Conheça um projeto militar ultra secreto dos EUA de uma arma de destruição em massa elaborado entre o fim da década de 50 e meados da década de 60 - O Projeto Pluto


 O Projeto Pluto foi um programa militar ultra-secreto dos Estados Unidos desenvolvido no final da década de 1950, com o objetivo de criar uma arma apocalíptica da Guerra Fria: um míssil de cruzeiro supersônico movido a energia nuclear. Projetado para voar de forma autônoma por semanas a fio, o projeto foi cancelado por ser considerado perigoso e provocativo demais, ganhando a reputação de ser o "míssil mais insano já construído"

 O Conceito: SLAM (Míssil Supersônico de Baixa Altitude)







O objetivo do Projeto Pluto era alimentar o veículo conhecido como SLAM (Supersonic Low Altitude Missile). A ideia central eliminava os combustíveis químicos tradicionais e os substituía por um estatorreator nuclear (ramjet): 

Como funcionava: O míssil seria lançado ao céu por foguetes convencionais. Ao atingir a velocidade necessária, o motor ramjet começaria a aspirar o ar da atmosfera. Esse ar passaria diretamente por um reator nuclear sem blindagem, sendo superaquecido instantaneamente e expelido para gerar um empuxo violento.

Velocidade e Alcance: O SLAM voaria a Mach 3 (cerca de 3.700 km/h) a uma altitude de apenas 150 metros do chão. Impulsionado pelo calor nuclear contínuo, ele teria um alcance estimado de mais de 180.000 quilômetros (capaz de dar mais de quatro voltas na Terra). 

☢️ As Três Formas de Destruição


O Projeto Pluto era uma máquina de destruição em massa desenhada para causar estragos mesmo antes de disparar suas armas: 

Chuva de Radiação: O reator nuclear não possuía blindagem. Consequentemente, o motor deixava um rastro contínuo de exaustão e poeira altamente radioativa por onde passava, contaminando vastas extensões de terra. 

Onda de Choque Sônica: Voando a Mach 3 e a baixíssima altitude, o estrondo sônico gerado pela aeronave seria forte o suficiente para destruir prédios e romper os tímpanos (ou até matar) pessoas no solo apenas com sua passagem.

Bombardeio Múltiplo: Ao longo de seu trajeto infinito, o míssil ejetaria sucessivas bombas de hidrogênio (termonucleares) em múltiplos alvos. Por fim, ele arremessaria a si mesmo contra um alvo final, detonando sua própria ogiva. 

Testes e Cancelamento


O projeto foi liderado pelo Laboratório de Radiação Lawrence (atual LLNL) e realizou testes estáticos de motores de codinome Tory II-A e Tory II-C no deserto de Nevada. Embora os motores tenham provado funcionar com sucesso, o Pentágono cancelou abruptamente o projeto em 1º de julho de 1964 devido a graves impasses: 

Falta de segurança nos testes: Era impossível testar o míssil em voo livre sem contaminar o próprio território americano ou os oceanos.

Risco de retaliação: A existência de tal arma incitaria a União Soviética a construir algo idêntico, criando um cenário de destruição mútua incontrolável. 

A ascensão dos ICBMs: 

Os Mísseis Balísticos Intercontinentais convencionais tornaram-se mais rápidos, baratos e politicamente mais viáveis, tornando o Pluto obsoleto. 

O custo final do programa ultrapassou os 260 milhões de dólares na época (equivalente a bilhões de dólares em valores corrigidos)

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