Pelo menos 50 pessoas morreram em confrontos armados no mês passado no leste da República Democrática do Congo.


Confrontos eclodiram em mais de uma dúzia de aldeias, colocando rebeldes da AFC/M23 contra milícias pró-governo, diz relatório da ONU.

Pelo menos 50 civis foram mortos durante confrontos em janeiro entre forças pró-governo e rebeldes armados na província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo, de acordo com um relatório divulgado na quarta-feira pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). Os confrontos eclodiram entre 12 e 16 de janeiro em mais de uma dúzia de aldeias no território de Rutshuru, afetando especificamente os grupos Bukombo, Kihondo, Mutanda, Bambo e Tongo, disse a OCHA em seu relatório de situação. Várias pessoas ficaram feridas e muitas foram forçadas a deixar suas casas em busca de lugares mais seguros no território de Masisi, acrescentou o relatório, informando ainda que os combates colocaram rebeldes da AFC/M23 contra uma milícia pró-governo chamada Wazalendo.


Em outro incidente, 11 pessoas foram mortas e cerca de 40 ficaram feridas após um ataque aéreo do exército contra posições rebeldes no início de janeiro no centro de Masisi, segundo o relatório.

A Aliança Fleuve Congo (AFC/M23), uma aliança rebelde no leste do Congo que inclui os rebeldes do M23, tem estado no centro do conflito no leste do Congo.

O grupo rebelde, supostamente apoiado pela vizinha Ruanda, de acordo com a ONU e nações ocidentais, controla um território significativo no leste do Congo, incluindo as capitais provinciais de Goma e Bukavu, tomadas no início de 2025.

Na semana passada, o gabinete do presidente do Congo disse ter aceitado um cessar-fogo proposto por Angola entre o governo e a AFC/M23, com vigência a partir de 18 de fevereiro, mas não estava claro, de ambos os lados, na quarta-feira, se o acordo estava sendo respeitado.

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