Conflito no Oriente Médio se intensifica após Irã atingir petroleiro em Dubai

 Os combates no Oriente Médio se intensificaram em múltiplas frentes na terça-feira, com a região acordando para a possibilidade de um vazamento de petróleo após um ataque a um petroleiro kuwaitiano totalmente carregado em águas de Dubai.



O petroleiro, Al Salmi, que estava atracado no porto dos Emirados Árabes Unidos, pegou fogo após ser atacado por forças iranianas por volta das 00h10, informou a Kuwait Petroleum Corporation. Equipes de emergência e bombeiros foram acionadas para ajudar a controlar a situação.

A crescente incerteza após o incidente abalou os mercados de energia, com o preço médio do galão de gasolina nos Estados Unidos ultrapassando US$ 4 pela primeira vez em quase quatro anos.

Bahrein, Arábia Saudita e Catar também relataram interceptações de ataques durante a noite.



No Irã, uma onda de ataques militares abalou o país nas últimas 24 horas, com a agência de notícias ISNA relatando um ataque à cidade de Mahallat, na província de Markazi, na segunda-feira, que teria matado 11 pessoas e ferido 15.

A Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano disse que seus trabalhadores humanitários lançaram operações de resgate na capital, Teerã, e na cidade de Zanjan, no noroeste do país.



Em Israel, oito pessoas ficaram feridas em meio ao ataque de mísseis do Irã no centro de Israel, informou o The Times of Israel na terça-feira. Ataques também foram relatados em Bnei Brak, Ramat Gan e Petah Tikva, com imagens mostrando carros em chamas.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, alertou o Irã sobre as consequências do fechamento do Estreito de Ormuz durante uma entrevista à Al Jazeera.

Ele disse que a comunicação indireta entre Teerã e Washington continua por meio de intermediários e que o presidente Donald Trump "sempre prefere a diplomacia".

Em entrevista à emissora americana Newsmax, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não estabeleceu um prazo para o fim da guerra, mas afirmou que a missão está na metade.



No Líbano e em outros países, a indignação tomou conta do país após a morte de três soldados indonésios da força de paz na segunda-feira.

Os soldados faziam parte do contingente indonésio destacado sob a Força Interina das Nações Unidas no Líbano. A França solicitou uma reunião de emergência da ONU na terça-feira.

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