O Hezbollah anunciou ter realizado uma série de operações militares em larga escala contra forças agressoras israelenses, incluindo ataques com mísseis, drones e artilharia, além da destruição de veículos blindados. As ações ocorreram ao longo de quarta-feira (25) e envolveram múltiplos pontos de confronto, sobretudo no sul do Líbano e em áreas próximas à fronteira. De acordo com informações divulgadas pelo portal Al Mayadeen, a organização afirmou ter executado um total de 87 operações em um único dia, o maior número já registrado em sua atuação recente. Segundo a publicação, os ataques resultaram na destruição de 10 tanques Merkava e atingiram diversas posições militares israelenses.
As operações ocorreram em meio à intensificação dos confrontos na fronteira, onde o Hezbollah afirma estar atuando para conter avanços israelenses em território libanês. Entre os alvos, destacam-se posições em cidades como al-Qawzah, al-Naqoura, Debl e al-Taybeh, além de assentamentos no norte de Israel. Um dos aspectos mais relevantes das ações foi o uso ampliado de drones FPV carregados com explosivos, descritos como ferramenta eficaz para ataques de precisão contra tropas e veículos blindados. Ao longo do dia, diversos ataques com drones foram registrados, atingindo agrupamentos de soldados e equipamentos militares. Além disso, o Hezbollah empregou mísseis guiados antitanque (ATGM), foguetes e sistemas portáteis de defesa aérea (MANPAD), incluindo uma ação que forçou um helicóptero israelense a recuar durante uma tentativa de evacuação de feridos. As operações também incluíram ataques coordenados com mais de 100 projéteis de foguetes e artilharia contra pontos de concentração militar israelense, segundo o grupo.
Ao longo das ações, o Hezbollah afirmou ter atingido repetidamente tanques Merkava, incluindo ataques diretos com mísseis guiados e drones explosivos. Em um dos episódios, combatentes relataram a destruição de quatro tanques e um bulldozer militar em uma única operação.
Os confrontos diretos também foram registrados em diferentes momentos do dia, com combates contínuos em áreas como al-Taybeh e al-Qantara. Em várias ocasiões, o grupo afirmou ter impedido a retirada de veículos danificados pelas forças israelenses.
Paralelamente às operações na linha de frente, o Hezbollah lançou ataques contra infraestrutura militar israelense e assentamentos no norte de Israel e nas Colinas de Golã ocupadas. Entre os alvos citados estão bases militares, quartéis e centros logísticos, além de localidades como Kiryat Shmona, Safad, Nahariya e Metula. O grupo afirmou que alguns desses locais foram previamente alertados para evacuação, alegando que áreas foram militarizadas pelas forças israelenses e, portanto, consideradas alvos legítimos. As ações incluíram o lançamento de foguetes de longo alcance e ataques com drones contra instalações estratégicas, como bases de comando e centros de operações aéreas.





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