As forças armadas dos EUA informaram, na terça-feira, que cinco pessoas morreram em um ataque a uma embarcação no Pacífico Oriental. O episódio é o mais recente de uma série de ações que Washington descreve como voltadas contra "narcoterroristas", mas que especialistas em direitos humanos condenam como execuções extrajudiciais.
O Comando Sul dos EUA declarou, na rede social X, que "realizou um ataque letal contra uma lancha rápida que operava ao longo de rotas de narcotráfico estabelecidas no Pacífico Oriental".
O comando mencionou o que chamou de "inteligência confirmada" para alegar que a embarcação estava ativamente envolvida no tráfico de drogas, sem fornecer mais detalhes.
Foi confirmado que cinco pessoas morreram, sendo descritas pelo comando como "narcoterroristas".
A administração do presidente Donald Trump afirmou que as embarcações atingidas desde setembro de 2025 transportavam entorpecentes.
Ações militares dos EUA contra esse tipo de embarcação no Caribe e no Pacífico Oriental já resultaram na morte de mais de 230 pessoas.
Organizações como a Human Rights Watch, a Anistia Internacional e especialistas independentes da ONU classificaram os ataques como execuções extrajudiciais ilegais. Por sua vez, a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) descreveu as alegações feitas pela administração Trump contra os alvos dessas operações como "afirmações infundadas, destinadas a incutir medo".

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