O Gabinete do Governador de Antioquia ofereceu a substancial quantia por informações que levem à captura da mulher conhecida pelo codinome 'Samantha', a assessora de comunicação da 4ª Frente dissidente das FARC.
A mulher conhecida pelo codinome 'Samantha', a chamada "chefe de imprensa" da 4ª Frente dissidente das FARC, está no radar das autoridades. Sua última aparição, na qual leu uma declaração reivindicando a responsabilidade pelo massacre de quatro pessoas em Remedios, esgotou a paciência do Gabinete do Governador de Antioquia.
Por esse motivo, ofereceram uma recompensa de até 100 milhões de pesos por informações que levem à sua captura.
Esta não é a primeira vez que ela aparece como a figura pública dessa frente, que atende pelo codinome 'Calarcá'. Em 12 de março, realizaram uma incursão armada contra o Clã do Golfo na aldeia de Puerto López, em El Bagre. Lá, além de assassinarem duas pessoas, sequestraram duas adolescentes, de 14 e 15 anos, acusando-as de serem colaboradoras dos “paramilitares”.
Dois dias depois, a organização criminosa divulgou um vídeo no qual reconhecia o sequestro. A pessoa que lia a mensagem, com um celular na mão e um fuzil a tiracolo, era “Samantha”. Mas o mais ultrajante, segundo as autoridades, foi o que fizeram depois. Forçaram as jovens a aparecerem e dizerem que estavam bem de saúde. Fontes militares disseram à Rede de Notícias Teleantioquia que a chamada “chefe de imprensa” não só dirigiu a declaração como também gravou as menores.
Em 9 de junho, ela reapareceu, desta vez justificando o massacre sangrento perpetrado no sábado anterior na aldeia de Las Camélias, em Remedios. Lá, ele acusou as quatro vítimas de serem colaboradoras do Clã do Golfo. Ele chegou a afirmar que duas armas e rádios de comunicação foram encontrados com elas, informação negada pelas famílias das vítimas. Isso é o que se sabe sobre Samantha, a assessora de imprensa da 4ª Frente dos dissidentes das FARC.
Segundo informações apuradas pelas autoridades, Samantha, além de suas funções de comunicação na 4ª Frente dos dissidentes das FARC, também atua como enfermeira dentro da mesma organização. Aliás, esse é o seu segundo pseudônimo: "a Enfermeira". Devido à sua estreita relação com John Fiera, ela teria se tornado a figura pública da organização criminosa que opera nas regiões de Bajo Cauca e Nordeste de Antioquia. A inteligência militar suspeita que o líder tomou essa decisão por causa de sua beleza física e só a utiliza quando ações armadas geram controvérsia na mídia.
Sabe-se que ela foi recrutada há cinco anos, embora não se saiba onde ou por que ingressou na organização. A verdade é que, para as autoridades, ela se tornou um alvo de alto valor, embora não tenha antecedentes criminais como ‘Jhon Fiera’, também conhecido como ‘Chuzo’ ou ‘Veneco’, que, por hierarquia, estão acima dela.



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