Confrontos armados na cidade de Al-Zawiya, no oeste da Líbia, deixaram pelo menos três mortos e vários feridos, segundo relatos da mídia local líbia, em meio à retomada da violência entre grupos armados rivais na cidade costeira. Os últimos confrontos começaram na noite de quinta-feira, após a morte de Mohamed Aribi, supostamente membro do grupo armado "77", perto do cruzamento de Al-Daman, em Al-Zawiya. O tiroteio desencadeou confrontos retaliatórios rápidos que se espalharam rapidamente para áreas ao redor da rodovia costeira, aumentando os temores de maior instabilidade no oeste da Líbia. Relatórios locais indicam que intensos tiroteios e mobilização armada foram registrados em vários bairros, à medida que as tensões se intensificavam em uma cidade que já sofre com frequentes distúrbios de segurança e crescente anarquia.
Al-Zawiya tem testemunhado repetidos surtos de violência nas últimas semanas, incluindo assassinatos, tiroteios e confrontos entre milícias rivais que disputam influência e controle territorial. A deterioração da situação de segurança alimentou a raiva e a preocupação pública entre os moradores, particularmente após uma série de incidentes mortais contra jovens na cidade. De acordo com veículos de comunicação líbios, pelo menos cinco jovens foram mortos em incidentes separados apenas na última semana, o que provocou cortejos fúnebres em massa e renovou os apelos dos moradores para que as autoridades restabeleçam a ordem e impeçam mais derramamento de sangue.
A Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia alertou para a escalada contínua em Al-Zawiya e instou todas as partes a exercerem moderação. A missão enfatizou a importância de proteger os civis e evitar ações que possam desencadear um colapso de segurança mais amplo na região. Al-Zawiya, que abriga uma das principais refinarias de petróleo da Líbia, tornou-se frequentemente um ponto crítico para confrontos armados. Confrontos violentos perto da refinaria também foram relatados em maio, destacando as frágeis condições de segurança que continuam a afetar áreas estratégicas em todo o oeste da Líbia.


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