História : Cachorros pretos foram exterminados no Haiti por causa de um boato

 


François Duvalier foi um dos ditadores mais infames do século 20. Estima-se que mais de 30 mil haitianos tenham sido mortos pelos regimes dele e de seu filho, Jean Claude, que o sucedeu.

Mas, em dado momento, não eram só os humanos que viviam sob um reino de terror. O verão de 1963 foi o pior momento para ser um cachorro preto no Haiti


Durante o período de afastamento, o comando do país ficou a cargo de Clément Barbot, homem de confiança de Duvalier e o grande líder do Tonton Macoute. Não deu muito certo.

Em sua busca insana, os tontons macoutes encontraram a casa onde Barbot escondia armas e munição. Destruíram tudo, afugentando um cachorro preto que saiu lá de dentro.

Rumores ganharam força. Eles tinham vasculhado toda Porto Príncipe, torturado e executado pessoas que pudessem indicar seu paradeiro, feito de tudo, do nominável e do inominável.

Só que nada de acharem o homem. E se aquele cachorro fosse Barbot metamorfoseado?

Enquanto Barbot não aparecia, os soldados de Duvalier começaram a exterminar cachorros pretos. Não se sabe quantos animais morreram no episódio, mas foram muitos.

Inúmeros cachorros pretos pagaram o preço, remetendo a outros tempos e paisagens, quando cães podiam ser vistos como encarnações do demônio. Na época, jornais internacionais disseram que o boato se espalhou por causa das crendices do vodu haitiano.

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