A doutrina Dahiya é uma estratégia militar israelense de guerra assimétrica que defende o uso de força desproporcional e a destruição de infraestrutura civil para dissuadir ações hostis, visando pressionar a população civil a se voltar contra grupos militantes como o Hezbollah e o Hamas.
Origem e Princípios Fundamentais:
Origem: Formulada pelo ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Gadi Eizenkot, após a Guerra do Líbano de 2006, a doutrina recebe o nome do bairro de Dahiya (ou Dahieh) em Beirute, um reduto do Hezbollah que foi fortemente bombardeado por Israel.
Estratégia: A doutrina trata áreas civis usadas por militantes como alvos militares ("bases militares" em vez de vilarejos civis). Seu objetivo é causar destruição duradoura da infraestrutura (casas, estradas, usinas de energia) para prevenir novos ataques.
Aplicação: Foi aplicada em diversos conflitos, incluindo a Guerra do Líbano de 2006, operações em Gaza (2008, 2014) e o bombardeio contínuo e intenso dos subúrbios do sul de Beirute em 2024.
Aspectos-chave da doutrina:
Ação desproporcional: O princípio fundamental é que as Forças de Defesa de Israel (IDF) aplicarão "força desproporcional" contra qualquer aldeia que seja alvejada, causando danos extensos.
"Domicídio": Críticos e organismos internacionais descreveram a estratégia como "domicídio" — a destruição sistemática de casas para tornar um território inabitável.
Dissuasão versus eficácia: Enquanto estrategistas israelenses argumentam que ela cria a dissuasão necessária, críticos, incluindo grupos de direitos humanos, argumentam que constitui uma violação do direito internacional humanitário, punição coletiva e, potencialmente, crimes de guerra.
Desenvolvimentos recentes (2024–2025):
Retorno ao Líbano: A doutrina foi citada como retornando ao subúrbio sul de Beirute (Dahieh) em 2024, com Israel realizando extensos ataques aéreos contra a liderança e a infraestrutura do Hezbollah, resultando em destruição massiva.
Escalada: Alguns analistas argumentam que as ações recentes no Líbano foram "além" da doutrina tradicional de Dahiya, assemelhando-se à "doutrina de Gaza", que incluiu a destruição quase completa da infraestrutura civil em Gaza.



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