As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram um ataque aéreo contra posições do grupo Al‑Shabaab na Somália, inserido em uma aceleração das operações militares norte‑americanas no país ao longo de 2026, de acordo com informações divulgadas pelo Comando da África dos Estados Unidos (AFRICOM).
Segundo dados oficiais, desde 1º de janeiro de 2026 os EUA executaram 23 ataques aéreos em território somali, visando tanto o Al‑Shabaab quanto células associadas ao Estado Islâmico (ISIS). A porta‑voz do AFRICOM, major Mahalia Frost, confirmou à agência AFP que esses bombardeios “também incluem ataques contra o Al‑Shabaab”.
No mesmo quadro, o AFRICOM indicou que, em 27 de janeiro de 2026, forças norte‑americanas realizaram ataques aéreos “nas imediações de Godane, a cerca de 60 quilômetros a nordeste de Mogadíscio”. A nota oficial não especificou quantas incursões foram realizadas nem apresentou uma avaliação oficial de baixas.
Embora não tenha existido um anúncio formal de Washington sobre esta ação - o que impede confirmar com certeza o sistema de armas utilizado -, admite‑se que o ataque possa ter sido conduzido com drones MQ‑1 “Predator”, armados com mísseis AGM‑114 Hellfire. Outra possibilidade apontada é o uso do MQ‑9 “Reaper”, uma plataforma mais recente e mais capaz que o Predator.
Um elemento frequentemente sublinhado em operações desse tipo é o esforço declarado para reduzir danos colaterais, através de coleta prévia de informações e validação de alvos. Ainda assim, a ausência de uma avaliação pública de baixas neste caso mantém em aberto questões sobre o impacto no terreno e sobre a eficácia imediata do ataque na degradação das capacidades do Al‑Shabaab.

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