A Força Aérea Brasileira está monitorando de perto o roubo de peças de aeronaves militares brasileiras na Itália.

 


Enquanto a Procuradoria de Roma e a Procuradoria Militar italiana investigam o desaparecimento, entre 2021 e 2023, de aproximadamente 2.500 componentes destinados a aeronaves militares, incluindo caças Panavia Tornado e AMX, bem como Lockheed C-130 Hercules, pertencentes à Força Aérea Italiana, na Base Aérea de Brindisi, a Força Aérea Brasileira acompanha de perto o caso.

Atualmente, uma dúzia de pessoas está sob investigação na Itália, incluindo oficiais de alta patente da divisão de logística da Força Aérea Italiana, generais e executivos ligados à GE Avio, subsidiária da GE Aerospace responsável pela manutenção de aeronaves militares na Itália. Embora não haja indícios de que componentes dos modelos mencionados já tenham chegado ao Brasil (apesar de Brindisi ser o local de onde os raríssimos motores Spey do AMX eram mantidos e gerenciados), a Força Aérea Brasileira informou estar em alerta e pronta para cooperar com quaisquer solicitações das autoridades italianas.

O Brasil possui menos de meia dúzia de AMX/A1 em serviço, que serão desativados em 18 meses. Essas aeronaves receberam recentemente peças de reposição, oficialmente adquiridas até o momento (os motores sendo o componente mais crítico), de aeronaves italianas, enquanto os aviões Hércules (alguns adquiridos décadas atrás da Itália) já foram desativados. Quanto ao Panavia Tornado, nenhum país das Américas jamais o utilizou.


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