locais. A cidade de Baidoa, capital administrativa do estado do Sudoeste, abriga forças de paz internacionais e agências humanitárias em uma área afetada por seca, conflitos e deslocamentos. Moradores disseram que confrontos entre o exército nacional e tropas leais à administração do estado do Sudoeste começaram na segunda-feira e que o exército agora controla partes da cidade, localizada a cerca de 245 km a noroeste de Mogadíscio. "As forças federais tomaram Baidoa... agora está calma... mas parece uma cidade fantasma", disse o ancião local Adan Hussein à Reuters. Um comerciante de Baidoa, Hussein Abdullahi, disse que havia tropas federais em sua parte da cidade e que elas controlavam a área.
O capitão Osman Nur, oficial do exército nacional, afirmou que a maior parte de Baidoa estava sob controle federal.
Abdullahi Haji Hassan, ministro do Interior do estado do Sudoeste, não respondeu a telefonemas e mensagens solicitando comentários.
Muitos moradores fugiram de Baidoa na última semana e algumas agências de ajuda humanitária suspenderam suas atividades, temendo que confrontos pudessem eclodir entre o exército e as forças regionais.
O Ministério da Defesa da Somália afirmou em uma publicação no Twitter que o exército estava realizando operações contra o grupo militante al-Shabaab nos arredores de Baidoa na segunda-feira, quando foi atacado por milícias armadas que, segundo relatos, recebiam ordens do líder do estado do Sudoeste.
O ministério afirmou que o exército repeliu o ataque, capturou alguns membros da milícia e manteve o controle da maior parte das áreas de onde o ataque foi lançado.



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