Mais um mercenário brasileiro morto na Ucrânia

 Sumiço do Índio Boa Morte leva Itamaraty a fazer alerta


Amigos e familiares confirmam que ele morreu, mas até agora o Itamaraty considera que o soldado brasileiro Wesley Adriano Silva, conhecido como Índio Boa Morte, está desaparecido na Ucrânia
Wesley se apresentava como CEO do Grupo Ares, de inteligência e forças especiais, que organizava um batalhão de brasileiros da Brigada Khartiia, braço da Guarda Nacional Ucraniana.

Recentemente, o presidente da Ucrânia, Volodymir Zelenski, assinou um decreto autorizando homens ucranianos de mais de 60 anos a assinar um contrato com o Exército para lutar contra a Rússia. É mais uma tentativa de enfrentar o principal problema das linhas de defesa da Ucrânia: a falta de braços. A Ucrânia faz um esforço internacional para recrutar mercenários. São iniciativas que visam lucro. Um voluntário brasileiro pode receber o equivalente a R$ 25 mil mensais, mas só se aceitar um posto na frente de batalha.


O paraense Wesley serviu ao Exército brasileiro durante 5 anos. Em sua conta no Instagram, anunciou que em abril de 2025 estava rumo a um novo desafio, na Ucrânia. Em sua última mensagem na conta, ele aparece numa trincheira em Pokrovsk, onde está concentrado um dos pontos da ofensiva de inverno da Rússia. A foto foi publicada com uma mensagem: No mundo de hoje, você mata ou morre, ou você morre e mata.

Segundo a família, Wesley teria sido morto por fogo de artilharia

As mortes de mercenários brasileiros na Ucrânia dispararam em 2025. Foram 12 mortes confirmadas e 34 desaparecidos. Desde o início do conflito, pela contagem do Itamaraty, são 23 brasileiros mortos e 44 desaparecidos na guerra. Na semana que passou, o Itamaraty fez um alerta extraordinário aos mercenários, dizendo que o Estado brasileiro não tem a obrigação de custear a viagem de volta e que os soldados da fortuna podem ser processados ao retornar ao Brasil.

Brigada Khartiia

A Brigada Khartiia faz um esforço internacional de recrutamento através das redes sociais, especialmente na Colômbia. Depois da morte de Wesley, o perfil do Grupo Ares anunciou que estava suspendendo o recrutamento.

Sem vínculo?

Na nota, informa que os sargentos Renascido, Bigode, Nikolai, C3 e Índio “não são responsáveis ou vinculados a qualquer processo de recrutamento, formal ou informal”. No perfil, no entanto, até sábado, 14, ainda estava disponível um botão para tratar de recrutamento. Além de ofertas em dinheiro fantasiosas, há o relato de que soldados da Ucrânia são mandados contra a vontade para o front.

 Tailon Ruppenthal

No ano passado, o veterano Tailon Ruppenthal, de 41 anos, que serviu no Haiti, morreu na região de Kharkiv. O gaúcho era operador de drones e não foi para a Ucrânia com o objetivo de fazer combate pessoal. Uma das prioridades da Rússia na guerra, no entanto, é caçar com seus próprios drones os operadores de drone que ficam na retaguarda das forças ucranianas.

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