147 pessoas foram mortas em um ataque realizado na quinta-feira por homens armados do Al-Shabaab na Faculdade Universitária de Garissa, perto da fronteira com a Somália.
O Centro Nacional de Operações de Desastres do Quênia informou que a maioria das vítimas eram estudantes, além de dois policiais e um soldado. Este é o ataque mais sangrento realizado por extremistas somalis do Al-Shabaab no Quênia.
A polícia queniana divulgou na quinta-feira uma foto de Mohamed Kuno, líder do Al-Shabaab na região de Lower Juba, no sul da Somália, que eles acreditam ser o responsável pelo ataque. A polícia anunciou uma recompensa de 54.350 dólares pela prisão de Kuno.
Mais cedo, a polícia e testemunhas disseram que um grupo de pelo menos 5 homens armados e mascarados invadiu a Faculdade Universitária de Garissa vindos de uma mesquita próxima. Eles mataram dois vigias e atiraram contra estudantes durante as orações da manhã. Os militantes trocaram tiros com os guardas da escola nos dormitórios estudantis durante horas. Vários estudantes escaparam ilesos do ataque.
O embaixador dos EUA no Quênia, Robert Godec, condenou veementemente o ataque hediondo do Al-Shabaab, que reforça mais uma vez a necessidade de todos os países e comunidades se unirem para combater o extremismo violento. No mesmo dia, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o "ataque terrorista", ofereceu condolências às famílias das vítimas e expressou sua solidariedade ao povo e ao governo quenianos.
A Casa Branca afirmou que os EUA condenam nos termos mais fortes o ataque terrorista de quinta-feira contra os jovens inocentes da Universidade de Garissa. A Índia manifestou sua indignação com o ataque desprezível e transmitiu suas condolências às famílias dos mortos e feridos. A Nigéria, que luta contra os extremistas do Boko Haram, também expressou sua condenação. De acordo com o gabinete do presidente nigeriano, tais atos de violência desprezíveis e bárbaros não têm lugar em nenhuma sociedade civilizada.




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