Autoridades proíbem importações postais para impedir que rebeldes transformem drones comerciais em armas com explosivos improvisados após 8.000 ataques em 2025
O governo colombiano anunciou na quinta-feira uma repressão drástica às importações de drones, após um ano de ataques aéreos. A medida visa desmantelar a cadeia de suprimentos usada por grupos guerrilheiros para transformar tecnologia comercial em armas para fins bélicos. Para eliminar as brechas de segurança que permitiram a entrada de dispositivos não rastreáveis no país, o Ministério da Defesa e a Diretoria de Impostos e Alfândegas implementaram uma resolução que proíbe a entrada de drones via correio, entrega expressa ou transportadoras internacionais e limita as importações comerciais a dois pontos alfandegários autorizados: o Aeroporto El Dorado, em Bogotá, e o Porto de Cartagena. Os viajantes devem declarar formalmente quaisquer drones na chegada, e todos os importadores devem fornecer documentação prévia para garantir a rastreabilidade completa.
As autoridades identificaram que a facilidade de encomendar drones online é uma das principais "lacunas" na defesa nacional. Ao canalizar as entradas legais por meio de dois centros de alta segurança, o governo espera "neutralizar a ameaça terrorista" e fortalecer o controle institucional do espaço aéreo colombiano. O Ministro da Defesa, Pedro Sánchez, relatou que organizações criminosas, incluindo dissidentes do ELN e das FARC, aperfeiçoaram a arte de equipar drones comerciais com explosivos improvisados.
Em 2025, grupos guerrilheiros lançaram mais de 8.000 ataques com drones na Colômbia, marcando uma mudança tática no conflito interno. Os ataques, que tiveram como alvo postos militares e civis, causaram 20 mortes e deixaram 297 feridos. Sánchez enfatizou que os rebeldes estão frequentemente utilizando drones "kamikaze" e "bombardeiros", muitas vezes modelos comerciais modificados, para contornar as defesas terrestres tradicionais, criando um risco crítico e sem precedentes para a segurança nacional.



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