Desde 7 de outubro de 2023, relatos indicam uma mudança perigosa nas táticas de Israel em Gaza. Em vez de depender exclusivamente da força militar direta, Israel tem usado cada vez mais milícias colaboradoras locais.
Esses grupos operam secretamente dentro da sociedade palestina. Suas funções incluem coleta de informações, aliciamento de membros da resistência e execução de assassinatos seletivos sob supervisão direta da inteligência israelense. Uma investigação da Al Jazeera, transmitida no programa "What Lies Beneath" (O Que Está Por Baixo), marcou um ponto de virada. Ela apresentou confissões filmadas de um agente preso após uma operação de assassinato em Gaza. O agente disse ter recebido ordens diretas de um oficial da inteligência israelense. Ele foi instruído a usar uma câmera escondida para documentar o assassinato. A operação ocorreu em 14 de dezembro de 2025. A vítima era um oficial de segurança interna supostamente responsável por monitorar colaboradores. As imagens mostraram a comunicação em tempo real entre o agente e seu contato. As instruções continuaram até o momento da execução, envolvendo armas com silenciador e bicicletas elétricas.
Especialistas afirmam que a dependência de Israel em milícias reflete a dificuldade operacional dentro de Gaza. A alta densidade populacional e a coesão social tornam as unidades israelenses infiltradas caras e arriscadas. O uso de agentes locais permite que Israel minimize as perdas. Esses agentes são descartáveis se forem descobertos, ao contrário dos soldados regulares. Dados de segurança sugerem que muitos membros das milícias foram recrutados entre indivíduos com antecedentes criminais. Durante a guerra, eles se envolveram em saques antes de serem absorvidos por operações de inteligência. Em troca, receberam liberdade de movimento, proteção e tolerância para o roubo de ajuda humanitária. Seus interesses pessoais foram deliberadamente atrelados à violência organizada.
A atividade das milícias se concentra cada vez mais nas chamadas “zonas amarelas”. Lá, elas intimidam civis e perturbam a segurança interna. Fontes descrevem isso como uma estratégia para exaurir o tecido social de Gaza sem presença militar direta. Alguns grupos agora funcionam como uma “autoridade paralela” de fato para a ocupação. Esses desenvolvimentos indicam uma estratégia mais ampla de guerra por procuração. Israel está se voltando para o controle secreto, a infiltração e a desestabilização interna. Essa abordagem visa fragmentar a própria sociedade, transformando a vida cotidiana em um campo de batalha de suspeita e medo. As evidências mostram que essas milícias agora são fundamentais para a estratégia de Israel em Gaza. Seu uso contínuo aumenta os riscos à segurança civil e à coesão social. Expor e desmantelar esse sistema é urgente. Ele representa um dos aspectos mais destrutivos da guerra oculta que se desenrola dentro da Faixa de Gaza.
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