México : O coletivo 'Searching Mothers' localizou mais um campo de extermínio do Cartel Jalisco Nova Geração em Lagos de Moreno, Jalisco; há mais de 16 sepulturas com restos humanos carbonizados.

 


Esta nova descoberta expõe ainda mais a crise de desaparecimentos no oeste do México. Os coletivos Searching Mothers localizaram uma propriedade usada como centro de treinamento e crematório clandestino pelo Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) no município de Lagos de Moreno, Jalisco.

A localização do local foi confirmada neste domingo nas redes sociais por Ceci Flores, fundadora do coletivo Searching Mothers de Sonora, que viajou ao estado para prestar apoio às brigadas locais.

Por meio de sua conta no X (antigo Twitter), a ativista compartilhou um vídeo gravado diretamente do local, mostrando inúmeros fragmentos de ossos, cinzas e pneus usados ​​para acelerar a combustão. Flores descreveu com clareza as condições em que encontraram o local de extermínio:

“Como vocês podem ver, este é o crematório. Está cheio de restos carbonizados. Nem demos tempo para que os removessem; ainda estava fumegando quando chegamos, ainda dá para sentir o cheiro. Aqui está um crânio. É realmente chocante; para uma mãe, encontrar um lugar assim é terrível”, relatou, visivelmente emocionada.


Na mensagem que acompanha a gravação, a defensora dos direitos humanos detalhou que mais de 16 valas comuns contendo restos humanos carbonizados foram descobertas na propriedade. “Fico feliz que muitos tenham voltado para casa, mas a forma como aconteceu me dói”, expressou.



Devido à vasta extensão da propriedade e à complexidade do processamento das evidências, as mães que procuram por seus entes queridos desaparecidos fizeram um apelo urgente às forças de segurança estaduais e federais. Seu objetivo é garantir a proteção do perímetro e permitir que elas auxiliem no trabalho enquanto especialistas oficiais coletam formalmente as evidências. “Este lugar em Lagos de Moreno é um cenário de terror. Não sabemos quantos dias ficaremos aqui; é uma propriedade muito grande. Esperamos que as autoridades nos apoiem e nos permitam participar”, acrescentou o ativista.

Até o momento, nenhuma agência do Governo do Estado de Jalisco, da Procuradoria-Geral do Estado ou do Governo Federal emitiu um comunicado público sobre essa descoberta. Tampouco foi divulgado um número ou estimativa oficial sobre quantas vítimas podem ter sido incineradas nesse complexo criminoso, que operava sob o controle da organização criminosa em uma das regiões mais afetadas pela violência.

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