O Executivo da Somália informou que iniciou uma investigação em razão da divulgação nas redes sociais de um vídeo em que aparecem militares somalis torturando um suposto integrante do grupo jihadista Al Shabaab, preso durante as recentes operações das forças de segurança contra esta organização extremista vinculada à Al Qaeda.
Em uma nota divulgada em suas contas oficiais, o Ministério da Defesa somali sublinhou que o Exército já iniciou uma "investigação preliminar" sobre "membros das Forças Armadas que circularam nas redes sociais um vídeo mostrando abusos a um detido durante uma operação contra milicianos do Al Shabaab".
Nas imagens que geraram forte indignação pública, vários soldados do governo aparecem abusando de um detido que está deitado no chão, com um saco plástico na cabeça enquanto sofre sufocamento e violência física.
O departamento ressaltou que "tal conduta, e qualquer ato similar, contraria claramente a Constituição da Somália, o Código de Conduta das Forças Armadas da Somália, o regulamento militar e o Direito Internacional", e lançou um aviso aos militares para que se abstenham de "participar desse tipo de condutas".
Além disso, insistiu que "serão tomadas medidas disciplinares militares e legais firmes contra quem for encontrado culpado de violar a Constituição, o Direito Internacional, os direitos dos detidos ou os Direitos Humanos".
O Ministério também lembrou que "todas as pessoas privadas de liberdade devem ser tratadas com humanidade e protegidas da violência, do abuso e dos tratamentos degradantes", em alusão às imagens do vídeo, onde se observa um preso deitado no chão, com um saco plástico cobrindo-lhe a cabeça, enquanto é objeto de abusos por parte de vários soldados.
Nos últimos meses, o grupo terrorista intensificou seus ataques e chegou a assumir o controle de áreas situadas ao norte de Mogadíscio, apesar do reforço das operações militares por parte das autoridades, que contam com o apoio de clãs e milícias locais dentro do plano impulsionado pelo presidente somali, Hasán Sheij Mohamud.
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