Em uma operação internacional, o contra-almirante Fernando Farías Laguna, da Marinha Mexicana (SEMAR), foi preso. Ele é considerado a figura central de uma sofisticada rede de contrabando de hidrocarbonetos. A notícia foi confirmada pelo chefe da Secretaria de Segurança e Proteção Cidadã (SSPC), Omar García Harfuch, que afirmou que o comandante naval era um alvo prioritário da justiça mexicana.
Farías Laguna, que estava foragido desde novembro passado, foi localizado em Buenos Aires. No momento de sua prisão, o almirante — sobrinho do ex-secretário da SEMAR, Rafael Ojeda — portava documentos falsificados, especificamente um passaporte guatemalteco, numa tentativa de evitar a identificação.
A rede liderada por Farías Laguna operava sob um esquema de "furto fiscal de combustível", que consistia na entrada ilegal de hidrocarbonetos dos Estados Unidos em território mexicano. A estratégia para fraudar o Estado consistia em:
O combustível era registrado como "aditivos" químicos.
Ao não ser declarado como hidrocarbonetos, a rede evitava o pagamento do Imposto Especial sobre Produção e Serviços (IEPS).
Empresários, diversos funcionários públicos e familiares diretos, como seu irmão Manuel Roberto, que já está sob custódia, supostamente estavam envolvidos na rede.
O contra-almirante era procurado por acusações de crime organizado com o objetivo de cometer delitos relacionados a hidrocarbonetos. Sua condição de foragido foi confirmada após ele não comparecer à sua audiência inicial agendada no Centro Federal de Justiça Criminal em Almoloya de Juárez, Estado do México.
"O oficial foi identificado como o líder desta rede de contrabando, da qual participavam funcionários de outras agências e empresários", declarou García Harfuch por meio de seus canais oficiais.
Após sua prisão para fins de extradição, as autoridades argentinas realizarão uma audiência de identificação para verificar a identidade do detido e formalizar os procedimentos legais. Assim que esse processo for concluído, Farías Laguna será entregue às autoridades mexicanas para ser julgado na prisão de segurança máxima de Altiplano, onde será determinada sua responsabilidade pelo desfalque multimilionário de fundos públicos.


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