Rebeldes das Forças Democráticas Aliadas (ADF) mataram pelo menos 87 civis em ataques separados em aldeias na província de Ituri, no leste da República Democrática do Congo, em março, informou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) nesta sexta-feira.
Os ataques no território de Mambasa afetaram principalmente as zonas de saúde de Nia-nia e Lolwa, disse a OCHA em um relatório mensal. Além das mortes, os ataques levaram ao deslocamento de mais de 60.000 pessoas para outras localidades no território de Mambasa consideradas seguras, bem como para a província vizinha de Tshopo. Os setores de educação e saúde também foram afetados, com o fechamento de 23 escolas, impactando a escolaridade de mais de 5.400 crianças, informou a OCHA. “Nove unidades de saúde também fecharam, privando mais de 55.000 pessoas do acesso a cuidados médicos”, acrescentou.
Os militares disseram que medidas de segurança foram implementadas desde então, facilitando o resgate de cerca de 200 reféns durante operações de combate realizadas pelas tropas congolesas e ugandesas no início de abril.
No mês passado, os militares congoleses disseram que quatro redutos das ADF, incluindo seu quartel-general localizado no território de Mambasa, situado a 165 quilômetros (102 milhas) de Bunia, capital da província de Ituri, no nordeste do Congo, foram destruídos pelas forças da coalizão.
Afirmaram que quatro oficiais das ADF foram mortos durante uma ofensiva, incluindo o médico particular do líder do grupo, Moussa Bakulu.
O grupo rebelde, que atua no leste do Congo há anos, é afiliado à organização militante ISIS (Daesh).



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