Homens armados mataram pelo menos 29 pessoas em um ataque a uma aldeia no estado de Adamawa, no nordeste da Nigéria, segundo autoridades locais. O grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do ataque, sem especificar sua motivação.
Autoridades e moradores locais afirmam que os militantes invadiram um campo de futebol onde pessoas estavam reunidas e abriram fogo indiscriminadamente, antes de incendiar casas, locais de culto e motocicletas.
O governador do estado, Ahmadu Umaru Fintiri, compartilhou fotos de sua chegada ao local, descrevendo o ataque como uma "afronta à nossa humanidade". A assessoria de imprensa do governador informou que o ataque durou várias horas em Guyaku, uma aldeia na área do governo local de Gombi. Ao avaliar os danos na área, o porta-voz do governador escreveu no Facebook que "o clima na comunidade permanece tenso, com luto e medo evidentes".
Muitas famílias "abandonaram suas casas por receio de novos ataques", acrescentou o porta-voz. Fintiri publicou no X: "Estamos intensificando imediatamente as operações de segurança para restaurar a paz e garantir que todos os residentes se sintam seguros em suas casas novamente." A região instável na fronteira com Camarões tem sofrido repetidos ataques de gangues criminosas locais e afiliados do Estado Islâmico nos últimos anos. No início deste mês, quase 400 pessoas foram condenadas em julgamentos coletivos por seus vínculos com os grupos militantes islâmicos Boko Haram e seu grupo rival dissidente, o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (Iswap).
Em 2009, o Boko Haram lançou uma insurgência no nordeste da Nigéria, resultando na morte de dezenas de milhares de pessoas e no deslocamento de mais de dois milhões nos anos seguintes, de acordo com grupos de ajuda humanitária.
O conflito jihadista se espalhou para os países vizinhos Níger, Chade e Camarões. O governo nigeriano está sob intensa pressão para conter a crescente insegurança na nação mais populosa da África, que também tem sido alvo de escrutínio internacional antes das eleições gerais do país em janeiro. No final do ano passado, os EUA lançaram ataques "poderosos e mortais" contra militantes ligados ao Estado Islâmico no noroeste da Nigéria.




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